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View Full Version : Bolha Imobiliária - Brasil



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Fullgencio
Jul 3, 2012, 4:03 AM
O crédito cresce de forma sustentável mas a inadimplência está fora de controle. Tem gente comprando imóvel sem condições de comprar. Muita OFERTA para pouca DEMANDA.

Clássico caso de bolha imobiliária estourando...

A inadimplência cresceu mas ainda está abaixo dos padrões internacionais, e o prazo médio de endividamento do brasileiro é de 12 meses. Resumo: isso não é fator de bolha - que, por sinal, não existe no Brasil.

Fullgencio
Jul 3, 2012, 4:46 AM
Há dez dias, o Banco Internacional de Compensações (BIS, na sigla em inglês), que funciona como banco central dos bancos centrais, divulgou análise em que adverte para a formação de uma bolha de crédito no Brasil.

Esse diagnóstico foi prontamente desmentido pelo governo Dilma e pelo Banco Central. O argumento central de defesa foi de que o estoque de crédito no Brasil é de apenas 50% do PIB e, mesmo com o forte crescimento dos financiamentos habitacionais (15,3% em 12 meses), a situação do crédito imobiliário no Brasil está longe de configurar perigo de formação de bolha.

http://blogs.estadao.com.br/celso-ming/wp-content/blogs.dir/43/files/2012/07/ImoveisPreco2.jpg

Nisso as autoridades do Brasil estão carregadas de razão. Ainda não há sinais de crise no financiamento geral nem com o segmento do crédito imobiliário parecida com a que acontece nos Estados Unidos e em alguns países europeus, especialmente Irlanda e Espanha. O estouro da bolha do subprime, em 2007, nos Estados Unidos ocorreu quando as operações de financiamento hipotecário tinham descarrilhado para práticas condenáveis. Eram comuns os refinanciamentos hipotecários por quatro ou cinco vezes, só para prover dinheiro novo que o devedor poderia queimar no consumo.

Aparentemente, traumatizados pelos maus antecedentes dos Estados Unidos e da Europa, e impressionados com a rápida expansão do crédito no Brasil (crescimento médio de 13% ao ano), os analistas do BIS exageraram nos cuidados.

No entanto, não dá para esconder a disparada da inadimplência (calote) nos créditos para pessoas físicas, que saltaram de 6,4% em maio de 2011 para 8,0% em maio deste ano. E isso indica redução da capacidade das famílias de honrar compromissos financeiros aos padrões de hoje.

O Banco Central não apresenta estatísticas para a inadimplência específica do setor imobiliário, mas algumas avaliações dão conta de que também estão crescendo. E a relativa saturação do mercado pode contribuir, se não por um achatamento dos preços das unidades habitacionais para níveis inferiores ao avanço da inflação, pelo menos para uma redução da velocidade de valorização dos imóveis, situação que pode comprometer a qualidade da garantia (hipoteca).

Um dos fatores que concorrem para isso é o avanço dos preços de mercado por metro quadrado cuja curva está no gráfico acima. Outro, a disparada do custo de construção. Em apenas 12 meses (terminados em maio), o custo da mão de obra saltou 11,5%. É, também, fato reconhecido que o Programa Minha Casa, Minha Vida está concorrendo para forte elevação dos preços dos terrenos urbanos. As dificuldades que as construtoras estão enfrentando para entregar os imóveis novos aos preços previamente indicados ilustram o que está ocorrendo.

Um terceiro limitador para a expansão do mercado imobiliário ao ritmo de hoje é o crescimento bem mais baixo da renda familiar, de cerca de 5% ao ano, como apontam os números do IBGE.

Para um financiamento de um apartamento de R$ 300 mil, por exemplo, com entrada de 20% e prazo de amortização de 20 anos, a prestação inicial é superior a R$ 3,1 mil e a renda familiar exigida é de R$ 10,3 mil. Quantas famílias brasileiras poderão enfrentar essas condições, num quadro de desaceleração do PIB?

Fonte: O Estado de São Paulo (http://blogs.estadao.com.br/celso-ming/2012/07/02/ainda-sem-sinais-de-bolha/)

Fullgencio
Jul 3, 2012, 4:47 AM
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pesquisadorbrazil
Jul 3, 2012, 5:19 PM
A inadimplência cresceu mas ainda está abaixo dos padrões internacionais, e o prazo médio de endividamento do brasileiro é de 12 meses. Resumo: isso não é fator de bolha - que, por sinal, não existe no Brasil.

Me desculpe, não podemos usar a metodologia estrangeira com a brasileira. E outra, 40% com comprometimento dos salários com prestações não é sinal de alerta.

Eu faço uma ressalva, a classe média, quando está no aperto, adivinhe quais prestações eles deixam em aberto, compras, financiamentos, educação, saúde, carro ou comida?

Acertou que eles preferem dar o calote nas construtoras e imobiliárias, do que ficar sem saúde, educação e claro, comida.:tup:

Fullgencio
Jul 5, 2012, 3:04 AM
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overmatik
Jul 5, 2012, 3:23 AM
Brasília vive o mesmo encalhamento, pois TODOS os corretores que compraram na planta para viver de AGIO, estão passando fome. Sinal claro de ESTOURO DA BOLHA em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e demais cidades brasileiras.

E a coisa está feia mesmo, pois com o mercado parado o índice Ploc Zap indicava estabilidade, e agora com o mercado quase todo baseado em trocas e ágios o índice começa a mostrar quedas...

Brasileiro se endividando, mas tudo bem, não se compara aos outros países... :jester:

Fullgencio
Jul 14, 2012, 3:27 PM
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overmatik
Jul 16, 2012, 4:38 PM
Mais de 2.400 imóveis foram devolvidos por falta de pagamento de prestações

Do sonho da compra da casa própria ao pesadelo de ter que se desfazer do imóvel em menos de seis meses. Essa é a realidade de 2.460 consumidores que tiveram que devolver o imóvel comprado no último semestre de 2011 por não conseguir quitar as prestações.

Na estimava do mercado, 10% das 24.606 unidades adquiridas de junho a novembro de 2011 no Estado foram devolvidas por clientes que não conseguiram pagar as prestações. Ou seja, na média, 400 imóveis por mês retornaram à cartela de vendas depois de serem vendidos.

O presidente da Lorenge S.A., José Élcio Lorezon, conta que o índice de imóveis devolvidos tem aumentado. Ele relaciona esse comportamento do mercado ao acesso da nova classe médio ao crédito imobiliário.

“A classe C ascendeu, mas tem um orçamento doméstico sensível a qualquer eventualidade. É um consumidor que não está habituado a fazer planejamento de longo prazo e até mesmo o conserto de um carro pode desequilibrar as finanças”, avalia.

O diretor do Sindicato da Indústria Imobiliária do Espírito Santo, Pedro Zamborlini, diz que não é só nessa fase de obras que acontecem as quebras de contrato.

“O comprador, às vezes, fecha negócio na empolgação, considerando apenas o valor reduzido das mensais durante as obras. E quando o imóvel fica pronto se depara com os custos do financiamento somado à taxa de condomínio. É aí que muitos não conseguem quitar as prestações”, afirma. (...)

Falta de planejamento compromete sonho

Mercado

- De junho a novembro de 2011, foram adquiridas no mercado imobiliário capixaba 24.606 unidades.
- Desse total, 10% dos imóveis foram devolvidos por consumidores por consumidores que não conseguiram pagar as prestações.
- Na média, 400 imóveis por mês retornaram à cartela de vendas depois de serem vendidos.

Justificativa

- Nos últimos anos, o índice de imóveis devolvidos tem aumentado. Especialistas em mercado imobiliário apontam que esse quadro se intensificou ao passo que o governo federal ampliou a oferta de crédito imobiliário, com juros menores e prazos maiores.

Precauções

- Para evitar o endividamento e a devolução do imóvel adquirido, o consumidor deve tomar algumas precauções.
- É importante fazer uma leitura atenta do contrato, observando todos os detalhes e, por exemplo, qual será a forma de correção da prestação.
- Enquanto estiver pagando o imóvel no período de obras, é importante fazer uma reserva de para dar o valor das chaves.
- Além disso, é importante calcular os gastos futuros com a taxa condominial e verificar se ele não vai extrapolar o orçamento se somando à prestação do financiamento depois do imóvel pronto.

Fonte: http://www.capixabao.com/noticia/11972/imoveis/mais-de-2400-imoveis-foram-devolvidos-por-falta-de-pagamento-de-prestacoes/

MAMUTE
Jul 24, 2012, 8:38 PM
Crise de crédito imobiliário não é descartada no Brasil




FMI destaca possível bolha imobiliária no país e compara com os Estados Unidos que, em 2008, tinha pequena parte da população com dívidas no setor.



O Fundo Monetário Internacional (FMI), em relatório divulgado na sexta-feira (20/7), afirmou que o crédito no Brasil cresceu rapidamente nos últimos anos, mas os empréstimos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) estão diminuindo desde 2008 e deve continuar relativamente baixo em relação aos padrões internacionais

http://www.brasileconomico.ig.com.br/public/uploads/articles/foto_pagina/cidade_sao_paulo_be_01.jpg
O FMI alerta para a forma de concessão de crédito à baixa renda e ao endividamento das famílias

O documento aponta que a concessão de crédito ao consumidor tem aumentado fortemente, o que corresponde hoje a 46% do total, contra 23% em 2002. Diante deste avanço, o Fundo alerta para o endividamento dos consumidores, que excede 40% da renda.

O FMI destaca ainda os empréstimos imobiliários para a baixa renda e a forma de concessão, questionando se essas famílias conseguirão quitar as dívidas.

"Vejo que o FMI está fazendo esse alerta para o futuro, pois está comparando com o que já aconteceu nos Estados Unidos e na Europa. Aqui no Brasil, os empréstimos imobiliários respondem por apenas 5,5% do PIB, mas nos Estados Unidos, em 2008, o nicho também era pequeno e quando estourou a crise da dívida imobiliária, nem US$ 3 trilhões ajudaram e vários bancos quebraram", explicou Manuel Enriquez Garcia, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon) e da Ordem dos Economistas do Brasil.

Apesar do número ser baixo, Garcia diz que a política deveria ser modificada. "O governo não está dando ênfase ao investimento público e o privado está reduzindo porque a expectativa com o futuro está cada vez pior. Ao invés de estimular a poupar, o governo incentiva a gastar e é isso que chama a atenção do FMI".

A falta de estímulos à poupança está preocupando diversos economistas desde o início do ano. "O que cria riqueza ao país é o investimento. Alavancar os gastos só é bom no curto prazo", conclui.

De acordo com Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, este ponto ainda não preocupa a economia brasileira. Para ele, antes dos consumidores de baixa renda deixarem de pagar o imóvel, eles vão parar de pagar outros bens, como os carros. Isso já vem acontecendo, com alguns deles tendo que devolver o veículo, mas é pontual.

"Um fato que prejudicaria o setor imobiliário seria o aumento do desemprego. Por enquanto, o crédito imobiliário é muito baixo e os bancos são criteriosos, não dão crédito a qualquer pessoa, como foi nos EUA", ressalta o economista.

No entanto, Vale aponta para possível afrouxamento por parte dos bancos públicos, que estão afoitos em estimular a economia. "No futuro, isso pode acontecer. Sempre acreditei que uma crise possível no Brasil viria do afrouxamento da regulação bancária, mas ainda estamos longe de qualquer coisa parecida com isso", completa.

Já a sondagem feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) sobre o mercado de crédito é positiva. A entidade antecipa os resultados que serão anunciados pelo Banco Central nesta quinta-feira (26/7). Segundo a Febraban, se os números se confirmarem poderá indicar que o esperado processo de retomada da economia já está em andamento.

A Federação mostra que o crescimento dos empréstimos para pessoa física deverá ser 1,2% em junho, em relação a maio. Já em relação à pessoa jurídica, a alta alcançará 2,7% na mesma base de comparação.











http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/crise-de-credito-imobiliario-nao-e-descartada-no-brasil_119776.html

overmatik
Jul 25, 2012, 4:55 PM
Enquanto isso tem matéria de destaque hoje no Correio Braziliense a respeito das dívidas das famílias brasileiras. Toda esta pujança de consumo dos últimos anos é baseada em crédito fácil e tomado sem se pensar no futuro, só não enxerga quem não quer ver.

A nova crise mundial está chegando e será pior que a de 2008, vão sonhando que o brasil está imune.

MAMUTE
Jul 26, 2012, 4:38 PM
Poupança sustenta setor imobiliário até 2015, diz Abecip




O aumento no saldo de captações da caderneta de poupança deve sustentar o funding do crédito imobiliário até meados de 2015, ao contrário de previsão anterior, que projetava um limite em 2014, de acordo com Octavio de Lazari Junior, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). "Com o crescimento da captação da poupança e o menor crescimento do volume de financiamentos, o funding vai se estender até 2015", disse.
Segundo Lazari, o aumento no saldo de captações na caderneta, verificado após as mudanças nas regras de remuneração da aplicação, também deu mais tranquilidade para o funding do setor. O presidente da Abecip ainda estimou que a captação da caderneta mantenha o ritmo de alta ao longo do segundo semestre, mesmo com o cenário de redução da taxa básica de juros (Selic). "No segundo semestre, muitas categorias de trabalhadores terão aumento salarial. Com mais dinheiro na mão, também haverá mais dinheiro disponível para aplicação na caderneta", explicou.
Pelas regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), 65% dos depósitos da poupança devem ser destinados ao crédito para financiamento de imóveis residenciais. Com a mudança nas regras de remuneração da poupança, em maio, havia preocupação do mercado que os depósitos migrassem para outros investimentos e comprometessem o funding, o que não ocorreu. As novas regras da poupança atrelam o rendimento da poupança ao juro básico da economia sempre que a Selic estiver em 8,5% ao ano ou menos. Em 30 de maio, a taxa caiu exatamente para esse patamar, o que acionou o gatilho. Desde então, os novos depósitos já pagam a remuneração composta de 70% da Selic somada à Taxa Referencial (TR), o que corresponde a pouco mais de 0,48% ao mês. Aplicações antigas recebem juro maior: 0,5% ao mês mais a TR.
CRIs
A emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que também compõem o funding do crédito imobiliário, deve ter uma alta de 10% no segundo semestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011, de acordo com estimativa de Lazari. Segundo ele, o primeiro semestre foi mais fraco para esse mercado devido ao baixo volume de lançamentos de novos projetos imobiliários por parte das incorporadoras. "Isso tornou o crescimento mais limitado", disse, acrescentando que, com o aumento nas captações da poupança, há menor necessidade de outras captações para compor o funding.









http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/noticia.php?id=414694&secao=N

pesquisadorbrazil
Jul 31, 2012, 5:04 PM
A inadimplência cresceu mas ainda está abaixo dos padrões internacionais, e o prazo médio de endividamento do brasileiro é de 12 meses. Resumo: isso não é fator de bolha - que, por sinal, não existe no Brasil.

Sé a inadimplência cresceu e não preocupa o mercado imobiliário, porque será que a bolha imobiliária brasileira incomoda o FMI?:koko:


FMI vê riscos de bolha:whip: no Brasil com expansão acelerada do crédito

Por Fernando Travaglini | ValorSÃO PAULO – Mesmo com avanços do Brasil nas áreas de regulação e supervisão bancária, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda vê riscos decorrentes da expansão acelerada do crédito nos últimos anos e enxerga indícios de tensões em algumas classes de ativos, especialmente nos empréstimos às famílias e no setor imobiliário, que poderiam, em um ambiente de queda dos juros, levar à formação de bolhas.

A avaliação está no mais recente relatório elaborado dentro do programa de avaliação do setor financeiro, executado pelo FMI em conjunto com o Banco Mundial. De acordo com o documento, os ativos do setor financeiro mais do que dobraram ao longo da última década e as autoridades precisam estar atentas para os riscos externos e internos.

“Há indícios de crescente tensão em alguns setores e classes de ativos, com destaque para o endividamento das famílias e o rápido aumento dos preços dos imóveis nas principais regiões, como São Paulo e Rio de Janeiro”, diz o relatório.

Segundo o FMI, “essas incertezas são mitigadas pela supervisão bancária robusta e pelos elevados níveis de proteção em termos de capital e liquidez nos bancos, mas é preciso manter a vigilância, aperfeiçoar os dados e estar pronto para intervir e controlar essas fontes de aquecimento se necessário”.

O documento vai além e afirma que até uma bolha de ativos poderia ser causada em função da queda dos juros, apesar de ressaltar que o risco sistêmico é pequeno no momento.

“À medida que os juros no Brasil continuam a cair e se aproximar de níveis internacionais, a procura cada vez maior dos investidores internos por rendimentos mais altos pode levar a uma subestimação do preço do risco e à formação de bolhas de preços de ativos.”

Com relação aos riscos externos, o fundo avalia ainda que “assim como o restante da economia brasileira, o sistema financeiro está exposto aos efeitos da volatilidade dos mercados internacionais, sobretudo os mercados de commodities e de capitais”.

“Um novo conjunto de riscos pode ser vislumbrado no horizonte, o que exigirá um monitoramento cuidadoso daqui em diante”, diz o diretor assistente do Departamento de Mercados Monetários e de Capitais do FMI, Dimitri Demekas, em nota.

Para Demekas, a expansão acelerada do crédito nos últimos anos apoiou o crescimento da economia interna e o aumento da inclusão financeira, mas essa expansão também pode gerar vulnerabilidades.

“Existe o risco de que o sistema financeiro se torne vítima de seu próprio sucesso no país”, diz Demekas, que chefiou a equipe encarregada da avaliação, realizada entre os dias 6 e 21 de março.

O Banco Internacional de Compensações (BIS) já havia alertado sobre os riscos do crescimento acelerado do crédito no país em seu informe anual divulgado em junho. O banco dos bancos centrais mostrou que o Brasil está na zona de risco: expansão do crédito num ritmo muito mais rápido que o PIB nos últimos três anos, "efervescência" que duplicou os preços de imóveis nas grandes cidades e endividamento na direção de patamar recorde.

Na ocasião, o diretor-geral do BIS Jaime Caruana sugeriu que os países emergentes com rápido crescimento do crédito acelerassem a capitalização dos bancos e moderassem o ritmo dos financiamentos para evitar futuras crises.

Avaliação do setor financeiro

O relatório do FMI decorre de um reforço na supervisão dos sistemas financeiros após o estouro da crise da Ásia, em 1999. Desde então, o Fundo vem fazendo um monitoramento voluntário por meio do programa de avaliação do setor financeiro, executado em conjunto com o Banco Mundial, nos países de baixa renda e de mercados emergentes.

Em 2010, o Fundo tornou essa verificação da saúde financeira um elemento obrigatório de sua supervisão a cada cinco anos em 25 países em que o setor financeiro tem importância sistêmica, como o Brasil.

(Fernando Travaglini | Valor)

Leia mais em:

http://www.valor.com.br/financas/2771276/fmi-ve-riscos-de-bolha-no-brasil-com-expansao-acelerada-do-credito#ixzz22BrvE2Fk

overmatik
Aug 2, 2012, 5:16 PM
Rentabilidade dos aluguéis no Guará já é de 0,49%

A rentabilidade imobiliária teve um resultado inédito no mês de junho. Pela primeira vez as quitinetes do Guará ultrapassaram o rendimento dos imóveis de Águas Claras. O Guará obteve no mês 0,49% de ganho, contra os 0,44% de lucro dos imóveis de Águas Claras. Os dados são do Boletim de Conjuntura Imobiliária, divulgado pelo Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF).

Com o preço médio de comercialização de uma quitinete no Guará de R$ 185 mil, o investidor teria, com a taxa apresentada, um rendimento de R$ 11.093,11 em 12 meses de aluguel. É importante ressaltar que esta taxa não inclui a valorização do imóvel, que pode aumentar a rentabilidade.

O estudo concluiu também que Brasília continua com os preços de venda e aluguel mais elevado para imóveis residenciais, especificamente, para apartamentos variando de R$ 245 mil, a comercialização de uma quitinete, até R$ 1,741 milhão para um imóvel com quatro dormitórios.

Em relação aos imóveis comerciais, o Setor de Indústria obteve os maiores valores de venda e aluguel para salas comerciais de R$ 487 mil a R$ 1.800 mil, respectivamente. Já o aluguel de lojas em Taguatinga e no Núcleo Bandeirante apresentou os valores mais elevados, entre R$ 3.800 a R$ 5.050 reais.

http://correiobraziliense.lugarcerto.com.br/app/noticia/ultimas/2012/08/02/interna_ultimas,46018/rentabilidade-dos-alugueis-no-guara-ja-e-de-0-49.shtml

pesquisadorbrazil
Aug 2, 2012, 5:42 PM
Então não existe risco de bolha em Brasília, então vamos lá.

Muitos falam que a cidade depende TOTALMENTE do Governo, então vamos lá. As categorias não tiveram aumentos em 2011 e nem terão em 2013.

As famílias estão endividadas, então se todas elas são funcionários públicos sem aumento salarial, irão dar o cano no banco e ficarão por isso mesmo.

E eu duvido, que os bancos venham tomar os imoveis dos funcionários públicos, se fizerem, irão ficar sem clientes.

Então a bolha estourou no 2o semestre de 2011 e ninguem notou que a ERA DOS AGIOS em Brasília ACABOU.

MAMUTE
Aug 2, 2012, 8:47 PM
FMI alerta para riscos da expansão do crédito no País



Endividamento das famílias e bolhas em preços no setor imobiliário são os perigos mais evidentes, diz relatório



WASHINGTON - O Brasil pode ser "vítima de seu próprio sucesso". O alerta do Fundo Monetário Internacional (FMI) refere-se aos riscos da expansão acelerada do crédito e também da redução da taxa básica de juros, a Selic, sem o necessário alongamento dos prazos de crédito. Bolhas em preços no setor imobiliário e o endividamento das famílias são dois dos riscos mais evidentes.

No documento Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro, o FMI chama a atenção também para os riscos externos ao setor gerados pela volatilidade do mercado de capitais e pelos preços das commodities.

"Existe o risco de o sistema financeiro tornar-se vítima de seu próprio sucesso no País", afirmou Dimitri Demekas, diretor-assistente do Departamento de Mercados Monetários e de Capitais do Fundo, ao Boletim Digital da instituição. "A expansão acelerada do crédito nos últimos anos apoiou o crescimento da economia interna e o aumento da inclusão financeira. Mas essa expansão também poderia gerar vulnerabilidades."

Esta foi a primeira vez que o governo brasileiro autorizou a divulgação do documento pelo FMI. A avaliação do setor financeiro é feita desde 1999, a cada cincos, em 25 países. Desde 2002, quando deu-se a primeira avaliação do Brasil, o FMI constatou ter havido "crescimento, diversificação e sofisticação do sistema", que mostrou-se capaz de atravessar "excepcionalmente bem" a crise de 2008. O ambiente atual, porém, é de desafios, alerta o Fundo.

A expansão do crédito nos últimos anos é um deles, mesmo sendo o total de empréstimos em relação do Produto Interno Bruto (PIB) ainda baixo. Essa situação não representa risco para os grandes bancos, mas gera vulnerabilidade para instituições de pequeno porte, com menos capacidade de cobrir uma eventual necessidade de liquidez. "É preciso monitorar e adotar medidas pró-ativas para conter essas crescentes vulnerabilidades", recomendou o FMI.

O Fundo reforça sua mensagem em favor da redução da Selic, hoje em 8,0% ao ano. Porém, chama a atenção das autoridades brasileiras para o fato de essa queda gradual romper o atual equilíbrio existente no sistema financeiro brasileiro de juros altos e crédito de curto prazo. Será preciso, portanto, extremo cuidado para acomodar a economia e o setor financeiro em um novo equilíbrio, mais saudável, de juros baixos e crédito de longo prazo.

Sem esse cuidado, inúmeros riscos podem emergir. Se mexer só na Selic, o Banco Central pode estimular o aumento da inflação, criar instabilidade macroeconômica e favorecer a formação de bolhas de preços de ativos, especialmente dos imóveis. Se apenas estimular o alongamento do prazo do crédito, pode ampliar demais o passivo financeiro.

Nessa tarefa, a mudança de foco do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será requerida. Há duas semanas, em sua avaliação da economia brasileira, o FMI já havia feito a mesma recomendação para o BNDES concentrar-se mais na concessão de crédito de longo prazo - em especial, para empresas sem capacidade de captar recursos no setor privado - e no financiamento de projetos infraestrutura. O BNDES, salientou o Fundo, precisa deixar de lado os empréstimos de baixo risco - como os concedidos para a Petrobrás - e tornar-se mais competitivo com o mercado privado.

Em outro documento divulgado nesta terça-feira, 31, sobre a observância das regras da Basileia pelo sistema bancário brasileiro, o FMI insistiu na necessidade de o governo aprovar legislação para garantir, formalmente, a autonomia do Banco Central. A questão, informa o documento, "continua em aberto". O País colocou em prática as regras de Basileia 2 e está em consultas para a aplicação gradual das de Basileia 3. Mas será preciso, reforçou o FMI, também reformar a governança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

De forma geral, o FMI considerou o sistema financeiro brasileiro como "amplo, concentrado e altamente conectado, no âmbito doméstico". O sistema é formado por 1.475 instituições de depósito cujos ativos, somados, superam 100% do PIB do País. A capitalização é superior ao mínimo recomendado. Os cinco maiores bancos respondem por dois terços dos ativos. A presença de instituições estrangeiras ainda é menor do que em outros países latino-americanos. Esses bancos controlam menos de 20% do total de ativos do setor do País.









http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,fmi-alerta-para-riscos-da-expansao-do-credito-no-pais,121385,0.htm

MAMUTE
Aug 3, 2012, 12:59 PM
Fortaleza e Salvador puxam valorização dos imóveis em julho


Índice FipeZap nacional foi o mesmo de junho, puxado pela valorização de capitais nordestinas; duas cidades apresentaram queda nos preços


http://exame2.abrilm.com.br/assets/pictures/58488/size_590_Fortaleza.jpg?1339588706
Fortaleza teve a maior alta de julho, com valorização de 3,4%

A alta dos preços dos imóveis brasileiros no mês de julho foi de 1,0%, mesmo percentual de crescimento registrado em junho. Apesar do crescimento modesto, ainda foi um desempenho melhor do que todas as aplicações de renda fixa e que a poupança no mês. Foram Fortaleza e Salvador que puxaram para cima o Índice FipeZap, que acompanha os preços dos imóveis em seis capitais brasileiras e no Distrito Federal. Belo Horizonte e Distrito Federal, porém, registraram recuo nos preços.

Em São Paulo, a alta foi de 1,3%, o menor valor para o mês em toda a série histórica iniciada em 2008, mas ligeiramente maior que a alta de 1,2% de junho; já no Rio de Janeiro, a alta foi de 1,1%, também levemente maior que a alta de 1,0% do mês anterior. Salvador registrou alta de 1,8% e Fortaleza teve valorização de 3,4%. Na contramão, em Belo Horizonte os imóveis tiveram desvalorização de 1,2%, enquanto no Distrito Federal a queda foi de 0,1%.

Até o mês de junho, o relatório do Índice FipeZap vinha reafirmando a tendência de desaceleração das altas, mas neste mês não houve esse comentário. Ainda assim, o relatório lembra que a alta dos preços dos imóveis brasileiros acumulada em 12 meses até julho foi de 17%, menos do que os 18,4% registrados no mês anterior. Mas onde hoje as valorizações estão estáveis ou em queda, as alta já estiveram bem maiores em julho do ano passado. As exceções são justamente as cidades de Fortaleza e Salvador, que se valorizam mais só agora.

O preço médio do metro quadrado em julho foi de 6.727 reais. O valor mais alto ainda é encontrado no Distrito Federal (8.271 reais), enquanto o menor está em Salvador (3.761 reais). Em São Paulo, foi de 6.611 reais, e no Rio de Janeiro, de 8.159 reais.


Local Variação mensal em junho de 2012 Variação mensal em julho de 2012 Preço do metro quadrado (R$)
Composto nacional 1,0% 1,0% 6.727
Belo Horizonte -0,2% -1,2% 4.805
Distrito Federal 0,3% -0,1% 8.271
Fortaleza 2,6% 3,4% 4.796
Recife 0,8% 0,6% 5.363
Rio de Janeiro 1,0% 1,1% 8.159
Salvador 2,1% 1,8% 3.761
São Paulo 1,2% 1,3% 6.611










http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/nordeste-mantem-valorizacao-dos-imoveis-estavel-em-julho

overmatik
Aug 3, 2012, 2:39 PM
Se eu entendi direito, os preços caíram no DF, né? Interessante... Mas os preços nunca caem em Brasília, nunca?

Meu mundo parou! :)

MAMUTE
Aug 5, 2012, 9:20 PM
Preço de imóveis no Brasil dispara e eleva temor de "bolha"


Valor médio do metro quadrado em Brasília e em São Paulo supera o de cidades como Frankfurt e Hamburgo. Economista fala em “bolha”, mas representantes do setor imobiliário discordam.

O aumento do preço dos imóveis nos últimos anos no Brasil vem chamando a atenção de consumidores e de especialistas. Dados divulgados nesta sexta-feira (03/08) pelo Índice FipeZap mostram que o preço de imóveis observados em seis estados brasileiros e no Distrito Federal subiu 17,1% nos últimos 12 meses. Considerando os últimos dois anos, o aumento foi de 49,4%.

De acordo com o índice, nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, por exemplo, o aumento dos preços dos imóveis ao longo de um ano ficou próximo dos 20%. Na capital fluminense, o metro quadrado ultrapassou 8,1 mil reais. Para morar no nobre bairro do Leblon, por exemplo, é preciso desembolsar mais de 18 mil reais por metro quadrado – ou seja, 1,8 milhão de reais para um apartamento de 100 m2.

No Distrito Federal, onde segundo o instituto de estatísticas estão os imóveis mais caros do país, em média o comprador paga 8.271 reais por metro quadrado. Em São Paulo, a média é de é de 6,6 mil reais.

Os valores ultrapassam, por exemplo, o preço de imóveis em cidades alemãs onde o custo de vida é considerado alto, como Frankfurt, onde em média o metro quadrado custa 2,5 mil euros (6,25 mil reais) e Hamburgo, 2,6 mil euros (6,5 mil reais). Mas ainda fica abaixo da média em Munique, onde estão os imóveis mais caros da Alemanha, com 3,8 mil euros por metro quadrado (9,5 mil reais), segundo a consultoria alemã F+B.

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Metro quadrado no DF é mais caro do que em Hamburgo

Caros demais?

"Os preços estão normais, houve apenas uma recuperação de preços nos últimos dois, três anos", garante Claudio Bernardes, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais (Secovi) de SP. Ele ressalta que o aumento dos valores também deve ser associado ao crescimento do poder aquisitivo da população, à redução das taxas de juros para financiamentos e à ampliação do acesso ao crédito.

Paulo Fabbriani, vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) do Rio de Janeiro, relata que houve um boom da procura por imóveis nos últimos dez anos – o que também justificaria, em parte, os aumentos. "Ninguém fabricou esses preços", assegura. Segundo Fabbriani, o setor teria sofrido com a falta de incentivo do governo nos últimos 40 anos, o que teria gerado uma demanda reprimida.

"Também nos deparamos com a falta de espaço nas grandes cidades. Se hoje você quiser morar no Leblon, por exemplo, vai ter que comprar o imóvel de alguém que já mora lá. Não há oferta de imóvel novo", diz o construtor, justificando os altos valores cobrados no bairro nobre carioca.

Risco de bolha imobiliária?

Enquanto representantes do setor imobiliário são taxativos e garantem que o país não enfrenta uma bolha imobiliária – pelo menos não nos moldes daquela que atingiu os Estados Unidos em 2007 – alguns especialistas mais cautelosos afirmam que aumento dos preços dos imóveis no Brasil é anormal, e o acesso indiscriminado ao crédito, associado à falta de educação financeira do brasileiro, preocupa. E pode, sim, trazer grandes problemas para a economia do país.

"Os preços dos imóveis no Brasil passaram do razoável faz tempo", garante o economista Samy Dana, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele não apenas acredita na formação de uma bolha imobiliária no Brasil como ainda faz uma previsão: ela deve estourar logo após a Copa do Mundo, em 2014.

"E a bolha é caracterizada por um aumento irreal dos preços, ou seja, você paga alto por algo que nunca vai dar retorno por aquele preço", diz o especialista, ressaltando que comprar imóveis como forma de investimento, no momento, não é aconselhável. "Uma hora os preços vão cair na real, como caíram nos EUA, na Itália, na Espanha, na Grécia. Devíamos tomar como lição a historia recente de países que enfrentaram problemas semelhantes", afirma.
A diretora da Associação dos Mutuários de São Paulo (Amspa), Ana Carolina Bernardes, também acredita na formação de uma bolha no mercado imobiliário. Segundo ela, a combinação de crédito fácil e demanda crescente pode ser um problema a médio prazo. "Algumas construtoras não pedem nem comprovação de renda, nada, para analisar a vida financeira do comprador. Qualquer pessoa hoje em SP consegue comprar um imóvel", afirma Ana Carolina.

"Talvez as construtoras nem se preocupem com isso porque, se a pessoa ficar inadimplente, elas retomam o imóvel", acredita a diretora. Segundo ela, a associação registrou um aumento de 60% no número de reclamações de mutuários nos últimos 11 anos. Mais da metade destes registros é referente a variações na prestação do imóvel, que levam o mutuário à inadimplência.

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Aumento da demanda justifica parcialmente subida dos preços, argumentam especialistas

Já Cláudio Bernardes rejeita qualquer idéia de bolha brasileira. Segundo ele, não há no país as mesmas condições que existiam nos Estados Unidos em 2007. "Nos EUA o sistema de financiamento imobiliário equivale 80% do PIB", afirma o presidente da Secovi. No Brasil, segundo o Banco Central, este índice é de 5,3%.

Fabbriani acrescenta que os índices de reajuste dos valores dos imóveis nos últimos 10 anos não superaram o de rendimento de outros investimentos neste mesmo período, como, por exemplo, a taxa básica de juros, Selic. Por isso, segundo ele, o risco de bolha estaria afastado.

Excesso de crédito?

Há pouco mais de um mês, o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), considerado o Banco Central dos bancos centrais, já havia alertado o governo brasileiro sobre os perigos do aumento excessivo de crédito e do endividamento dos brasileiros. A instituição mostrou-se também preocupada com o aumento dos preços do setor imobiliário.

De acordo com o Banco Central, o crédito concedido para financiamento imobiliário nos últimos 12 meses aumentou 39%, chegando a 218 bilhões de reais. Mas a inadimplência, em torno dos 2%, ainda é considerada baixa pelos representantes do setor.

"Crédito mal dado com educação financeira inexistente vão gerar problemas futuramente. As pessoas se comprometem durante 30 anos – muitos casamentos não duram este tempo. E elas fazem um compromisso tão sério quanto um casamento e do qual que não podem sair durante 30 anos. Se sairem, saem sem o imóvel e com nome sujo", alerta Samy Dana.

Autora: Mariana Santos
Revisão: Augusto Valente






http://www.dw.de/dw/article/0,,16143867,00.html

pesquisadorbrazil
Aug 11, 2012, 2:42 AM
Preço dos imóveis dispara no Brasil e eleva temor de “bolha” – DW.de

Valor médio do metro quadrado em Brasília e em São Paulo supera o de cidades como Frankfurt e Hamburgo. Economista fala em “bolha”, mas representantes do setor imobiliário discordam.

O aumento do preço dos imóveis nos últimos anos no Brasil vem chamando a atenção de consumidores e de especialistas. Dados divulgados nesta sexta-feira (03/08) pelo Índice FipeZap mostram que o preço de imóveis observados em seis estados brasileiros e no Distrito Federal subiu 17,1% nos últimos 12 meses. Considerando os últimos dois anos, o aumento foi de 49,4%.

De acordo com o índice, nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, por exemplo, o aumento dos preços dos imóveis ao longo de um ano ficou próximo dos 20%. Na capital fluminense, o metro quadrado ultrapassou 8,1 mil reais. Para morar no nobre bairro do Leblon, por exemplo, é preciso desembolsar mais de 18 mil reais por metro quadrado – ou seja, 1,8 milhão de reais para um apartamento de 100 m2.

No Distrito Federal, onde segundo o instituto de estatísticas estão os imóveis mais caros do país, em média o comprador paga 8.271 reais por metro quadrado. Em São Paulo, a média é de é de 6,6 mil reais.

Os valores ultrapassam, por exemplo, o preço de imóveis em cidades alemãs onde o custo de vida é considerado alto, como Frankfurt, onde em média o metro quadrado custa 2,5 mil euros (6,25 mil reais) e Hamburgo, 2,6 mil euros (6,5 mil reais). Mas ainda fica abaixo da média em Munique, onde estão os imóveis mais caros da Alemanha, com 3,8 mil euros por metro quadrado (9,5 mil reais), segundo a consultoria alemã F+B.

Caros demais?

“Os preços estão normais, houve apenas uma recuperação de preços nos últimos dois, três anos”, garante Claudio Bernardes, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais (Secovi) de SP. Ele ressalta que o aumento dos valores também deve ser associado ao crescimento do poder aquisitivo da população, à redução das taxas de juros para financiamentos e à ampliação do acesso ao crédito.

Paulo Fabbriani, vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) do Rio de Janeiro, relata que houve um boom da procura por imóveis nos últimos dez anos – o que também justificaria, em parte, os aumentos. “Ninguém fabricou esses preços”, assegura. Segundo Fabbriani, o setor teria sofrido com a falta de incentivo do governo nos últimos 40 anos, o que teria gerado uma demanda reprimida.

“Também nos deparamos com a falta de espaço nas grandes cidades. Se hoje você quiser morar no Leblon, por exemplo, vai ter que comprar o imóvel de alguém que já mora lá. Não há oferta de imóvel novo”, diz o construtor, justificando os altos valores cobrados no bairro nobre carioca.


Fonte: http://www.dw.de/dw/article/0,,16143867,00.html

pesquisadorbrazil
Aug 14, 2012, 5:00 PM
Depois de um período de fartura na cidade de Brasília com o pseudo boom imobiliário, a bolha estourou, ninguem mais compra e ninguem mais consegue vender seus ágios gordos. Resta saber, quando o valor do m2 começar a despencar, pois ele cresceu ARTIFICIALMENTE. Principalmente em regiões como Park Sul por exemplo. Compraram gato por lebre. Como eu gosto de especulador imobiliário BURRO....

overmatik
Aug 15, 2012, 11:39 AM
Depois de um período de fartura na cidade de Brasília com o pseudo boom imobiliário, a bolha estourou, ninguem mais compra e ninguem mais consegue vender seus ágios gordos. Resta saber, quando o valor do m2 começar a despencar, pois ele cresceu ARTIFICIALMENTE. Principalmente em regiões como Park Sul por exemplo. Compraram gato por lebre. Como eu gosto de especulador imobiliário BURRO....

Pois é, o micão do Park Sul está aí, wimóveis entupido de anúncios. E o Noroeste, bairro do futuro com lixo À vacuo e o escambau, dá uma olhada nesta foto que postaram no fórum velho:

http://s1-01.twitpicproxy.com/photos/full/636883827.png?key=1432585

10 mil reais o metro quadrado nesse lixo? Como eu gosto de agionário burro! :whip:

MAMUTE
Aug 15, 2012, 12:01 PM
:previous:É, Realmente a bolha vai se firmando em todas as classes.

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PDG tem prejuízo de R$ 450 milhões no 2º trimestre


A PDG Realty registrou prejuízo líquido de R$ 450,1 milhões no segundo trimestre, ante o lucro líquido de R$ 241,5 milhões no intervalo de abril a junho de 2011. A receita líquida teve queda de 39%, para R$ 1,06 bilhão.

Após dois trimestres com desempenho considerado ruim pelo mercado, o balanço da incorporadora era o mais esperado entre os do setor.

Os resultados da empresa no período ficaram abaixo da expectativa do mercado, conforme as projeções de quatro instituições consultadas pelo Valor ? BES Securities do Brasil, Bradesco Corretora, CGD Securities e do Credit Suisse.

As estimativas iam de prejuízo de R$ 37 milhões a lucro líquido de R$ 81 milhões.

(Chiara Quintão | Valor)













http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2012/08/13/pdg-tem-prejuizo-de-r-450-milhoes-no-2-trimestre.jhtm

MAMUTE
Aug 20, 2012, 1:08 AM
Para quatro especialistas, imóveis são péssimo investimento neste momento


Preços demasiadamente altos reduzem o potencial de continuidade da valorização; já aluguel paga menos que a renda fixa




http://images1.immedia.com.br//1/1970_2_L.jpg


Os preços dos imóveis no Brasil valorizaram 47,9% de agosto de 2010 a junho de 2012, de acordo com o índice FipeZAP, produzido em parceria entre a Fipe e o ZAP Imóveis. A alta valorização chama a atenção, principalmente para quem busca oportunidades de ampliar o patrimônio num cenário de mercado acionário em queda e juros com taxas baixas.

No entanto, especialistas são unânimes em afirmar: neste momento não há como fazer bom negócio com imóveis no País porque já estão muito elevados. "Para mim, nós vivemos uma bolha do setor imobiliário, com preços muito aquém do que os imóveis valem. E preços que não vão se sustentar por mais muito tempo. Sendo assim, a compra de um imóvel nesse momento não é bom negócio, nem para investimento nem para morar", afirma Willian Eid, coordenador do Centro de Estados de Finanças da FGV-SP (Fundação Getulio Vargas).

Para o coordenador do curso de Real Estate da Poli/USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), João da Rocha Lima Júnior, comprar um imóvel agora é como comprar uma ação em época de alta da Bolsa. "O mercado imobiliário já está precificado. Essa história de comprar e esperar valorizar já não é uma boa opção, e, em minha opinião, nem investimento é. É especulação. Investimento é comprar para alugar, mas isso também não é bom negócio.

Primeiro que alugar imóvel residencial no Brasil é muito difícil por causa da lei do inquilinato, que protege muito o locatário, fazendo o risco do negócio ser muito alto para o locador. Além disso, a relação entre valor de aluguel e valor de imóvel é muito ruim no País".

Ambos os especialistas concordam em mais uma questão: os rendimentos da renda fixa são mais vantajosos do que a renda de um imóvel alugado. "Hoje tá valendo mais a pena deixar o dinheiro na renda fixa, principalmente se for a antiga poupança, do que investir em imóveis", diz Eid. Rocha Lima completa: "Não podemos esquecer que imóvel tem custo, corretor, imposto de renda e dor de cabeça, coisas que a poupança não tem. Isso precisa ser muito bem avaliado.”

Comprar para morar

Embora o momento não seja ideal para a compra de imóveis, o professor Willian Eid diz que entende quem deseja comprar um imóvel para morar mesmo nesse cenário. "Aqui no Brasil as pessoas têm necessidade de ter a casa própria. Nem que você prove por A + B que pagar aluguel talvez seja mais vantajoso neste momento, as pessoas querem ter a casa delas e, quando conseguem condições para isso, não avaliam outros fatores", explica.

Para ele, quem tem esse objetivo, mais do que mirar em um bom negócio financeiro, deve se preocupar em encontrar algo que supra as necessidades de toda a família. "É importante observar se o lugar é bom, se no futuro não haverá uma avenida, um viaduto, ou alguma coisa que possa vir a atrapalhar o imóvel. Também é importante caber no bolso. Não acho que feirões tenham boas oportunidades e também não acho que construir seja vantajoso. Eu acredito que hoje, a melhor opção seja encontrar um imóvel usado que atenda às expectativas.”

No entanto, o professor faz questão de frisar: "se a pessoa puder esperar um pouco, eu aconselharia o aluguel agora porque os preços devem começar a cair em breve.”

Samy Dana, PhD em finanças e professor da EESP-FGV, completa: "Atualmente os imóveis não são investimentos. São bens de consumo que devem ser comprados por razões muito diferentes da eficiência financeira, tais como realizar o sonho da casa própria ou a sensação de segurança pessoal que o imóvel próprio pode oferecer.”

Bolha Imobiliária

O educador financeiro Rafael Seabra, em artigo para o portal Quero Ficar Rico, explicou em sete itens como se forma uma bolha imobiliária e porque no Brasil ela pode estar próxima de estourar. Confira:

1) Aumenta a procura por imóveis e o preço sobe.

2) Aumenta o número de investidores que compram imóveis para alugar ou ganhar dinheiro.

3) Os preços começam a subir excessivamente, acima da capacidade de consumo das famílias.

4) O preço chega a um patamar insustentável, afastando potenciais compradores, que passam a considerar a hipótese de alugar imóveis. Com o preço dos imóveis cada vez mais irreal, as pessoas deixam de comprar e passam a cogitar o aluguel. Até porque passa a valer mais a pena alugar do que comprar, financeiramente falando.

5) Os preços dos aluguéis sobem pois a demanda por imóveis do tipo aumenta. Com tanta gente preferindo alugar do que comprar, o preço dos aluguéis disparam.

6) O preço dos imóveis começa a baixar como um todo devido à diminuição da procura. O País ainda não alcançou esse patamar, mas o preço em muitas cidades já começa a subir menos ou mesmo estagnar. Já existem vários indicadores que mostram que a alta no preço dos imóveis novos desacelera em várias cidades.

7) Há uma baixa mais expressiva nos preços dos imóveis pois os investidores começam a tentar vender os mesmos com urgência.

Esse é o ponto que ainda não atingimos e que não há previsão de ocorrer. Vale ressaltar que esse já é o último item para decretar o estouro da bolha. E já percorremos praticamente todo o caminho para isso. O Brasil está em um dos momentos finais dese ciclo: o momento em que as pessoas deixam de comprar imóveis novos para ir atrás de casas de aluguel. É praticamente o último momento antes da bolha imobiliária efetivamente estourar nas regiões metropolitanas.









http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/imoveis/noticia/2531320/Para-quatro-especialistas-imoveis-sao-investimento-ruim-neste-momento

Fullgencio
Aug 22, 2012, 2:01 AM
Um vídeo de uma volta dentro do Setor Noroeste:

wgpsk50wXy8

MAMUTE
Aug 28, 2012, 2:18 PM
Preços dos imóveis vão cair forte após a Copa, diz professor da FGV



Os preços dos imóveis devem ter uma desvalorização severa após a Copa do Mundo de 2014, na opinião do professor da Escola de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas) e blogueiro do UOL, Samy Dana.

O professor estima que os preços de alguns imóveis nas 12 cidades-sede podem despencar até 50% depois do evento esportivo, principalmente, na cidade de São Paulo. “Sem dúvida, os preços dos imóveis residenciais, mais novos e localizados nas regiões centrais de São Paulo vão cair mais”, destaca.

Algumas regiões vêm recebendo pesados investimentos em infraestrutura, o que, por consequência, valorizaria os preços dos imóveis. Além disso, há quem pense em lucrar com o aluguel de residências para turistas durante o evento.

A demanda por imóveis e por alugueis, de fato, existe, mas Dana defende que os patamares atuais de preços parecem infundados e muito acima do limite razoável.

“Os brasileiros acreditam que todos os problemas de infraestrutura, saúde e segurança do País serão resolvidos nos próximos dois anos, o que valorizaria todos os imóveis”, afirma o professor. “Os preços seguem um sonho, uma crença, não a realidade.”

Inadimplência
E não é somente a ilusão vinculada ao evento que deve puxar os preços para baixo, na opinião de Dana. Como o crédito imobiliário foi dado com mais intensidade entre 2009 e 2010, o ano da Copa pode marcar um período de grande inadimplência no setor.

“Os imóveis começam a ser entregues, surgem outros custos, a pessoa se enforca e fica inadimplente”, explica o professor. Isso, de acordo com ele, desencadearia uma onda de venda de imóveis, contribuindo para derrubar os preços.

Mau negócio
Por conta deste cenário, para o professor, os imóveis não são um bom investimento neste momento. “Quem for comprar para vender, vai perder dinheiro depois da Copa”, acredita.

Como o dono do imóvel não quer perder dinheiro com o negócio, no primeiro momento, ele não reduzirá o preço, mas o problema, segundo Dana, é que o comprador também não vai querer pagar. Conclusão: não há negócio.

“O primeiro sinal não é a diminuição dos preços, mas do número de negócios. A queda é um processo que demora um pouco mais para começar, mas à medida que mais pessoas querem vender, e menos querem comprar, os preços vão caindo”, diz.
















http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2012/08/28/precos-dos-imoveis-vao-cair-forte-apos-a-copa-diz-professor.jhtm

overmatik
Aug 28, 2012, 3:53 PM
Preços dos imóveis vão cair forte após a Copa, diz professor da FGV


“Os brasileiros acreditam que todos os problemas de infraestrutura, saúde e segurança do País serão resolvidos nos próximos dois anos, o que valorizaria todos os imóveis”, afirma o professor. “Os preços seguem um sonho, uma crença, não a realidade.”


“O primeiro sinal não é a diminuição dos preços, mas do número de negócios. A queda é um processo que demora um pouco mais para começar, mas à medida que mais pessoas querem vender, e menos querem comprar, os preços vão caindo”, diz.


http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2012/08/28/precos-dos-imoveis-vao-cair-forte-apos-a-copa-diz-professor.jhtm

Os pontos em negrito acertaram na mosca! Esta ideia anacrônica de que o Brasil de uma hora para outra vai virar país de primeiro mundo é compartilhada por muitas pessoas. :jester: O nosso mercado está totalmente dependente de crédito e trocas de imóveis com volta de diferença.

overmatik
Aug 29, 2012, 3:50 PM
Curitiba poderá ter encalhe na venda de apartamentos. Entrevista com Plínio Gonzaga

Segue o link abaixo. A conversa fica interessante a partir da 2° parte.

http://www.cbncuritiba.com.br/site/texto/noticia/Entrevista/7657

MAMUTE
Aug 30, 2012, 7:35 PM
Outlets prometem até 40% de desconto em imóveis novos


Como não tem como postar só o vídeo, vou disponibilizar só o link:tup:

http://terratv.terra.com.br/videos/Noticias/Brasil/4194-434972/Outlets-prometem-ate-40-de-desconto-em-imoveis-novos.htm

MAMUTE
Sep 4, 2012, 3:43 PM
Uma boa explicação sobre a Bolha imobiliária.

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O que ocorre quando uma Bolha Imobiliária desinfla?


Há algum tempo esse espaço é utilizado para falar sobre a questão imobiliária e a subida artificial de preços que ocorre no Brasil desde 2008, pelo menos
Parece claro que o assunto se popularizou e que muitos analistas com credibilidade, como o professor Samy Dana, mostram que a queda no preço dos imóveis é certa nos próximos anos.

De fato, algumas projeções indicam que o preço dos imóveis já está caindo em algumas regiões. Enquanto alguns recebem essa notícia com entusiasmo, outros ficam temerosos. Existem diversos medos coletivos associados à queda de preços nos imóveis, sobre os quais dissertaremos a seguir.

O cenário normal em relação ao ajuste de preços, em qualquer mercado, indica que os preços devem subir de acordo com a inflação. No entanto, quando se forma uma bolha especulativa (entenda o processo na segunda parte deste texto), os preços começam a subir em patamares muito acima da inflação, tornando-se insustentáveis a longo prazo. O tamanho da queda posterior depende basicamente do volume especulado (que podemos definir como o preço praticado – o preço “justo”, multiplicado pelo volume de vendas no período).

O cenário especulativo, por sua própria insustentabilidade, é dotado de uma noção de urgência muito forte. Em um determinado nível, o descolamento entre os preços praticados e os preços “justos” (que podem ser medidos como o preço na origem do movimento especulativo + a inflação do período) é tão grande que paralisa o mercado. Ninguém mais tem dinheiro para comprar. Depois de algum tempo de paralisação, os preços finalmente começam a cair. E é esse movimento que será o objeto de análise.

A queda de preços

É importante concentrar a análise do momento de queda de preços em dois campos específicos: o dos consumidores e o do ramo econômico. Os efeitos são diferentes, embora ambos mensuráveis. A intenção aqui não é chutar números ou fazer previsões e, sim, explicar o processo.

1) Os Consumidores

Imóveis contam com uma estrutura própria de financiamento, como todo ativo de alto valor agregado. Essa estrutura possibilita, em um cenário de normalidade, a compra dos imóveis pela maior parcela da população. Os largos prazos de financiamento fazem as prestações imobiliárias “caberem” dentro do limite de 30% de comprometimento da renda imposto pelo Banco Central.

No cenário anormal proporcionado pela especulação, os preços sobem acima da capacidade de endividamento do cidadão. Isso faz com que governos, bancos e empresas do ramo busquem formas de fazer o financiamento se adequar à renda do cidadão – seja reduzindo os juros, seja oferecendo subsídios, seja aumentando o prazo de financiamento

Geralmente, o “estouro da bolha” ocorre quando esses mecanismos de adequação de financiamento à renda do cidadão não conseguem mais alimentar o mercado. A situação está tão descolada da realidade que nenhum mecanismo é capaz de aquecer o mercado: pelo contrário, eles só alimentam a especulação.

Esses mecanismos também trazem efeitos colaterais gravíssimos. O alongamento do prazo de financiamento, por exemplo, faz com que a amortização da dívida nos primeiros anos seja risível. Em um cenário de queda de preços, o que acontece é o seguinte:

a) João financia 90% do valor de sua casa, comprada por R$ 250 mil reais. Paga R$ 25 mil à vista. Tem 225 mil reais de dívida. Financia sua dívida em 35 anos, a uma prestação inicial de R$ 2.115,00 ao mês (ela vai caindo muito gradativamente)

b) Com esse valor e esse prazo de financiamento, a amortização mensal sobre a dívida é de R$ 535,71. Em três anos, a amortização terá sido de R$ 19.285,56. A dívida será de R$ 205.714,44.

c) No entanto, nesses três anos o imóvel sofreu uma humilde queda de 20%, passando a custar R$ 200.000,00 (acredite, vai cair mais do que isso). José quer comprar a casa de João, mas não paga mais do que R$ 200.000,00 por ela. João, resignado, vende por esse preço. Mas ainda não consegue cobrir toda a sua dívida com o banco.

d) Resumo: João pagou, nesses três anos, R$ 25.000,00 de entrada, mais aproximadamente R$ 75.000,00 em prestações (foram R$ 2.115,00, de início, com ligeira queda no valor da parcela). E ainda tem uma dívida de R$ 5.714,44. Isso quer dizer que, por conta de uma queda de 20% no valor dos imóveis, que é uma previsão modesta, João desperdiçou R$ 105.714,00 em três anos, sem contar impostos e taxas de documentação e vistoria. Se tivesse pagado R$ 1.000,00 por mês de aluguel por uma casa, durante esses três anos, teria economizado R$ 69.714,00 no período.

Esse caso é ilustrativo de como as quedas de preço são prejudiciais para o consumidor que faz seu financiamento quando o imóvel está em um preço especulativo. No caso explicado, João continuou pagando suas parcelas em dia, mas, em boa parte dos casos isso não ocorre.

Recentemente, vimos isso ocorrer com o mercado automobilístico, que está repleto de pessoas com “bombas” na mão: carros com alto valor de parcela, financiados sem entrada em 84 ou 96 vezes, que hoje valem menos do que o valor de suas dívidas. No caso dos carros, o aumento da inadimplência e o aumento dos estoques nos pátios forçaram o governo a lançar um pacote de incentivos ao setor, para evitar demissões.

“Evitar demissões” é o principal objetivo do governo, atualmente. Isso porque a situação econômica consegue se sustentar, ainda que com incongruências, enquanto o nível de emprego está alto. Quando as vendas começam a arrefecer, a atividade econômica diminui e as empresas começam a demitir; aí explodem as grandes crises. Porque as pessoas desempregadas, além de não consumirem, em boa parte das vezes tornam-se inadimplentes. A inadimplência contamina o mercado e provoca prejuízos em diversos setores da economia, provocando mais demissões. Empresas começam a quebrar. E o círculo vicioso da recessão econômica está formado.

No entanto, a queda dos preços não indica apenas o fim de um ciclo de especulação que prejudica quem consome: indica também o esgotamento da atividade econômica. E é essa a segunda análise.

2) A atividade econômica no ramo de construção civil

Além de trazer grande impacto aos consumidores, a queda de preços também causa forte impacto na construção civil.

No setor, a queda de preços é mais consequência do que causa de algo.. Ocorre, especificamente, após um momento de forte expansão da atividade econômica, alimentada pela especulação. A relação entre oferta e demanda, que costuma estabelecer os preços no mercado, é rompida pela injeção de capital especulativo. O objetivo passa a ser, ao invés do consumo, o ganho fácil com a revenda do imóvel após algum tempo. No Brasil, algumas facilidades contribuem para aumentar a especulação, como a possibilidade de comprar imóveis “na planta”, sem nenhum contrato de financiamento assinado antes da entrega das chaves, em dois ou três anos.

A questão é que esse momento de especulação proporcionou o aumento da atividade econômica até o limite imposto pela capacidade de endividamento das pessoas. E isso deságua em dois movimentos: o do arrefecimento no ritmo de novos lançamentos imobiliários e o dos especuladores, que agora querem capitalizar em cima dos imóveis comprados há dois ou três anos.

Para o ramo econômico, é péssimo. A diminuição no ritmo de construções proporciona a desaceleração de diversos setores da economia e ajuda a explicar o crescimento pífio do PIB brasileiro em 2011 e 2012. Todo o ramo industrial de materiais para construção depende do ramo da construção civil. Fios, cabos elétricos, decoração, porcelanas, móveis planejados, tintas, cimento, serralheria, marcenaria e mais alguns ramos da atividade econômica dependem muito da construção civil para obter lucros. Em um cenário de desaceleração na construção civil, logo esses setores vão se ver forçados a demitir empregados, contribuindo para alimentar o círculo vicioso da recessão explicado anteriormente.

E agora?

A queda dos preços tem três momentos específicos: o primeiro, em que os preços começam a cair e a atividade econômica cai vertiginosamente. O segundo, em que os preços voltam a ganhar fôlego, ainda que momentâneo, por conta do público que poupou dinheiro e não queria comprar no ápice dos preços. E um terceiro, em que os preços caem até um patamar mínimo, em que os especuladores se desesperam e se desfazem de seus investimentos por “qualquer coisa”.

Como já explicado, esse movimento pode levar o país a um processo recessivo. Ou, pelo menos, desacelerar abruptamente o crescimento econômico, que já não anda muito bem. A opção do governo em fomentar o crescimento pelo consumo, praticada com vigor nos últimos cinco anos, está esgotada. O próprio governo já percebeu isso e lançou um pacote expressivo de investimentos em infraestrutura, para aumentar a taxa de investimento governamental sobre o PIB e a competitividade da nossa economia. No entanto, além de insuficiente, ele parece ser um pouco tardio para evitar os problemas econômicos iminentes.

No entanto, uma coisa é certa: é infinitamente melhor viver um período de aperto econômico do que continuar alimentando uma bolha especulativa como a dos imóveis no Brasil. Quanto mais se alimenta a especulação, maior será a quantidade de “ativos podres” depois e a necessidade de programas de recuperação. Esses possíveis programas, com o objetivo de salvar bancos e construtoras, só causarão a socialização dos prejuízos. Quanto menor for essa socialização, mais curta será a crise.

Então, agora é a pior hora possível para se comprar um imóvel. O mercado está saturado, as vendas estão em baixa e as poucas unidades vendidas estão indo para as mãos de especuladores interessados em lucros fáceis. Há um claro descompasso entre o aumento dos preços de imóveis e o aumento da renda do brasileiro. A hora é de poupar, de apertar os cintos e de evitar endividamentos desnecessários, para que o momento de queda no preço dos imóveis seja o menos traumático possível.











http://leorossatto.wordpress.com/2012/09/01/o-que-ocorre-quando-uma-bolha-imobiliaria-desinfla/

pesquisadorbrazil
Sep 4, 2012, 5:03 PM
O que vai ocorrer, com a valorização IMOBILIÁRIA ARTIFICIAL, os preços do metro quadrado em Brasília, que atingiram em alguns locais, 10 mil o m2. Como que o crescimento fora artificial, e como sabemos que existe uma bolha em Brasília, pasmem, quando a bolha estourar, os preços do metro quadrado irá despencar, podendo desvalorizar em 50%.

Eu vou morrer de rir, dos bocós que compraram gato por lebre. Detalhe, esse efeito tem ocorrido em Brasília.

overmatik
Sep 6, 2012, 3:40 PM
Imóveis são investimentos lucrativos no Distrito Federal. Pequenos imóveis, como quitinetes e apartamentos de um ou dois quartos, são os mais rentáveis

CorreioWeb - Lugar Certo

Publicação: 05/09/2012 11:25 Atualização: 05/09/2012 13:26

Em 2010, um apartamento de dois quartos em Brasília estava avaliado em R$ 460 mil e custa hoje R$ 650 mil, ou seja, estima-se uma valorização de quase R$ 200 mil. Os números são dos Boletins da Conjuntura Imobiliária, divulgados pelo Sindicato de Habitação do DF (Secovi/DF). Para o presidente do Secovi/DF, Carlos Hiram, com uma boa consultoria, este certamente é um investimento com lucro. “O preço de um imóvel sobe, em média, 20% ao ano, mas podem ocorrer picos de valorização. De 2006 para 2009, por exemplo, houve imóveis em Brasília que dobraram de preço”, conta.

A população de Brasília cresceu cerca de 20% e chegou a quase 2 milhões e meio de habitantes. A capital federal já é a quarta cidade mais populosa do país, com o PIB per capta três vezes maior que a media nacional. Brasília é uma cidade planejada e as áreas nobres para construção no Plano Piloto estão praticamente esgotadas. Há pouca oferta e grande procura, o que gera valorização em curto prazo.

Segundo Carlos Hiram, bons investimentos para qualquer região são quitinetes ou apartamentos de um ou dois quartos. “Existe um grande fluxo de pessoas com boa capacidade de pagamento. Jovens que engessaram no mercado de trabalho e famílias recentemente formadas, por exemplo, estão demandando imóveis menores. Além disso, esses investimentos também possuem boa rentabilidade que quer dizer um maior valor de aluguel em relação ao preço do imóvel”, explica.

O boletim feito pelo Secovi/DF em parceria com a Econsult - Consultoria Econômica do Departamento de Economia da Universidade de Brasília, mostra que em julho foram ofertados, no Distrito Federal, 24.485 imóveis para comercialização. A parcela mais expressiva da amostra são apartamentos de dois dormitórios, que representam cerca de 42% do total.

Para quem deseja comprar o imóvel na planta, Carlos Hiram recomenda uma maior atenção. “É necessário que o interessado na compra procure referencias sobre a construtora, certifique se a documentação está certa, se a construção está cadastrada no cartório e também os prazos de entrega do imóvel”, aconselha.

Investimentos no setor imobiliário
O estudo do Secovi/DF também apresenta o Índice de Rentabilidade Imobiliária, que mede o rendimento obtido por meio da locação de imóveis nas diferentes regiões do Distrito Federal. O Guará apresenta a maior rentabilidade na categoria Quitinetes, com valorização de 0,45%. O preço mediano de comercialização de uma quitinete no Guará é de R$175 mil. Assim, o investidor teria com a taxa apresentada de 0,45%, um rendimento de R$ 9.215,20 em doze meses ao alugar o imóvel.

O maior preço para locação encontra-se em Brasília, enquanto os menores valores provêm dos imóveis em Taguatinga. No Plano Piloto, o aluguel mensal de uma quitinete é em média R$ 1000, já em Taguatinga, é R$ 450. O aluguel de apartamentos de um, dois e três quartos em Brasília custa em média R$ 1200, R$ 2 mil e R$ 2900, respectivamente. Já em Taguatinga, os valores são de R$ 650, R$ 825 e R$ 1200. Ou seja, com R$ 1200, por exemplo, o interessado aluga um apartamento de três quartos na Cidade Satélite e um de apenas um quarto no Plano Piloto.

Crescimento do poder de compra
Dados do IBGE mostram que a classe C, percentual populacional com renda de 4 a 10 salários mínimos, saiu de 37% do total da população brasileira em 2002 para 49,7% em 2009, o que representa 95 milhões de pessoas. Hoje, essa nova classe C ganha melhores salários e tem ampla oferta de crédito tornando-se um potencial consumidor de produtos como imóveis, por exemplo.

Outro ponto interessante, com relação a dados demográficos do Distrito Federal, é a pirâmide etária. Ela é mais concentrada na área que abrange a faixa entre 15 e 40 anos, dentro da qual está cerca de 40% da população. Isto reflete tanto na atividade econômica quanto no setor imobiliário. Esta parcela da população caracteriza-se por representar pessoas majoritariamente em idade economicamente ativa, o que é favorável para o PIB local. Do ponto de vista do mercado imobiliário, o fato de 20% da população estar na faixa entre 25 e 35 anos é vantajoso, uma vez que esta corresponde a uma fase de formação de família e, como consequência, compra e locação de imóveis.

FONTE: http://correiobraziliense.lugarcerto.com.br/app/noticia/ultimas/2012/09/05/interna_ultimas,46086/imoveis-sao-investimentos-lucrativos-no-distrito-federal.shtml

overmatik
Sep 10, 2012, 4:30 PM
Imóveis caros e de péssima qualidade... :yuck:

Reclamações sobre entrega de imóveis comprados na planta crescem 500%

A explosão da construção civil vivida nos últimos anos pelo Distrito Federal entra em fase de entrega dos empreendimentos aos proprietários. Prédios novos são concluídos e os donos recebem o bem comprado ainda na planta. Na mesma velocidade com que as edificações são entregues, as reclamações no Procon-DF crescem. Somente este ano, 635 queixas foram registradas, 50,8% a mais que no mesmo período de 2011. De 2010 para 2011, elas quintuplicaram. Atrasos, cobranças indevidas e defeitos decorrentes da qualidade da obra são os principais problemas enfrentados pelos consumidores.

Para evitar dor de cabeça, os especialistas recomendam que o cliente fique atento às cláusulas contratais e faça uma pesquisa sobre os procedimentos da construtora e da incorporadora em relação à entrega e ao serviço de atendimento. “A consulta preventiva sempre é a melhor solução. Procure o síndico ou moradores de prédios construídos pela empresa da qual você tem interesse em adquirir um imóvel na planta, pergunte como se dá o pós-obra, se surgiram problemas e como eles foram resolvidos”, orienta Geraldo Tardin, presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec).

Fonte: http://correiobraziliense.lugarcerto.com.br/app/noticia/ultimas/2012/09/10/interna_ultimas,46092/reclamacoes-sobre-entrega-de-imoveis-comprados-na-planta-crescem-500.shtml

MAMUTE
Sep 14, 2012, 11:36 AM
SP: venda de imóveis novos acumula queda de 5,1% no ano



As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo recuaram 8,5% em julho sobre o mês anterior, somando 1.689 unidades, informou nesta sexta-feira o sindicato da habitação, Secovi-SP, que não divulgou o dado comparativo com julho de 2011. Nos sete meses até julho, as vendas na capital paulista acumularam queda de 5,1%, a 13.670 unidades, refletindo o desaquecimento da economia doméstica como um todo, que sofreu efeitos da crise internacional, segundo a entidade.

http://economia.terra.com.br/imgauto/sp_1_getty-301.jpg
Queda reflete desaquecimento da economia
Foto: Getty Images

No entanto, o Secovi estima fechar o ano com alta de 10% nas vendas. Em termos de valores, de janeiro a julho, as vendas atingiram R$ 6,9 bilhões, abaixo dos R$ 7,6 bilhões no mesmo período de 2011. A velocidade de vendas, medida pela relação de venda sobre oferta, ficou em 61,2% nos 12 meses até julho. Já os lançamentos totalizaram 1.737 unidades em julho, mas o Secovi não informou os dados comparativos.

No acumulado do ano, entretanto, foram lançados 10.599 imóveis na cidade de São Paulo, 37,1% menos em relação a um ano antes. "Este resultado mostra que a demanda está escoando a oferta desde o final do ano", afirmou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

"Mesmo com a queda nos lançamentos... o desaquecimento das vendas é quase imperceptível, o que demonstra que o mercado ainda está aderente aos produtos lançados, tanto nos preços como na tipologia", acrescentou. A previsão da entidade é de que os lançamentos em 2012 sejam 21% inferiores ao resultado do ano passado.





http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201209141017_RTR_SPE88D00E

MAMUTE
Sep 16, 2012, 4:55 PM
Preço de imóvel é irrealista e insustentável, diz estudo


Estudo conduzido por dois pesquisadores do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta "possibilidade concreta de existência de uma bolha no mercado de imóveis no Brasil", que pode estourar com a possível elevação futura dos juros.

Ou, em outras palavras, que a disparada dos preços de casas, terrenos e apartamentos nos últimos anos está resultando em valores irrealistas, incompatíveis com os movimentos de oferta e procura do mercado -e, portanto, insustentáveis.

Assinado pelos economistas Mário Jorge Mendonça e Adolfo Sachsida, o trabalho alimenta com novos argumentos a controvérsia instalada entre estudiosos, compradores e vendedores.
Os autores calculam que os preços tiveram alta de 165% na cidade do Rio de Janeiro e de 132% em São Paulo entre janeiro de 2008 e fevereiro deste ano, contra uma inflação de 25% no período.

Com intervalos de tempo menores, em razão da indisponibilidade de dados mais antigos, também se constataram aumentos bem superiores à inflação em capitais como Recife, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza.

IMPULSO DO GOVERNO

Tradicionalmente, bolhas de preços são infladas pelo crescimento acelerado da oferta de crédito.

Esse crescimento aconteceu no setor habitacional brasileiro -com o impulso, enfatiza o estudo, de programas, incentivos e obras do governo federal.

"A insistência do governo em aquecer ainda mais um mercado imobiliário já aquecido só tende a piorar o resultado final", diz o texto.

Entre os exemplos citados estão, além dos juros favorecidos para o setor imobiliário, o programa Minha Casa, Minha Vida e os empreendimentos vinculados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016.

Vinculado à Presidência da República, o Ipea não endossa essas conclusões. Em seu boletim "Conjuntura em Foco", o órgão argumenta que o volume de crédito no país ainda está muito longe dos 65% do Produto Interno Bruto contabilizados nos EUA.

Mas o próprio boletim mostra a rapidez da expansão dos financiamentos habitacionais brasileiros, que saltaram de 1,5%, em 2007, para mais de 5,5% do PIB neste ano.

BANCOS PÚBLICOS

Mendonça e Sachsida afirmam que, a partir do agravamento da crise internacional, no final de 2008, o crédito imobiliário tem crescido em ritmo superior ao do destinado a outros setores, especialmente nos bancos públicos.

Antes, a ampliação do crédito era puxada por bancos privados e privilegiava os setores industrial, rural, comercial e empréstimos diretos a pessoas físicas.

Segundo o estudo, a escalada dos preços dos imóveis tende a ser interrompida ou revertida com a alta dos juros, o que é esperado com a retomada do crescimento econômico e, mais ainda, com uma alta futura das taxas internacionais.

O texto diz que os efeitos de uma eventual crise no mercado imobiliário brasileiro não serão catastróficos como os do estouro da bolha americana, ponto de partida da crise global. "Contudo, não serão desprezíveis."

ASCENÇÃO SOCIAL

Bolhas especulativas acontecem, pela definição mais usual, quando os preços sobem simplesmente porque os investidores e compradores acreditam que os preços subirão ainda mais no futuro.

Exemplos do gênero são mais comuns nos mercados de ações e imóveis, mas o primeiro caso documentado, no século 17, envolveu a mania por tulipas na Holanda.

Os preços subiram rapidamente e pessoas de todas as classes vendiam propriedades para investir nas flores. Depois de alguns anos, a bolha estourou, os preços caíram subitamente e inúmeros negociantes foram à falência.

Não é simples determinar se uma disparada de preços é uma bolha ou se está amparada em transformações da economia ou da sociedade.

No caso dos imóveis brasileiros, a alta pode ser resultado da ampliação da classe média nos últimos anos, possibilitada pela melhora do mercado de trabalho e pela ampliação dos programas de transferência de renda.

É o que defende um estudo produzido em 2010 pela MB Associados a pedido da associação dos bancos financiadores de imóveis. Por esse raciocínio, a ascensão social impulsionou a demanda em ritmo superior ao da oferta.

O texto não descartava, porém, a possibilidade de que a alta de preços se transformasse em bolha no futuro. E acrescentava que bolhas só podem ser determinadas com certeza quando estouram.



http://f.i.uol.com.br/folha/mercado/images/12259211.gif

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1154126-preco-de-imovel-e-irrealista-e-insustentavel-diz-estudo.shtml

MAMUTE
Sep 21, 2012, 3:21 PM
Comprar imóvel em Miami pode ser mais vantajoso que no RJ



Diretor de uma das primeiras imobiliárias brasileiras a se instalar nos EUA destaca três vantagens em comprar imóveis em Miami


http://exame1.abrilm.com.br/assets/images/2012/9/67506/size_590_Im%C3%B3veis_no_exterior.jpg?1348235748
Edifício Opera Tower Miami: Apartamentos no edifício são vendidos a partir de 260 mil dólares

A busca de imóveis em Miami por brasileiros já é tão comum que alguns empreendimentos estão se adaptando ao gosto do brasileiro e adotando o modelo de um apartamento por andar, muito buscado por aqui, mas incomum por lá. A informação é de Leo Ickowicz, diretor da Consultoria Elite International Realty, uma das primeiras imobiliárias brasileiras a se instalar nos Estados Unidos, há 23 anos. Ele afirma que o melhor momento para investir em imóveis no país foi no ano passado, mas ainda dá tem tempo de aproveitar as vantagens que Miami está oferecendo, como os retornos de aluguéis, que estão com a demanda alta, os juros mais baixos do que no Brasil e os preços dos imóveis, que podem ser menores do que no Rio de Janeiro, por exemplo.

Segundo dados da Miami Association of Realtors (Associação de Corretores de Imóveis de Miami) em 2011, do total de imóveis vendidos a estrangeiros, 12% foram adquiridos por brasileiros, que só não compraram mais imóveis que os venezuelanos, que respondem por 17% dos imóveis adquiridos. E para 2012, a Elite espera que os brasileiros apareçam como os principais compradores.

Ickowicz esteve recentemente no Rio de Janeiro e em São Paulo para duas rodadas de negócio e, segundo ele, as vendas de imóveis renderam 30 milhões de dólares. “O melhor momento para comprar foi no ano passado, mas agora ainda estamos em um bom momento, que deve durar mais seis a oito meses. Os americanos estão tão interessados nos brasileiros, que o padrão era de no mínimo dois apartamentos por andar e eles estão fazendo prédios de um por andar por causa da demanda do brasileiro e dos latino-americanos em geral, os próprios construtores tentam vender os imóveis falando isso”.

Veja a seguir as principais vantagens que o diretor da Elite International Realty destaca na compra de imóveis em Miami.

1) Valor dos imóveis

Segundo Ickowicz, o principal fator que leva os brasileiros a comprar imóveis no exterior é o valor. “Os preços dos imóveis nos Estados Unidos já estiveram 40% mais baratos do que no Brasil. Hoje eles já subiram um pouco, mas ainda é possível encontrar imóveis com preços 20% a 25% menores do que no Brasil”, afirma.

Ele conta que o preço do metro quadrado em Brickell e Aventura, as regiões mais buscadas pelos brasileiros em Miami, está entre 3.200 e 3.500 dólares, ou 6.480 a 7.087 reais (segundo cotação do dia 21 de setembro).

De acordo com o índice FipeZap de imóveis, em agosto, o valor médio do metro quadrado em seis capitais brasileiras e no Distrito Federal era de 6.799 reais. No Rio de Janeiro, por exemplo, o metro quadrado médio custa 8.260 reais e em São Paulo 6.703 reais.

Apesar de, na média, os valores se equipararem, Ickowicz explica que um imóvel de luxo em Miami, com pé na areia, custa 10.000 dólares (ou 20,249 reais segundo a ctoação do dia 21 de setembro) por metro quadrado se comprado no lançamento. O valor pode ser mais baixo do que o de um apartamento parecido em regiões nobres do Rio de Janeiro. Pesquisa feita pela Fipe em parceira com a Lopes para a revista EXAME mostra que no Rio de Janeiro, o valor médio do metro quadrado de um apartamento novo em Ipanema, por exemplo, varia entre 35.000 a 36.000 reais.

O diretor da Elite ainda ressalta que em Miami e Orlando é fácil encontrar imóveis a partir de 200 mil dólares, entre 70 e 100 metros quadrados. "´E mais difícil encontrar imóveis por este valor e do mesmo tamanho no Brasil."

2) Retorno do investimento

OO diretor da Elite International afirma que por causa da crise atual e principalmente pelo estouro da bolha imobiliária nos estados Unidos em 2008, os imóveis nos Estados Unidos não têm um forte potencial de valorização no curto prazo. Mas, ele acredita que a compra do imóvel no país para investimento pode fazer sentido pela valorização dos imóveis no longo prazo, que deve vir com a recuperação da economia americana, e também pelos retornos dos aluguéis, que estão com a demanda aquecida.

“Os moradores que perderam suas casas na crise agora estão morando de aluguel e por isso a demanda nunca esteve tão alta. Antes, nós demorávamos cerca de 30 dias para conseguir um inquilino e hoje, em uma semana, já é possível encontrar”, afirma Ickowicz.

Estudo de uma empresa de análise de tendência do mercado imobiliário dos Estados Unidos, a Local Market Monitor, mostra que em Miami o retorno médio do aluguel de prédios e casas em 2012 tem variado entre 6% e 6,4% ao ano. A empresa também estima um aumento de 14% no valor do aluguel nos próximos três anos

E de acordo com o Miami-Dade, órgão de Desenvolvimento Econômico e Comércio Internacional de Miami ligado ao governo americano, entre junho de 2011 e julho de 2012, as vendas em Miami aumentaram 15,3% e o preço médio subiu 16,3%.

Artigo do jornal The Miami Herald, que comenta o aumento da demanda por aluguéis no sul da Flórida, explica que algumas pessoas, por conta da crise, não estão conseguindo obter créditos para o financiamento por não terem uma condição financeira que as torne qualificadas para obter o empréstimo. E além disso, alguns também ainda não acreditam, por causa da crise, que este é o momento certo de comprar um imóvel.

No mesmo artigo, são citados dados da Real Estate Advisors LLC, consultoria voltada a investidores do mercado imobiliário, que mostram que na área central de Miami os valores dos aluguéis subiram 11% no primeiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011.

3) Juros mais baixos

No Brasil, uma das taxas mais baixas para financiamento de imóveis é a praticada pela Caixa. Após as recentes reduções de juros, suas taxas passaram a 8,85% ao ano para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH - para valores abaixo de 500.000 reais) e 9,9% ao ano para os imóveis fora do SFH (acima de 500.000 reais).

De acordo com dados do Miami-Dade, as taxa de juro média cobrada para financiamentos de imóveis nos Estados Unidos é de 4,00% ao ano e em Miami, 4,01%.

Além de as taxas serem menores, Ickowicz afirma que é muito simples conseguir realizar um financiamento com bancos americanos, se o comprador comprovar que tem renda suficiente para comprar o imóvel. “O que o brasileiro precisa para financiar um imóvel nos Estados Unidos é provar que ele já tem 40% do valor do imóvel, provar que o seu rendimento suporta pagar seu padrão de vida no Brasil e a prestação de imóvel aqui e uma carta de referência de um ou dois bancos brasileiros comprovando o seu histórico de renda nos últimos dois anos”, explica.








http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/comprar-imovel-em-miami-pode-ser-mais-vantajoso-que-no-rj?page=2

overmatik
Sep 24, 2012, 3:22 PM
Primeiro prédio do Noroeste será inaugurado em 15 dias

Outros nove serão entregues até o fim do ano. Obras de infraestrutura ainda estão em andamento, mas o bairro já mudou a cara da região norte do Plano Piloto

Em duas semanas será inaugurado o primeiro prédio do Setor Noroeste, o mais novo bairro do Distrito Federal. A expectativa da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) é que os apartamentos comecem a ser ocupados no início de novembro. De acordo com a Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), 10 empreendimentos, de um total de 40 em construção, estarão prontos para a moradia até o fim o ano. Os apartamentos já possuem água encanada e iluminação, mas o que não falta no Noroeste são obras a serem concluídas.

Às vésperas de os compradores de imóveis começarem a ocupar o setor, a movimentação no local ainda é de retroescavadeiras, caminhões de terra e operários da construção civil. “Queremos terminar as obras básicas de infraestrutura antes do período de chuvas. Em dezembro, só o sistema de drenagem não estará concluído”, afirma Albatênio Granja, gerente de projetos do Noroeste da Terracap. Os novos apartamentos já possuem luz elétrica e água encanada, e a iluminação pública começou a ser instalada esta semana pela Companhia Energética de Brasília (CEB). A via de acesso ao novo bairro está pronta, mas faltam pistas de ligação entre os blocos.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/09/21/interna_cidadesdf,323660/primeiro-predio-do-noroeste-sera-inaugurado-em-15-dias.shtml


Ué, e o sistema de lixo à vacuo e todos aquelas maravilhas que prometeram? Os marajás vão se mudar para a lama? Não foi isso que os corretores prometeram não... :yuck:

MAMUTE
Oct 1, 2012, 12:45 PM
BOLHA IMOBILIÁRIA NO BRASIL PODE ESTOURAR QUANDO O GOVERNO AUMENTAR OS JUROS



http://www.bahiaeconomica.com.br/ckfinder/userfiles/images/bolha_imobiliario.jpeg


O estudo “Existe bolha no mercado imobiliário brasileiro?” elaborado pelos pesquisadores Mário Jorge Mendonça e Adolfo Sachsida do Ipea –Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada afirma que os resultados gerais apontam para a possibilidade concreta de existência de uma bolha no mercado de imóveis no

Brasil. Os pesquisadores afiram que o governo federal, por meio de suas políticas fiscais e de estímulo ao crédito, seria o principal responsável pelo surgimento desta bolha. Segundo o estudo, a insistência do governo em aquecer ainda mais um mercado imobiliário já aquecido só tende a piorar o resultado final.

O estudo afirma que a maioria dos contratos de financiamento habitacional no Brasil é feito com juros pós-fixados e que um aumento nas taxas de juros podem gerar uma bolha imobiliária. O aumento nas taxas de juros, provocado pelo Banco Central Americano, foi justamente o que ocasionou a explosão da bolha imobiliária nos Estados Unidos no período 2007-2008.

O estudo lembra que as políticas fiscais e monetárias do governo brasileiro são claramente inflacionárias e que levarão inevitavelmente ao aumento do custo de vida no Brasil e a necessidade de aumento nas taxas de juros.

Lembra também que as taxas de juros internacionais estão em um patamar mínimo histórico. Isto quer dizer que, cedo ou tarde, as taxas de juros internacionais irão subir e que o Brasil também será obrigado a aumentar a taxa de juros doméstica, gerando a bolha imobiliária.

Os autores ressalvam que uma crise no mercado imobiliário brasileiro não terá efeito catastrófico, como ocorreu no caso dos Estados Unidos, até porque a oferta de crédito no Brasil é ainda bastante restrita, mas esses efeitos não serão desprezíveis. O estudo conclui que a “bolha” no mercado imobiliário brasileiro está sendo criada e sustentada pelo governo.


















http://www.bahiaeconomica.com.br/noticia/55880,bolha-imobiliaria-no-brasil-vai-estourar-quando-o-governo-aumentar-os-juros.html

MAMUTE
Oct 3, 2012, 11:34 AM
Alta no preço dos imóveis diminui no Brasil; SP é exceção


O preço do metro quadrado dos imóveis no Brasil continua subindo, mas teve o menor aumento em 25 meses. O preço médio do metro quadrado no País subiu 0,9% de agosto para setembro, divulgou nesta quarta-feira a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em pesquisa conjunta com o site Zap Imóveis. A cidade de São Paulo, porém, teve um movimento contrário e a alta em setembro foi ainda maior que em agosto.

http://economia.terra.com.br/imgauto/sp_1_getty-301.jpg
Na contramão, São Paulo tem alta acelerada de preços de imóveis
Foto: Getty Images

Na capital paulista, que teve a maior alta do preço do metro quadrado em setembro dentre as sete cidades pesquisadas, a variação foi de 1,5%. A alta acumulada em São Paulo em 2012 chega a 12,3%.

Já a alta acumulada na média do País é de 10,6% em 2012. Puxam esse índice para baixo as variações no Distrito Federal (3,8%), Salvador (6,1%) e Belo Horizonte (6,1%).

O Rio de Janeiro, que teve alta de 1,2% em setembro e acumula variação positiva de 11,6% em 2012, tem o metro quadrado mais caro do País, segundo a pesquisa: R$ 8.358. O Distrito Federal aparece na segunda colocação (R$ 8.143), seguido de São Paulo (R$ 6.806).

Áreas nobres

A pesquisa também mostra quais os bairros com metro quadrado mais caro em São Paulo e Rio de Janeiro. Na capital paulista o ranking é encabeçado por Ibirapuera/Vila Nova Conceição (R$ 11.111), Jardim Paulistano (R$ 9.606) e Itaim (R$ 8.753).

Na capital fluminense, os bairros com metro quadrado mais caro são Leblon (R$ 18.332), Ipanema (R$ 16.984) e Lagoa (R$ 14.795). O índice acompanha a variação de preços de metro quadrado de apartamentos prontos em seis cidades mais o Distrito Federal com base nos anúncios dos imóveis no site Zap Imóveis.






http://www.dirigida.com.br/news/pt_br/alta_no_preco_dos_imoveis_diminui_no_brasil_sao_paulo_e_excecao_jornal_do_brasil/redirect_10481819.html

MAMUTE
Oct 3, 2012, 12:27 PM
Preços dos imóveis rendem 0,9%, menor alta em dois anos



Valorização semelhante à do mês de maio é a mais baixa desde setembro de 2010; Rio de Janeiro passa Distrito Federal como cidade com metro quadrado mais caro



http://exame2.abrilm.com.br/assets/images/2010/11/19570/size_590_palacio-alvorada-nova.jpg?1290688938
Brasília: Distrito Federal teve queda no preço dos imóveis e deixou de ser cidade mais cara


A alta do preço dos imóveis no Brasil em setembro foi de 0,9%, segundo o Índice FipeZap, mesma cifra que no mês de maio e menor valorização desde o início da série histórica em setembro de 2010. A maior alta do país no último mês ocorreu em São Paulo (1,5%), enquanto que os preços dos imóveis desaceleraram em Salvador (-0,2%) e no Distrito Federal (-1,7%). Com isso, o Rio de Janeiro ultrapassou o Distrito Federal e se tornou o metro quadrado mais caro do país.

Apenas as valorizações de São Paulo (1,5%), Rio de Janeiro (1,2%) e Recife (1,1%) devem superar a inflação de setembro, estimada em algo em torno de 0,5%, segundo o Boletim Focus. A poupança e as aplicações financeiras atreladas à Selic renderam, no mês, um pouco menos que esse percentual: 0,45% para a poupança e 0,48% para a taxa básica de juros. Os demais desempenhos não ultrapassaram nem as aplicações mais conservadoras nem a estimativa de inflação: além das quedas vistas em Salvador e Distrito Federal, Belo Horizonte teve alta de apenas 0,1%, e Fortaleza, de 0,5%.

Em doze meses, o aumento acumulado nas sete cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap caiu para 15,2%, enquanto que nos doze meses anteriores a alta havia sido de 29,7%. A valorização acumulada em 2012 foi de 10,6%. O preço médio do metro quadrado foi de 6.862 reais, sendo o maior valor encontrado no Rio de Janeiro – 8.358 reais – e o menor, em Salvador – 3.794 reais.

http://i856.photobucket.com/albums/ab122/mamutemamute/Untitled-3.png

Fonte: Índice FipeZap






http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/precos-dos-imoveis-rendem-0-9-menor-alta-em-dois-anos

pesquisadorbrazil
Oct 3, 2012, 5:34 PM
Eu li a alguns dias, não me lembro o jornal, que muitos centros empresariais em São Paulo e apartamentos residenciais em Brasília, foram entregues a mais de 12 meses e estão VAZIOS, então se isso não é um dos indicios de BOLHA, eu não sei o que é. Alguém investir dinheiro e não conseguir alugar, algo de errado está ocorrendo. Se não for bolha imobiliária é pior, é CANCER IMOBILIÁRIO. E claro explodir, vai espalhar por toda Brasília.

pesquisadorbrazil
Oct 8, 2012, 1:53 PM
A bolha brasileira era financeira e acaba de estourar

Mais uma noticia desfavorável ao Setor da construção civil no que tange ao desempenho de mais uma de suas representantes de capital aberto.

Matéria publicada no Valor de 05 de outubro informa que “Com 49 dias de prazo na apresentação do balanço do segundo trimestre, a Rossi Residencial divulgou, no fim da noite de quarta-feira, uma revisão dos dados do resultado prévio do período, entregue em 15 de agosto. O novo balanço teve alterações em praticamente todas as linhas contábeis e ainda não passou pela auditoria independente, assim como a prévia apresentada há um mês e meio.”
As mudanças na contabilidade foram exigidas pelo escritório de auditoria Deloitte, que substituiu a Ernst & Young Terco. As novas regras contábeis abrangeram os últimos três anos e embora tenha virado o prejuízo líquido do segundo trimestre de 2012 , de R$ 9,06 milhões, para lucro de R$ 51,3 milhões, “com alta de 85,2% em relação ao mesmo período de 2011 – com dados também revisados.”, fizeram com que fossem estornados uma quantia substancial do lucro em anos anteriores e desta forma o patrimônio líquido “de R$ 2,79 bilhões na prévia de agosto, caiu para R$ 2,075 bilhões, queda de 25%.”Em outras palavras a empresa se desvalorizou em R$ 700 milhões.
Como a Rossi já havia anunciado aporte de R$ 500 milhões de reais no caixa, os analistas esperavam que este seria o valor máximo de prejuízo a anunciar, para piorar “como as dívidas foram ajustadas para cima e o patrimônio líquido para baixo… a alavancagem (endividamento líquido sobre patrimônio líquido).% subiu de 108% para 148,5.”
A relevância da noticia é tanta que o Valor, de forma pouco comum ao menos para este setor, publicou no mesmo dia e na mesma página a opinião de dois especialistas sobre o assunto.
Fernando Torres entende que apesar de nao ter sido uma ação expontânea como a que deve nortear as empresas inseridas no Novo Mercado, seguidoras dos principios da governança corporativa, “Tudo indica que não foi a Rossi que escolheu mudar suas práticas contábeis. Afinal, ter de republicar balanços não é algo desejável para nenhuma companhia. Se ela fez isso, portanto, foi por conta de pressão do auditor. ” Entende que daqui para a frente tudo pede ser diferente “Fazendo o ajuste retroativo, quem olhar o passado verá que as margens da empresa não eram tão boas quanto pareciam. Mas passado é passado. Daqui para frente, chamarão mais atenção as novas margens que serão divulgadas.”
Nelson Niero entende que o marco que se deve comemorar com a noticia da Rossi ê outro “Não se sabe ainda. E não adianta procurar respostas na bolsa, na Comissão de Valores Mobiliários, no Comitê de Pronunciamentos Contábeis, no Instituto dos Auditores Independentes, no Sindicato da Habitação, na Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor. Por enquanto, vamos nos contentar em saber que a bolha estourou. Acabou a folia contábil imobiliária.”
O artigo de Nelson é bastante crítico quanto ao comportamento da Rossi, por exemplo chama a atencao de que o o auditor nem sequer fez uma ressalva ao balanco, foi pior pois se absteve, isto depois de 50 dias de atraso para o anuncio.
O que um leigo no assunto depreende do conteúdo do artigo de Nelson Niero é que a Rossi não se pautou pelos princípios da ética necessários a quem está inscrita no nível mais elevado do mercado de acões, denegrindo tanto a sua imagem como a de todo o setor. Vale a pena ler o artigo..

Fonte: http://paraconstruir.wordpress.com/2012/10/06/a-bolha-brasileira-era-financeira-e-acaba-de-estourar/

pesquisadorbrazil
Oct 8, 2012, 1:58 PM
A bolha financeira estourou agora, mas a bolha do ágio havia estourado a tempos....

pesquisadorbrazil
Oct 8, 2012, 8:51 PM
Estamos à beira de uma catástrofe imobiliária, diz economista

Políticas fiscal e monetária estão contribuindo para a alta dos preços. Para pesquisador do Ipea, o problema é do Governo.

SÃO PAULO - Apesar de muita gente acreditar que o Brasil está livre do risco de ter uma bolha no setor imobiliário, há também muita gente que não duvida da existência deste risco, inclusive existem indícios científicos em relação aos rumos do País para a formação deste fenômeno, que com a excessiva oferta de crédito, acaba permitindo ao indivíduo comprar mais do que realmente pode.

O professor e pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Adolfo Sachsida, diz que as pessoas pensam que o País está livre do risco de bolha porque nos Estados Unidos, onde a bolha explodiu, o volume de empréstimos destinados ao setor imobiliário correspondia a mais de 50% do PIB, enquanto que no Brasil chega a 5%, 6%. “O fato de estes números serem menores aqui significa que os estragos de uma futura bolha serão menores, mas não exclui a possibilidade de ocorrer este fenômeno no atual cenário que o Brasil está”, diz o economista, que junto ao pesquisador Mário Mendonça, publicou um estudo para o Ipea apontando a possibilidade concreta da existência de uma bolha no mercado de imóveis do Brasil.

Nos últimos três anos, o preço médio dos imóveis em algumas metrópoles brasileiras subiu em média 150%. O valor alto assusta, mas quando vemos na prática, nos apavoramos mais ainda com a evolução insustentável do setor de imóveis no Brasil, que com o crescimento acelerado da oferta de crédito infla a bolha de preços imobiliários.

“Estamos próximos de uma catástrofe imobiliária”, alerta o professor Adolfo Sachsida, que explica que os estímulos à economia pelo Governo estão sendo aplicados de maneira errônea pelas políticas fiscal e monetária e estão levando ao mau crescimento do setor, com a alta desenfreada dos preços nas metrópoles pesquisadas: São Paulo, Rio, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Brasília.

Quanto à Política Fiscal, Sachsida afirma que o Governo deveria gastar menos e reduzir os impostos, pois assim o brasileiro teria mais dinheiro no bolso para comprar imóvel e não precisaria tomar tanto crédito para financiamentos. “Quando o Governo joga um rio de crédito, a demanda vai para cima e como a oferta de imóveis não a acompanha, o resultado é a elevação dos preços”, diz ele, afirmando que as construtoras não são culpadas, já que estão respondendo aos estímulos das atitudes do Governo no mercado.

Em relação à Política Monetária, o economista afirma que o governo tem adotado uma política extremamente permissiva com a inflação, desprezando o combate dela para o segundo plano

Um dos indícios de bolha é a atual situação do mercado. Sachsida afirma que se perguntarmos aos vendedores de imóveis como está o ano, eles dizem que as vendas estão bem mais fracas. “Isso é um sinal amarelo para o mercado”, alerta.

Soluções
“O Governo deveria parar de ser ganancioso e diminuir os impostos”, Sachsida acredita que o modelo expansionista do Governo está errado e que o natural seria que as pessoas comprassem seus imóveis sem a necessidade deste dinheiro artificial conseguido pela alta expansão do crédito nos últimos meses. Segundo ele, se os impostos baixam, o poder de compra do consumidor aumenta.

Juros vão subir
O professor Sachsida se preocupa com o fato de o governo estar expandindo demais o crédito, sobretudo no setor imobiliário, pressionando a taxa de juros artificialmente para baixo. Conforme diz, isso dá uma falsa impressão de que temos poupança para financiarmos grandes projetos.

Os juros nos EUA e na Europa nunca foram tão baixos e para o economista, essa situação não vai permanecer por muito tempo. "Quando a taxa de juros internacional subir, o Brasil será obrigado a fazer o mesmo por aqui, colocando em situação delicada as pessoas que pegaram empréstimos pós-fixados, que é a esmagadora maioria”, completa.

Em crítica ao Banco Central, Sachsida fala que hoje o Regime de Metas de Inflação não é mais respeitado. “O BC deve explicações à sociedade brasileira pelas políticas que vem adotando”, finaliza o pesquisador.

Heraldo Marqueti Soares

Fonte:www.infomoney.com.br/minhas-financas/imoveis/noticia/2575776/Estamos-beira-uma-catastrofe-imobiliaria-diz-economista

pesquisadorbrazil
Oct 8, 2012, 8:53 PM
A bolha estourou e acabou a folia contábil no setor
Notícia | 05/10/2012
Fonte: Valor Econômico

Não se sabe ainda se existe uma bolha no setor imobiliário brasileiro, mas uma coisa parece certa: existia uma bolha contábil e ela já estourou.

A Rossi, que divulgou as demonstrações contábeis com 49 dias de atraso, é só á mais recente má notícia do setor, que veio em massa para a bolsa na época de uma outra bolha, a do mercado de capitais, em 2007. (Hoje é maior segmento setorial, em número de empresas, da BM&FBovespa.)

Muitas perguntas devem estar passando pela cabeça do investidor. No caso da Rossi, além do atraso na entrega dos números, houve "abstenção" do auditor. Não se trata de ressalva, o que já seria grave para qualquer empresa, e muito mais para uma que está no Novo Mercado da bolsa, segmento no qual supostamente figuram as empresas com a melhor governança. Uma ressalva, apesar de indicar que algo está fora das normas, pelo menos ainda é uma opinião.

Um auditor se abstém de dar opinião quando não obteve comprovação suficiente para fundamentar seu parecer. Ou seja, depois de quase 50 dias, a Deloitte não sabia ainda o que fazer dos números da Rossi.

Somem-se as desculpas relacionadas à mudança das normas contábeis às peculiaridades do setor e outras discussões. Justifica-se?

O diretor financeiro da Rossi disse na teleconferência com analistas que os auditores já tinham finalizado "de 98% a 99%" do trabalho. E que a empresa manteve a postura "proativa" e de transparência de divulgar dados assim que eles estivessem disponíveis e com "conforto das partes" para assegurar os valores colocados. (Conforto das partes?)

A empresa declarou, na mensagem dos administradores que acompanha o balanço, que, desta vez, havia um "anseio por uma visão mais conservadora e mais alinhada com o ambiente do setor imobiliário".

A empresa não diz qual seria a visão anterior. Liberal? Destemida? Acrescenta apenas que optou por acatar as recomendações do novo auditor a alterar algumas "práticas contábeis" (R$ 715,3 milhões de ajustes). Essa declaração diz algo sobre trabalho do auditor anterior da empresa, a Ernst & Young Terco, ou simplesmente sugere que os tempos, as opiniões e os costumes mudam? E se os auditores atuais já haviam concluído 99% do trabalho, por que não esperar mais uns dias e vir com um balanço "limpo"?

Não se sabe ainda. E não adianta procurar respostas na bolsa, na Comissão de Valores Mobiliários, no Comitê de Pronunciamentos Contábeis, no Instituto dos Auditores Independentes, no Sindicato da Habitação, na Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor. Por enquanto, vamos nos contentar em saber que a bolha estourou. Acabou a folia contábil imobiliária.

Nelson Niero

Fonte:www.valor.com.br/empresas/2856330/bolha-estourou-e-acabou-folia-contabil-no-setor#ixzz28RukhzGg

overmatik
Oct 10, 2012, 3:59 PM
O engraçado é que a realidade está aí mas as pessoas querem se enganar. É muito difícil aceitar a destruição de uma ilusão. O que importa é que o mercado está estável, e nem os mais inocentes acreditam em m2 no Noroeste a 20 mil reais em 2014...

MAMUTE
Oct 13, 2012, 6:58 PM
Um dos metros quadrados mais caros do País se prepara para novos moradores




O mais novo bairro de Brasília começa a ganhar forma. Para embasar essa nova realidade, a Construtora Lopes Royal divulgou um estudo sobre o Setor Noroeste, onde destaca o empreendedorismo e faz um diagnóstico de como o setor vem se desenvolvendo. A pesquisa avaliou 41 prédios de alto padrão – com obras em andamento - no valor de R$ 3,8 bilhões – correspondente a todos os apartamentos. A pesquisa denominada Painel de Mercado aponta que o Noroeste tem 4.034 apartamentos com valor médio de R$ 938 milhões. Do percentual de apartamentos, 76% (equivalente a 3.052 unidades) já foram vendidos, restando 24% em estoque. Do total de apartamentos, 5% ou dois prédios estão totalmente vendidos. Outros 95% deles estão em fase de comercialização.


Os dados da pesquisa apontam ainda a relação da metragem dos apartamentos. Cerca de 30% deles possuem até 69 metros quadrados de área privativa, 37% têm de 70 a 109 metros quadrados, 25% com 110 a 169 metros e, 8% de 170 metros quadrados.


No Noroeste, existe a promessa de que não haverá carência de vagas para carros, um grande problema enfrentado na capital. No setor, todos os prédios terão garagens subterrâneas, inclusive os empreendimentos comerciais, o que é uma novidade. O que se pretende é que não haja invasão das ruas por carros.


Conforme apresentado na Pesquisa Painel de Mercado Lopes, o volume de apartamentos vendidos por número de dormitórios está distribuído da seguinte maneira: com um dormitório são 918 unidades. Com dois quartos, 931 apartamentos. Os de três quartos são 607 e, com quatro dormitórios 346 unidades.


No Noroeste, os empreendimentos são de alto padrão, com valores variando de R$ 500 mil a R$ 1,4 milhão por unidade. Porém, há apartamentos que chegam a mais de R$ 1,5 milhão, considerados de padrão altíssimo.











http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/noticia.php?id=427772

MAMUTE
Oct 15, 2012, 1:32 PM
FMI mostra preocupação com alta dos preços dos imóveis no Brasil

Em comparação com uma série de países, o Brasil é o que teve o maior aumento dos preços imobiliários nos últimos anos, acompanhado pela excessiva oferta de crédito


Em seu Relatório de Estabilidade Financeira Global deste mês de outubro, o FMI (Fundo Monetário Internacional ), mostra preocupação com a alta de preços imobiliários de alguns países, principalmente no Brasil .

Em comparação a outros países como China, Coreia, Hong Kong e México, o Brasil foi o que atingiu a maior alta dos últimos seis anos. “Os preços desaceleraram em países como Brasil e Índia, em meio a esforços para evitar riscos de bolha, mas as valorizações ainda permanecem elevadas”, afirmou o relatório.

Confira os países listados pelo FMI que atingiram as maiores mudanças nos preços imobiliários:

Variações médias nos preços reais de habitação (2006-2011)
País Variação
* FMI - "Global Financial Stability Report"
Brasil- 98%
Hong Kong -70%
Cingapura -39%
China - 36%
Índia - 29%
México -5%

Empréstimos inadimplentesOs números de empréstimos inadimplentes do Brasil também é alto. Em comparação aos anos 2008, 2010 e 2011, o País está atrás apenas da África do Sul.

O FMI diz que a experiência internacional tem mostrado que o crescimento da oferta excessiva de crédito, de maneira rápida, juntamente com a regulação frouxa do Mercado, “pode precipitar crises financeiras, mesmo quando o crédito começa por uma taxa baixa” – onde exatamente se enquadra o caso brasileiro.








http://www.ecofinancas.com/noticias/fmi-mostra-preocupacao-alta-precos-imoveis-no-brasil

pesquisadorbrazil
Oct 15, 2012, 5:48 PM
O engraçado é que a realidade está aí mas as pessoas querem se enganar. É muito difícil aceitar a destruição de uma ilusão. O que importa é que o mercado está estável, e nem os mais inocentes acreditam em m2 no Noroeste a 20 mil reais em 2014...

Mercado estável? O mercado brasiliense voltou ao que era NORMAL. Uns 30 lançamentos residenciais por ano, e não 60 como vinha ocorrendo.:tup:

MAMUTE
Oct 17, 2012, 4:47 PM
Nem bolha, nem lucro


http://www.acigabc.com.br/imagens/Image/nem%20bolha%20nem%20lucro%201.jpg
http://www.acigabc.com.br/imagens/Image/nem%20bolha%20nem%20lucro%202.jpg
http://www.acigabc.com.br/imagens/Image/nem%20bolha%20nem%20lucro%203.jpg
http://www.acigabc.com.br/imagens/Image/nem%20bolha%20nem%20lucro%204.jpg
http://www.acigabc.com.br/imagens/Image/nem%20bolha%20nem%20lucro%205.jpg
http://www.acigabc.com.br/imagens/Image/nem%20bolha%20nem%20lucro%206.jpg
http://www.acigabc.com.br/imagens/Image/nem%20bolha%20nem%20lucro%207.jpg








http://www.acigabc.com.br/noticias.asp?id=AC6838W008

MAMUTE
Oct 23, 2012, 12:41 PM
Imóveis de um quarto são 40% dos lançamentos do DF, diz associação


Segundo Ademi-DF, metro quadrado varia entre R$ 4 e R$ 10 mil 13,8% dos domicílios do DF têm apenas um morador, aponta IBGE.

Apartamentos de um quarto e quitinetes já representam 40% dos lançamentos imobiliários no Distrito Federal, informa a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF). Os imóveis têm entre 30 e 65 metros quadrados e metro quadrado que custa entre R$ 4 mil e R$ 10 mil, dependendo da localização.

“Cerca de 40% dos lançamentos que são feitos em Brasília são de imóveis nesse perfil”, afirma presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do DF, Adalberto Valadão.

Segundo o IBGE, a região Centro-Oeste apresentou, em 2011, o maior percentual de domicílios com apenas um morador: 13,8%, dois pontos percentuais acima do registrado em 2009. Nacionalmente, esse percentual aumentou de 12% para 12,7%.

A procura por apartamentos pequenos está maior porque a maior parte da população de Brasília, mais de 50%, é formada por solteiros, viúvos, divorciados e separados e também porque há muita gente que vem de outros estados para trabalhos temporários ou para prestar concurso. São pessoas que querem boas moradias, com conforto, mas sem abrir mão da praticidade.

É o caso da advogada Cleide dos Santos Oliveira. Há um ano ela mora sozinha em um apartamento de um quarto em Águas Claras. Saiu de uma casa grande para o espaço de cerca de 40 metros quadrados. A advogada só vê vantagens na moradia menor.

“Eu optei pela praticidade, pela facilidade na limpeza, especialmente pela segurança, fala a advogada.











http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2012/10/apartamentos-de-um-quarto-sao-40-dos-lancamentos-imobiliarios-do-df.html

MAMUTE
Oct 23, 2012, 12:58 PM
:previous:Pra mim é um indicio de Bolha localizada, os imoves maiores e mais caros já não vendem como antigamente, noroeste é um bom exemplo disso...
As construtoras estão procurando compradores nas classes mais baixas "C e D" e como os lançamentos são sempre de centenas de unidades num só empreendimento, quero ver ate quando irá ter essa demanda toda, o nó está se apertando, os preços já estão estabilizando e começando a cair no caso dos imoveis de luxo ou direcionados para classe A B. É a coisa vai ficar feia para todos os seguimentos, quem comprou pra lucrar com ágio vai se dar mau:whip:

MAMUTE
Oct 25, 2012, 8:17 PM
Estadão: Nem juro menor segura queda dos imóveis


Mesmo com o ciclo de redução dos juros no País, o mercado imobiliário mantém trajetória de queda neste ano, com volumes menores de financiamentos e vendas. Se por um lado houve um reforço na demanda, com taxas mais atrativas para os consumidores, por outro, as incorporadoras lançaram bem menos projetos do que no ano passado. No crédito imobiliário os juros para o financiamento da casa própria dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) estavam próximos de 12% ao ano em 2010. Hoje, estão abaixo de 9%.

A redução deveria se configurar um incentivo para os consumidores, mas o volume de financiamentos do País também vem desacelerando. A previsão é de crescimento de 5% em 2012 ante 42% em 2011, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Dados da Abecip mostram que entre janeiro e agosto o crédito para incorporadoras caiu 28%, pois essas empresas ainda estão tentando vender os imóveis acumulados nos estoques, em vez de lançar projetos.

As vendas caíram nos últimos trimestres, conforme o balanço das principais incorporadoras e construtoras de atuação nacional. "O preço dos imóveis ficou mais alto, limitando o acesso para algumas famílias", observa a coordenadora de estudos da construção da Fundação Getúlio Vargas (FGV), professora Ana Maria Castelo. Acomodação.

O diretor financeiro da MRV Engenharia, Leonardo Corrêa, acrescenta que as quedas mais recentes nas taxas de juros também têm efeito limitado, pois as vendas dependem de outros fatores, como estabilidade econômica e confiança dos consumidores.








http://observadordomercado.blogspot.com.br/2012/10/estadao-nem-juro-menor-segura-queda-dos.html

MAMUTE
Nov 6, 2012, 3:09 AM
Compradores desaparecem e aumentam crise na construção


A tomada de decisão de compra de imóveis por parte dos consumidores continua mais lenta do que nunca, diferente do que ocorria em 2010 e 2011, anos em que o mercado esteve mais aquecido. "A morosidade do consumidor na compra aumentou", afirma o diretor-presidente da imobiliária focada na venda de imóveis novos com descontos Realton, Rogério Santos.

Num segmento muito sensível a variações de preços, uma das razões que contribuem para o excesso de cautela dos potenciais clientes é a expectativa de que os preços continuem caindo, e que possam ser realizadas novas campanhas de descontos pelas incorporadoras nesses últimos meses do ano.

A Rossi Residencial, por exemplo, continua realizando ações de marketing nos módulos de outlet de imóveis prontos, com descontos de 30%.

Agora em novembro, a Realton dará início à ação de outlets itinerantes. A primeira delas vai ocupar três mil metros quadrados, na rua da Consolação, em São Paulo. A Realton está conversando com as principais incorporadoras de capital aberto para definir quem participará da iniciativa. Essa outlet itinerante terá mais de R$ 100 milhões em imóveis novos prontos e quase concluídos. Os descontos oferecidos serão de 40%. A segunda outlet itinerante será em Florianópolis.

No acumulado dos nove meses, a maior parte das incorporadoras que já divulgaram prévias operacionais reduziu lançamentos. Tecnisa e Gafisa apresentaram as quedas mais acentuadas, de 54,6% e 50%, respectivamente.

A velocidade de vendas medida pelo indicador VSO (vendas sobre oferta) foi de 19% no trimestre, abaixo dos 25% do mesmo período de 2011.

A Cyrela Brazil Realty divulgou queda nos lançamentos de de 36,9%. A empresa reduziu também sua meta de vendas contratadas projetada para 2012. O ponto médio da estimativa ficou 12,75% menor, com o corte da faixa de R$ 6,9 bilhões a R$ 8 bilhões para o patamar de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões.















http://observadordomercado.blogspot.com.br/2012/11/valor-compradores-desaparecem-e.html

MAMUTE
Nov 6, 2012, 3:13 AM
Preço do m² tem menor alta histórica pelo 2º mês seguido, aponta FipeZap



Variação em sete regiões pesquisadas foi de 0,8% em outubro Pelo 2º mês seguido, o Rio de Janeiro tem o preço mais caro: R$ 8.452.



O preço do metro quadrado de apartamentos em sete localidades brasileiras subiu 0,8% em outubro, a menor variação registrada pela série do índice FipeZap, iniciada em setembro de 2010. É o segundo mês seguido em que a série registrou a menor variação histórica. Em setembro, foi de 0,9%, a menor da série até então.

Em 12 meses, o aumento acumulado nas sete regiões caiu para 14,4%, sobre 15,2% no período anterior.

A pesquisa é feita em sete regiões: São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Distrito Federal, Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro.

O preço médio do metro quadrado nas sete regiões ficou em R$ 6.920. Pelo segundo mês seguido, o Rio de Janeiro tem o preço médio do metro quadrado mais caro: R$ 8.452. O mais barato segue em Salvador: R$ 3.808. Em São Paulo, foi de R$ 6.882 e na média das sete regiões, o valor do metro quadrado anunciado foi de R$ 6.920.

A maior desaceleração ocorreu em São Paulo, onde os preços subiram 1,1%, ante 1,5% no mês anterior. Rio de Janeiro e Recife (1,1%), Belo Horizonte (1,0%) e Salvador (0,4%) foram as demais regiões com aumento nos preços. O Distrito Federal e Fortaleza registraram queda, respectivamente, de 1,1% e 1%.

A maior alta ocorreu nos apartamentos de um dormitório (1,2%), seguidas dos de dois dormitórios (0,8%), de três (0,8%). Para os apartamentos de quatro dormitórios não houve variação.

Local Variação mensal (outubro) Preço do m² Média das sete localidades 0,8% R$ 6.920


São Paulo 1,1% R$ 6.882
Rio de Janeiro 1,1% R$ 8.452
Belo Horizonte 1,0% R$ 4.850
Distrito Federal -1,1% R$ 8.056
Salvador 0,4% R$ 3.808
Fortaleza -1,0% R$ 4.834
Recife 1,1% R$ 5.489
Fonte: FipeZap

















http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2012/11/preco-do-m-tem-menor-alta-historica-pelo-2-mes-seguido-aponta-fipezap.html

MAMUTE
Nov 13, 2012, 4:42 PM
Construção pede a Mantega medidas para reativar setor



O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão, disse nesta sexta-feira, que o setor entregou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, um pedido com 15 medidas para que o segmento retome o crescimento em 2013, já que houve uma queda entre 20% e 25% dos lançamentos de imóveis em todo o País neste ano. "Isso já está afetando e vai afetar o desempenho do segmento da construção no próximo ano", disse Simão, após participar de encontro com o ministro Mantega, em São Paulo. O ministro pediu 30 dias para analisar o pedido e voltar a reunir com o setor para debater as solicitações.

De acordo com Simão, um dos pleitos que o governo poderá atender no curto prazo é a desoneração da folha de pagamento do setor da construção civil. "Este ponto é o mais fácil, pois os estudos do Ministério da Fazenda já estão bem adiantados", destacou. O empresário ressaltou que o setor também solicitou ao ministro a redução de processos burocráticos que "atrasam muito" a entrega de empreendimentos imobiliários. "Às vezes, levamos 15 meses para construir um edifício e três anos para resolver questões burocráticas", destacou.

Outro pleito importante, segundo o empresário, foi a redução de tributos federais que incidem em toda a cadeia do setor da construção. "No caso de imóveis de baixa renda, a soma dos impostos chega até a 45%, levando em consideração inclusive encargos trabalhistas", afirmou Simão.

Também foi pedido Mantega a elevação do limite do Programa Minha Casa, Minha Vida 1, para as faixas 2 e 3, de R$ 85 mil para R$ 100 mil porque ajudaria Estados e municípios a fazerem complementos. "No Estado de São Paulo, este valor está em R$ 76 mil e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) já manifestou interesse de colocar mais R$ 20 mil, e vai para R$ 96 mil."

De acordo Simão, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção atingiu R$ 260 bilhões em 2011 e deve subir 2,5% neste ano. Por este cálculo, o PIB do setor subiria para R$ 266,5 bilhões em 2012. "Se as principais medidas que solicitamos hoje (sexta-feira) ao ministro forem atendidas, teremos condições de crescer 4,5% em 2013", disse o presidente da Câmara.

Em matéria de empregos, o empresário afirmou que seria possível elevar o atual contingente de funcionários do segmento de 3,2 milhões para 3,5 milhões de trabalhadores no próximo ano. "O problema do setor não é financiamento, pois há recursos. O que causa dificuldades são outras questões, como as tributárias e o excesso de burocracia", disse. "Mas, se as medidas não forem adotadas, repetiremos o nível de crescimento de 2012 em 2013".

O empresário disse que, se o governo adotar as medidas pedidas, as companhias do setor vão repassar a redução de custos diretamente para os preços, o que vai reduzir o valor dos imóveis para os compradores. De acordo com Simão, os empresários da construção estão também trabalhando para melhorar as condições de crédito para o setor bem como para tornar ágil o acesso ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de imóveis.














http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,construcao-pede-a-mantega-medidas-para-reativar-setor,134305,0.htm

overmatik
Nov 21, 2012, 1:33 PM
Alguém tem informações a respeito do preço cobrado nos últimos lotes vendidos no Noroeste? É uma informação importante para saber se os empresários estão começando a se preocupar de verdade com a queda no n° de vendas.

pesquisadorbrazil
Nov 23, 2012, 6:13 PM
Sinal do estouro da bolha em Brasília....

Esse ano o Salão Wimoveis fora CANCELADO.... Agora vieram com papo de o salão ocorrer VIRTUALMENTE.... Hahahaha piada né.

MAMUTE
Nov 27, 2012, 1:20 PM
Saiba por que o Mercado Imobiliário está em baixa



Nessas últimas semanas, tivemos muitas evidências de que o mercado imobiliário continua fraco no país, depois das grandes altas dos últimos anos. Só na imprensa foram divulgadas, nas últimas semanas, as seguintes notícias:

- Queda de 21% na venda de imóveis em São Paulo - a menor quantidade de imóveis vendidos desde 2005!

- Queda de 39,91% na venda de imóveis em Belo Horizonte

- Queda de 25,34% na venda de imóveis em Porto Alegre

Desconto de até 36%… início de desespero no mercado imobiliário?

E, por fim, matéria do Valor Econômico indica que “é hora de descontos na compra de imóveis“.

Segundo a matéria, a incorporadora anunciou a venda das primeiras 120 unidades vendidas no dia “Even day” (o último domingo) com desconto de até 36%! De acordo com o texto, a iniciativa decorreria do fato de o primeiro trimestre do ano ser o mais fraco, e de muitas das unidades cuja construção se iniciou em 2007 e 2008 estarem sendo terminadas agora.

No mínimo, a situação é estranha, porque as construtoras sempre anunciaram que as unidades construídas no período de 2006 a 2010 eram integralmente vendidas em poucas semanas após o lançamento, em razão da força da demanda pelas unidades. Se a situação era essa, como sobraram mais de mil unidades novas de uma única construtora?

Queda na demanda e preços estáveis? O mercado imobiliário brasileiro é alheio às leis econômicas?

Além disso… se a demanda continua forte – embora mais fraca do que nos últimos anos, como o próprio setor já começou a admitir – o que justificaria um desconto tão alto quanto 36%? Afinal, se a demanda é forte, os preços deveriam subir. O setor acha que os preços entraram em equilíbrio. Se esse é o caso, por que alguém em sã consciência ofereceria um desconto tão alto? Só para embolsar o dinheiro, fazer caixa para investir em novos empreendimentos?

Mas isso não poderia levar a uma desconfiança dos compradores das novas unidades?

Afinal, essa promoção é uma apunhalada nas costas dos investidores que compraram as unidades entre 2007 e 2012. Muitos aguardavam pela valorização do empreendimento e agora vêem, no momento em que eles mesmos talvez pretendam vender suas unidades e embolsar os lucros pretendidos, que a construtora é sua grande rival ao oferecer um desconto de 36%…

O desconto parece baixo quando comparado à grande valorização do mercado imobiliário nos últimos anos, mas não é.

Na verdade, os 36% de desconto podem corroer a maior parte da rentabilidade dos compradores que adquiriram suas unidades com o intuito de vender ao final da obra. Imagine alguém que tenha comprado o imóvel por R$ 100.000,00 no início de 2008, e teve uma valorização de 30% ao ano até 2011. Ao final de 2011, seu apartamento estaria “avaliado” em R$ 219.700. Muito bom, não é? 119,7% em 4 anos é um rendimento fantástico.

Mas… imagine que, em março de 2012, o preço do apartamento despencasse 36%. Os R$ 219.700,00 se transformariam em… R$ 140.608,00. Os 119,7% cairiam para 40,60% – uma rentabilidade média anual de 8,89%. Mais ou menos o que a poupança renderia no período. Mesmo que se considere que é uma promoção pontual, ela poderia deslocar os preços do mercado imobiliário da região. Afinal, por que a construtora faria uma promoção dessas se acreditasse que os imóveis valem mais e que a demanda surgirá naturalmente nos próximos meses – afinal, o discurso oficial é o de que a demanda para as novas unidades ainda existe?

Por que, em sã consciência, um comerciante venderia por R$ 640.000 um apartamento que vale R$ 1.000.000? Por que não vimos promoções como essas entre 2007 e 2010?

No ano passado, ofereciam tevês de LCD e outros prêmios para quem comprasse um apartamento (em uma unidade de luxo, chegou a ser anunciado que o comprador ganharia uma Mercedes Benz).

Agora, oferecem 36% de desconto. A nosso ver, é sinal do esgotamento do que aconteceu nos últimos anos no mercado imobiliário brasileiro. Com a queda na demanda, acredito que promoções desse tipo começarão a se tornar cada vez mais uma realidade.

Afinal, serão muitos os lançamentos em 2012 e 2013 e as construtoras tentarão desovar as unidades ainda não vendidas com descontos como esse.

Só que isso vai afetar o “investimento” de quem comprou lá em 2008, 2009 e 2010 pensando em vender seus imóveis justamente no lançamento – quando as construtoras se tornarão suas grandes concorrentes.

Ou você acha que a “promoção” vai ser pontual?

Que alguém compraria o imóvel por R$ 140.000 em um dia e o venderia magicamente no dia seguinte por R$ 219.000 só porque “acabou a promoção de um dia”?

Acreditamos que está chegando a hora de vermos muitos esqueletos saindo do armário do mercado imobiliário brasileiro…













http://www.boriola.com.br/content/saiba-por-que-o-mercado-imobili%C3%A1rio-est%C3%A1-em-baixa?page=1

MAMUTE
Dec 5, 2012, 2:49 PM
PREÇO DE IMÓVEL SUBIU 0,9% EM NOVEMBRO


SÃO PAULO E SALVADOR APARECEM NA LIDERANÇA COM 1,2% DE ALTA NO PREÇO


São Paulo continua na liderança dos preços dos imóveis, ao lado de Salvador, embora em outras regiões do país a tendência seja de acomodação dos preços. Segundo o Índice FipeZap, o preço do metro quadrado anunciado subiu 0,9% em novembro nas sete regiões pesquisadas, sendo que São Paulo e Salvador estão na liderança com alta de 1,2%. O índice apresentou alta um pouco maior do que a de outubro, quando o aumento verificado foi de 0,8% e menor do que a de novembro do ano passado (1,4%). No ano, a alta apurada é de 12,5%.

Em segundo ludar, com maiores altas, apareceram Belo Horizonte (1%), Rio (0,9%) - foi o primeiro aumento mensal abaixo de 1% em quatro anos - e Recife (0,4%). Fortaleza e Distrito Federal tiveram recuo de 1% e 0,2%, respectivamente.


"O Rio de Janeiro já há alguns meses tem um movimento de desaceleração. Chama a atenção também o Distrito Federal que teve a terceira queda nominal nos preços dos imóveis. Se for observar a variação real (descontando a inflação), a queda é de quase 2,5% nos preços acumulados no ano", afirma Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZap.

No acumulado em 12 meses até novembro, o aumento médio nas sete regiões foi de 13,8%. A variação anual no mês passado foi menor do que a verificada em outubro (14,4%) e bem abaixo de novembro de 2011 (27,6%), mostra a pesquisa.

No mês passado, o maior preço do metro quadrado foi encontrado no Rio de Janeiro (R$ 8.527), seguido do Distrito Federal (R$ 8.043) e São Paulo (R$ 6.961). Na sequência, de acordo com o levantamento, apareceram Recife (R$ 5.512), Belo Horizonte (R$ 4.899), Fortaleza (R$ 4.785) e Salvador (R$ 3.855). O valor do metro quadrado do composto nacional em novembro foi de R$ 6.980.

Se levarmos em conta os preços de habitação, transporte, alimentos, vestuário, artigos do lar e entretenimento, a capital paulistana ocupa a 12ª posião como a cidade mais cara do mundo, seguida pelo Rio, em 13º lugar, segundo um relatório anual feito pelo banco suíço UBS. A cidade mais cara do mundo é Oslo, seguida por Tóquio e Zurique.








http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2012/12/preco-de-imovel-subiu-09-em-novembro.html

MAMUTE
Dec 10, 2012, 5:57 PM
Lançamento residencial é o menor em 8 anos em São Paulo


A cidade de São Paulo ganhou, até outubro, o menor número de novas moradias em oito anos, depois que as construtoras pisaram no freio para se ajustar à desaceleração da demanda por imóveis.

Entraram no mercado 18,9 mil unidades nos dez primeiros meses de 2012, o total mais baixo para o período desde 2004.

Os dados compilados pelo Secovi-SP, sindicato que representa as construtoras, referem-se a unidades na planta ou em construção e serão divulgados nesta segunda-feira (10).

Na comparação com o resultado de janeiro a outubro do ano passado, houve redução de 29% do número de moradias novas. Esse total havia subido em 2010 (25%) e ficado praticamente estável em 2011 (aumento de 1%).

A retração em 2012 é pouco maior que a vista em 2009 (28%), ano que sucedeu o início da crise financeira internacional e em que a economia brasileira encolheu 0,3%, segundo dados revisados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2012, a estimativa de mercado é que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça 1,3%.

"O mercado imobiliário está passando por um ajuste entre oferta e demanda, o que é extremamente saudável", diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

As vendas de novas moradias neste ano dão respaldo à avaliação de que o mercado começa a se equilibrar.

Depois de recuar 21% de 2010 para 2011 --considerando sempre o período de janeiro a outubro--, a comercialização de imóveis recém-lançados diminuiu bem menos neste ano: 3%.

Foram negociadas 21,2 mil unidades, mais que o número de imóveis que entraram no mercado (18,9 mil).

Nesse cenário, os estoques, que incluem moradias com três anos após o lançamento, também subiram menos. Houve aumento de 17% em 2012, para 17,4 mil unidades. No ano passado, o crescimento havia sido de 51%.

Na avaliação de Petrucci, o estoque entre 15 mil unidades e 22 mil unidades é compatível com o mercado paulistano. "O estoque nesse nível funciona até como regulador dos preços. Os valores têm subido bem menos que em anos anteriores."

MERCADO IMOBILIÁRIO

Com menos lançamentos e demanda mais fraca, o valor geral de venda dos imóveis novos --que é o quanto seria movimentado se todas as moradias que entraram no mercado de janeiro a outubro fossem comercializadas-- caiu 18% entre 2011 e 2012.

Mesmo assim, a cifra bilionária segue em dois dígitos: R$ 10 bilhões. Nos 12 meses encerrados em outubro, são R$ 15,3 bilhões --o equivalente a 36% do Orçamento previsto para a capital paulista em 2013, de R$ 42 bilhões.

As vendas efetivamente contratadas ficam na mesma ordem de grandeza: R$ 10 bilhões nos primeiros dez meses do ano e R$ 13 bilhões em 12 meses, até outubro.










http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1198567-lancamento-residencial-e-o-menor-em-8-anos-em-sao-paulo.shtml

MAMUTE
Dec 18, 2012, 2:37 PM
A febre dos imóveis de luxo da Flórida


Casas na Disney ou coberturas à beira-mar atraem brasileiros pelas mordomias.


Com os preços do mercado imobiliário brasileiro na estratosfera, pode-se dizer que ficou relativamente barato comprar uma mansão ou apartamento de alto padrão em alguns dos lugares mais luxuosos do mundo. Executivos ou empresários interessados numa casa de veraneio, por exemplo, gastam menos comprando imóveis de alto padrão na Flórida do que em bairros valorizados do Rio de Janeiro, como Leblon ou Ipanema, beneficiados pela crise que se abateu sobre o setor nos Estados Unidos. Apartamentos em South Beach, o bairro “in” de Miami, casas na exclusiva Palm Beach, reduto de milionários americanos, ou ainda residências nas descoladas Florida Keys encontram compradores entre endinheirados brasileiros, russos e chineses.

Foto: Dan Forer
http://content-portal.istoedinheiro.com.br/istoeimagens/imagens/mi_29284027354202886.jpg
Como na Toscana: no condomínio Golden Oak, projetos reproduzirão estilos arquitetônicos do mundo todo,
como este, inspirado nas villas italianas

Pela proximidade, os brasileiros são os maiores clientes dos corretores imobiliários na Flórida. Para compradores brasileiros, que nem pensam em tomar crédito para pagar pelo imóvel e quase sempre o quitam à vista, o que atrai são os serviços e a exclusividade que muitos empreendimentos na Flórida oferecem, pelo mesmo preço de um imóvel nas cidades mais caras do País. Um exemplo é o primeiro empreendimento lançado na área de resorts da Disney, em Orlando. O condomínio fechado Golden Oak tem apenas casas, com um mínimo de 280 metros quadrados de área construída e três dormitórios. No bairro planejado, cada área terá uma característica arquitetônica definida e será possível escolher entre diversos modelos pré-aprovados, que formarão um conjunto harmônico.

O cuidado arquitetônico chega aos mínimos detalhes, desde a escolha de pedras para a construção de casas inspiradas em vilas da Toscana italiana até a reprodução de materiais utilizados em casas coloniais ou da Provence francesa. As residências mais simples custam US$ 1,5 milhão, o que equivale a um apartamento de 200 metros quadrados no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. O diferencial é que os compradores das casas do Golden Oak têm uma série de mordomias. A principal é a entrada livre – acompanhada por guias VIPs, que garantem que não será necessário enfrentar filas – de todos os moradores e seus convidados nos parques da Disney. O condomínio terá ainda serviços de concierge para reservas, motoristas e carros à disposição.

A primeira fase, de dois “bairros” do condomínio, foi praticamente toda vendida. “Nossos clientes são em sua maioria empresários que compram os imóveis pensando na diversão dos filhos e netos”, diz o vice-presidente da Disney, Page Pierce. A maior parte dos compradores é de americanos; entre os estrangeiros, os brasileiros são o maior grupo. Um cliente famoso é o cantor Luciano Di Camargo, da dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano, além de outros empresários mais discretos. Para os adultos, o condomínio oferece uma espécie de clube, onde haverá restaurante, academia de ginástica, piscinas e espaços para eventos como casamentos ou festas. O spa ficará no hotel Four Seasons que será construído dentro do Golden Oak.

A terceira fase do condomínio será lançada com casas que custarão até US$ 8 milhões – mais ou menos o preço de apartamentos luxuosos de frente para o mar em Ipanema. Segundo o vice-presidente da Disney, o Golden Oak não terá investidores – será proibido alugar as casas, que poderão ser apenas emprestadas a amigos. “A maior parte dos compradores vê os imóveis como uma segunda ou terceira casa, para veraneio”, diz Pierce. As primeiras casas devem ser entregues no início do ano que vem, e todo o condomínio terá 450 unidades. É verdade que os preços na Flórida já não são mais a pechincha que eram há pouco mais de um ano, quando os bancos começaram a despejar no mercado imóveis retomados de mutuários inadimplentes.

Foto: Divulgação
http://content-portal.istoedinheiro.com.br/istoeimagens/imagens/mi_29284191551024753.jpg
Luxo nas alturas: futuro morador da cobertura do The Mansions at Acqualina,
de 1.500 m2, terá adega particular e Rolls-Royce à disposição

Segundo uma pesquisa divulgada pela corretora de imóveis Douglas Elliman Florida, o preço do metro quadrado subiu 20% nos últimos 12 meses. A demanda dos estrangeiros pelos imóveis na região, principalmente de milionários da América do Sul, estimulou uma mudança no tipo de imóvel no sul da Flórida. A construção de apartamentos destinados ao comprador de classe média está parada, mas já voltaram a todo vapor os empreendimentos de altíssimo padrão. Um bom exemplo é o residencial The Mansions at Acqualina, uma torre de 47 andares construída pelo grupo imobiliário de Donald Trump em Sunny Isles Beach. A cobertura, de 1,5 mil metros quadrados, é uma das mais caras da Flórida: já mobiliada com produtos da Casa Fendi, deve sair por US$ 50 milhões.

O duplex terá oito quartos, sauna, piscina particular, duas cozinhas, biblioteca e adega, entre outros detalhes exclusivos. A torre tem 79 apartamentos que custam a partir de US$ 6 milhões – embora o prédio só fique pronto em 2015, a maior parte das unidades está vendida. “Mais de 10% dos compradores até agora são brasileiros”, afirma o gerente do prédio, Michael Goldstein. Russos, chineses e americanos também são grandes clientes. Mais recentemente, argentinos que conseguiram driblar as restrições do governo de Cristina Kirchner e tirar dinheiro do país também vêm se juntando a esse grupo. Goldstein, que trabalha na área imobiliária de Miami há 30 anos, diz que o perfil dos brasileiros que estão adquirindo casas de alto padrão mudou bastante nos últimos anos, com a geração de novas fortunas no País.

“Há muita gente mais jovem, principalmente empreendedores a partir dos 35 anos”, afirma. Segundo ele, esse pessoal está atraído pelas mordomias proporcionadas pelo Acqualina, que são muitas. O morador que quiser sair às compras terá à disposição um Rolls-Royce com motorista. Além de um espaço para eventos, sala de degustação de vinhos e café bar, o prédio tem até um cinema privativo. No resort anexo ao prédio, há um spa e três restaurantes. Como em outros empreendimentos de luxo na Flórida, todos os compradores estão pagando à vista. Também não deve haver muitos investidores no The Mansions – não se alugam casas tão luxuosamente mobiliadas.

Embora esse não seja o motivo principal das aquisições, há compradores que acreditam em valorização futura dos seus imóveis. “Não há muito mais terrenos disponíveis de frente para o mar”, diz Goldstein. O mercado da Flórida voltado aos estrangeiros endinheirados está muito aquecido. Segundo o jornal The New York Times, um italiano comprou por US$ 25 milhões uma das maiores coberturas em South Beach. Um russo pagou US$ 47 milhões por uma casa em Indian Creek e a mansão onde o estilista Gianni Versace foi assassinado está à venda por US$ 125 milhões. Goldstein afirma que o The Mansions teve um resultado inédito dentro do grupo Trump. “Vendemos em alguns meses US$ 340 milhões”, afirma o executivo.

http://content-portal.istoedinheiro.com.br/istoeimagens/graficos/gr_29284205378178403.jpg








http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/107122_A+FEBRE+DOS+IMOVEIS+DE+LUXO+DA+FLORIDA

overmatik
Dec 20, 2012, 2:10 PM
Sem iluminação pública, Noroeste recebe moradores

"Costrutoras entregam os primeiros prédios da região, mas governo local ainda não instalou rede de energia."

Os três primeiros prédios do Primeira etapa Setor Noroeste receberam cartas de “habite-se” ontem. A partir de agora, os proprietários poderão ocupar três blocos de apartamentos localizados na quadra 110 do bairro de luxo. Apesar de toda badalação em relação ao endereço, os moradores vão enfrentar situações corriqueiras em bairros que ainda estão em implantação.

A iluminação pública ainda não está instalada e não há pontos comerciais implantados no local. O asfalto e a calçada estão restritos aos três blocos que já estão prontos. :koko: A situação não desanima o funcionário público Rildo Aleixo de Almeida Tavares, 50, que pretende instalar-se em um apartamento do Via Parque Noroeste em janeiro. “Teremos mais espaço e conforto aqui”, conta ele, que ontem mesmo encomendava armários para a casa nova. Morador da Asa Norte há sete anos, Rildo acredita que a iluminação pública será instalada logo. “Houve atraso, mas esperamos que o governo cuide de resolver isso logo.”

No novo bairro de luxo, há 26 prédios residenciais em construção. A expectativa é de que outros cinco blocos sejam entregues em janeiro. Ao todo, a primeira etapa do Noroeste é composta por 104 projeções residenciais. A Terracap pretende licitar a segunda etapa do Noroeste no meio do ano que vem. Ela será composta por outros 112 blocos residenciais.

Fonte: http://publimetro.band.com.br/pdf/20121218_Brasilia.pdf


O melhor é a foto de capa, caso clássico de vergonha alheia. Fazer o que né?, enquanto existir gente querendo ser enganada essas coisas vão acontecer... :shrug:

pesquisadorbrazil
Dec 20, 2012, 4:17 PM
De forma alguma, eles acreditam no FUTURO MELHOR, bem diferente das pessoas que compraram casas em condominios irregulares, sabem, quando eles terão serviços PUBLICOS. NUNCA. Pelo menos, os futuros moradores do Noroeste, tem perspectiva de ter serviços públicos, e ainda melhor, tem ESCRITURAS de suas propriedades, não correm risco de um despejo judicial no caso das casas de condominios irregulares, que sobrevivem por liminares, mas na hora, que as liminares não tiverem efeito, o que irá ocorrer?

overmatik
Dec 21, 2012, 1:53 PM
De forma alguma, eles acreditam no FUTURO MELHOR, bem diferente das pessoas que compraram casas em condominios irregulares, sabem, quando eles terão serviços PUBLICOS. NUNCA. Pelo menos, os futuros moradores do Noroeste, tem perspectiva de ter serviços públicos, e ainda melhor, tem ESCRITURAS de suas propriedades, não correm risco de um despejo judicial no caso das casas de condominios irregulares, que sobrevivem por liminares, mas na hora, que as liminares não tiverem efeito, o que irá ocorrer?

Mas você acha razoável o cara pagar 12 mil reais o metro quadrado num apartamento num bairro sem asfalto e iluminação pública?

A questão aqui é as pessoas serem feitas de idiotas, pois com esse dinheiro dá pra comprar no Sudoeste pronto. Agora, ficar esperando boa vontade do GDF? Boa sorte...

pesquisadorbrazil
Dec 21, 2012, 7:12 PM
Mas você acha razoável o cara pagar 12 mil reais o metro quadrado num apartamento num bairro sem asfalto e iluminação pública?

A questão aqui é as pessoas serem feitas de idiotas, pois com esse dinheiro dá pra comprar no Sudoeste pronto. Agora, ficar esperando boa vontade do GDF? Boa sorte...

Você acha razoável, pagar 20 mil reais m2, para morar a beira mar no Rio de Janeiro, sem saneamento básico, com praias cheias de merd.... boiando? Ahhhh me esqueci, existe o Status.... Encher a boca, falando que mora no Rio de Janeiro. Grande coisa.

Prefiro morar no Noroeste sem infra-estrutura, do que morar num condominios irregular.:shrug:

overmatik
Dec 26, 2012, 10:30 PM
Bairro mais caro de Brasília, Noroeste ainda não tem iluminação pública

O bairro mais caro de Brasília vai receber os primeiros moradores sem a iluminação pública pronta. Os dois primeiros prédios já foram liberados para os moradores, mas eles reclamam que a escuridão das ruas torna o lugar perigoso.

A rede elétrica foi instalada, mas o bairro ainda não tem nenhum poste. A Companhia Energética de Brasília (CEB) informou que a iluminação do Noroeste é provisória e que eles ainda estão em fase de elaboração de um projeto de iluminação definitiva, que depende do GDF para ser realizado. :runaway:

Assistam a reportagem no link abaixo, sem comentários... :yuck:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/12/26/interna_cidadesdf,341125/bairro-mais-caro-de-brasilia-noroeste-ainda-nao-tem-iluminacao-publica.shtml

pesquisadorbrazil
Dec 26, 2012, 11:08 PM
Bairro mais caro de Brasília, Noroeste ainda não tem iluminação pública

O bairro mais caro de Brasília vai receber os primeiros moradores sem a iluminação pública pronta. Os dois primeiros prédios já foram liberados para os moradores, mas eles reclamam que a escuridão das ruas torna o lugar perigoso.

A rede elétrica foi instalada, mas o bairro ainda não tem nenhum poste. A Companhia Energética de Brasília (CEB) informou que a iluminação do Noroeste é provisória e que eles ainda estão em fase de elaboração de um projeto de iluminação definitiva, que depende do GDF para ser realizado. :runaway:

Assistam a reportagem no link abaixo, sem comentários... :yuck:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/12/26/interna_cidadesdf,341125/bairro-mais-caro-de-brasilia-noroeste-ainda-nao-tem-iluminacao-publica.shtml

Eu não vejo problema algum em faltar iluminação pública. Pior seria, morar em certos bairros de gente bacana em Brasília e até mesmo no Rio de Janeiro ou São Paulo que sequer tem rede de água e esgoto canalizado, e que poluem o lençol freático com uso abusivo de poços artesianos sem controle, bem como de fossas sépticas.

E pior, enche o peito, pra falar que mora na Barra da Tijuca no Rio, ou no poderoso Morumbi em São Paulo.:koko:

pesquisadorbrazil
Dec 28, 2012, 8:19 PM
Eusébio sediará o terceiro Alphaville - O Segundo maior do Brasil

O município do Eusébio vai sediar o terceiro empreendimento imobiliário Alphaville, que será construído no entorno da Fábrica Fortaleza, localidade de Jabuti, as margens da BR-116. O empreendimento vai explorar um novo nicho da marca Alphaville que integra moradia, trabalho, educação e lazer em uma só área. Este será o segundo maior empreendimento do Brasil com 18 milhões de m² (só perdendo para o de Brasília que tem 22 milhões de m²). Ele terá o dobro do Alphaville de São Paulo.

Nesta quinta-feira, durante solenidade na Prefeitura de Eusébio, assinaram o termo de compromisso para realização da obra, o controlador do Grupo M.Dias Branco, o empresário Ivens Dias Branco, o presidente do Grupo Alphaville, Marcelo Willer, o diretor-geral do Grupo Alphaville, Geraldo Viera e o arquiteto responsável pelo projeto, Luís Deusdará. O prefeito Acilon Gonçalves (PSB) presidiu o evento que contou ainda com as presenças de representantes das Imobiliárias Aloísio Ximenes Morais e Invista Imóveis, que participam também do empreendimento.

O empresário Marcelo Willer afirmou que depois do sucesso dos dois outros Alphaville no Eusébio, o grupo se sente feliz em realizar esse novo empreendimento que se chamará Alphavile M.Dias Branco, em homenagem ao pai do empresário Ivens Dias Branco. A obra deverá ser lançada até o fim de 2013, e segundo Willer aguarda a liberação do Relatório de Impacto Ambiental.

Marcelo Willer assevera que há dois anos o grupo buscava uma nova área para investir no Ceará e o terreno, de propriedade do Grupo M.Dias Branco, foi apresentado como o mais viável para receber o novo empreendimento. “O Eusébio é um município com boa estrutura urbana e politicas sociais que são atrativas para investidores e moradores. Tomo como exemplo a cidade de Barueri, em São Paulo, que era uma cidade dormitório. Após a construção do Alphaville de lá a cidade teve um amplo desenvolvimento, tendo seu PIB atual maior do que o de Salvador”, afirmou.

Segundo ele, o novo Alphaville M. Dias Branco, será uma verdadeira cidade, para onde serão atraídas indústrias não poluentes. “A previsão é que em pouco tempo o local arrecade mais impostos que todo o município do Eusébio”, observou ele.

O controlador do Grupo M.Dias Branco parabenizou o prefeito Acilon Gonçalves e os secretários municipais presentes, destacando as políticas sociais que o município vem empreendendo, principalmente nas áreas de educação e saúde, sendo reconhecidas até fora do estado. Segundo ele, todo município deve ser administrado como o Eusébio, com conhecimento e empreendedorismo.

O Prefeito Acilon Gonçalves destacou a prefeitura fará o que estiver ao seu alcanced para viabilizar o projeto, inclusive trabalhando para que o tramite siga seu percurso dentro das normas vigentes, com a agilidade possível. Ele afirmou que o novo condomínio terá uma ampla rede de vias de acesso e que além da BR-116 o empreendimento será beneficiado pelo alargamento e prolongamento do quarto Anel Viário que se estenderá até o Porto do Mucuripe e outra via que ligará o Centro do Eusébio a Fábrica Fortaleza, facilitando os acessos ao novo bairro que surgirá.

Fonte: http://www.eusebio.ce.gov.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=542%3Aeusebio-sediara-o-terceiro-alphaville-o-segundo-maior-do-brasil&catid=1%3Alatest-news&Itemid=44

MAMUTE
Jan 6, 2013, 8:43 PM
Mercado imobiliário promete preços de aluguéis mais estáveis em 2013



Com o mercado imobiliário mais calmo, 2013 tem tudo para ser marcado por muita negociação antes de os proprietários definirem o reajuste do aluguel. Passado o forte período de valorização do metro quadrado no Distrito Federal, que pesou e muito no bolso dos inquilinos, as mensalidades agora tendem a subir menos ou mesmo a se acomodarem. Não são mais esperadas altas exorbitantes de até 60%, como registrado na capital do país nos últimos cinco anos.

Donos de imobiliárias acreditam que o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) %u2014 geralmente usado como parâmetro para a correção do aluguel em todo o Brasil %u2014 deve, de fato, nortear as renovações de contrato. A demanda por imóveis usados menos aquecida pode, ainda, estimular aumentos inferiores ao indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que fechou 2012 com variação positiva de 7,82%.




http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/01/06/interna_cidadesdf,342623/mercado-imobiliario-promete-precos-de-alugueis-mais-estaveis-em-2013.shtml

pesquisadorbrazil
Jan 7, 2013, 2:47 AM
Eu duvido, em Brasília, só tem esganado de fome, coloca o preço do aluguel nas alturas, se não alugar, eles não estão nem aí para o que o mercado diz ser uma tendência.

MAMUTE
Jan 8, 2013, 6:19 PM
HSBC lança consórcio para imóveis de até R$ 1 milhão



O HSBC lança este mês, no dia 14, uma linha de consórcio de imóveis com créditos entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. O produto será exclusivo para correntistas do banco e terá prazo de 192 meses.

A cada mês, segundo o HSBC, serão cinco clientes contemplados, sendo um via sorteio da Loteria Federal e os outros quatro por lance, conforme a disponibilidade financeira do grupo. O consorciado terá direito de usar até 40% do crédito para o pagamento do lance.

A criação de um grupo de consórcio com valores mais elevados visa, conforme nota à imprensa, atender o aumento da demanda dos correntistas do HSBC. "Notamos que vários clientes vinham contratando créditos acima de R$ 500 mil e muitos deles adquiriam mais de uma Carta de Crédito para compor valores maiores", explica Sami Foguel, executivo sênior de Produtos e Segmentos do HSBC.

Além da linha para imóveis de até R$ 1 milhão, o HSBC também oferece produtos com crédito entre R$ 150 mil e R$ 300 mil e entre R$ 350 mil e R$ 700 mil. No final do ano passado, a Caixa Econômica Federal também elevou o limite das cartas de crédito do seu consórcio imobiliário, passando de R$ 300 mil para R$ 700 mil.








http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/108771_HSBC+LANCA+CONSORCIO+PARA+IMOVEIS+DE+ATE+R+1+MILHAOhttp://noticias.r7.com/economia/noticias/hsbc-lanca-consorcio-para-imoveis-de-ate-r-1-milhao-20130108.html

MAMUTE
Jan 14, 2013, 2:35 PM
Construção pode ter crescimento limitado por preço do imóvel


Além de preços altos, população se encontra diante de um cenário de alto endividamento resultando em possível inibição da demanda no mercado imobiliário


Foto: Germano Lüders/EXAME
http://exame2.abrilm.com.br/assets/images/2011/10/41820/size_590_imoveis-no-jardins.jpg?1319029926
Imóveis: Segundo dados da CNI e do Ibope, 60% da população brasileira pretende reduzir o consumo porque teme uma retração da economia

Alvo de um dos mais recentes movimentos do governo federal para impulsionar o desempenho do país, o setor imobiliário figura como uma das apostas da presidente Dilma Rousseff para colocar a economia de volta nos trilhos, mas o segmento pode ver nos preços elevados um fator limitador do crescimento no próximo ano.

"A principal questão gira em torno de preços e da dificuldade das famílias comprarem um imóvel que caiba no orçamento", afirmou a economista Ana Maria Castelo, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

"A decisão de compra pode ser adiada com o consumidor à espera de estabilização (de preços), já que a inadimplência alta vem resultando em menor renda disponível", acrescentou a economista.

Embora o consumo no país tenha começado a se recuperar na segunda metade de 2012, após sofrer desaceleração generalizada desde o fim de 2011, a população se encontra diante de um cenário de alto endividamento e inadimplência em patamares elevados, resultando em maior cautela e numa possível inibição da demanda no mercado imobiliário.

Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope, 60 por cento da população brasileira pretende reduzir o consumo porque teme uma retração da economia. Também conforme a CNI, 41 por cento das pessoas possuem dívidas, sendo que 42 por cento delas já alcançaram o limite de comprometimento do orçamento.

"Uma questão para a qual não está se dando importância é o nível de endividamento muito elevado da população", disse o presidente do sindicato da habitação na capital paulista, Secovi-SP, Cláudio Bernardes, para quem o desempenho do setor imobiliário está diretamente ligado ao crescimento da economia "Se a economia vai bem, o mercado imobiliário vai bem também." ESTÍMULOS AO SETOR O índice FipeZap de preços de imóveis anunciados no Brasil avançou 13,8 por cento nos 12 meses até novembro de 2012, após quase dobrar nos últimos três anos.

Ainda que representantes do setor sejam unânimes em afirmar que os preços de imóveis não caem, as recentes medidas de incentivo divulgadas pelo governo podem contribuir para que eles parem de subir.

O governo divulgou no início de dezembro um pacote de medidas para a construção civil, que incluiu desoneração da folha de pagamento, redução de impostos e linha de capital de giro com taxas de juros mais baixas.

Tais medidas tendem a se refletir principalmente em menor pressão de custos para as construtoras, que vêm lutando para equacionar estouros de orçamento causados, em grande parte, pela escassez de mão de obra qualificada.

"As empresas, que repassavam o aperto de margens no preço, poderão praticar valores mais competitivos", disse o analista Wesley Bernabé, do BB Investimentos. "Os preços não devem cair, mas podem ficar estáveis." Apesar de serem apontadas como positivas para o setor, as medidas apresentadas --e ainda não detalhadas-- resultaram em incertezas entre agentes do setor que não conseguem dimensionar o real impacto para as empresas e para o mercado como um todo.

Umas das principais dúvidas envolve a desoneração em folha também para terceirizados, visto que muitas construtoras recorrem a essa opção para driblar problemas com a mão de obra.

"Muitos pontos ainda não estão claros, ainda falta um detalhamento... E o impacto (das medidas) não vai ser imediato", acrescentou Bernabé, lembrando que o setor opera em ciclos longos, de até 36 meses.

Para o professor titular do núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da USP, João da Rocha Lima Jr., a desoneração é a principal medida, garantindo redução de custos às construtoras e incorporadoras.

"A questão é saber se essa economia vai se transformar em (redução de) preço. O mais razoável é esperar que resulte em melhoria da qualidade dos imóveis, com os preços se mantendo", disse ele.

Ainda para mitigar a contenção da demanda pelos preços elevados dos imóveis, pesquisa Reuters mostrou que sete de 10 analistas consultados esperam aumento do teto para compra de residência com uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), atualmente em 500 mil reais. As estimativas variaram de 600 mil a 750 mil reais --alta entre 20 e 50 por cento.

MINHA CASA, MINHA VIDA - O programa "Minha Casa, Minha Vida" --uma das principais bandeiras do governo-- vem deixando para trás os entraves que fizeram com que demorasse para entrar efetivamente em operação, embora os números para a população que ganha até 1.600 reais --a chamada faixa 1-- ainda preocupem.

A segunda etapa do programa, anunciada em junho de 2011, prevê 2,4 milhões de moradias contratadas até 2014, sendo metade do volume para famílias que ganham até três salários mínimos. Até agora, foram contratadas 1 milhão de unidades na segunda fase, sendo menos de um terço voltado à primeira faixa de renda.

Isso porque, apesar de o governo ter elevado recentemente o valor máximo para as contratações na faixa 1 em cerca de 15,6 por cento, para 76 mil reais, a construção de moradias nas principais capitais por esse valor ainda é considerada inviável.

"Os grandes centros urbanos não têm conseguido viabilizar unidades na faixa 1", disse o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Sergio Watanabe.

"Essa faixa vem sendo viabilizada nas pequenas cidades e regiões periféricas... Mas o maior problema de déficit habitacional está nas grandes cidades", alertou Watanabe.
















http://exame.abril.com.br/economia/noticias/construcao-pode-ter-crescimento-limitado-por-preco-do-imovel-2?page=3

overmatik
Jan 16, 2013, 2:41 PM
Caro, Noroeste ainda mostra problemas de iluminação, segurança e pavimento

Apesar do alto valor dos imóveis, o mais novo setor habitacional do Distrito Federal ainda revela problemas. Os primeiros moradores se mostram insatisfeitos, porém, otimistas.

http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2013/01/16/344294/20130115215438790908e.jpg

O funcionário público Augusto César Noce, 56 anos, gastou tudo que tinha para comprar um apartamento no Setor Noroeste. Em 27 de dezembro do ano passado, ele se mudou com a família para o Edifício Viverde, na SQNW 110, e, durante 15 dias, foi o único ocupante do primeiro prédio a ter o Habite-se em um dos mais caros endereços residenciais do Distrito Federal — alguns lançamentos chegam a R$ 10 mil o metro quadrado, um dois mais altos do país. Ele, a mulher e os dois filhos se referem à nova moradia como um sonho realizado, mas a felicidade ainda não está completa. A iluminação pública é precária, há falha na distribuição de energia elétrica e tem matagal e várias construções inacabadas (leia quadro).

Os percalços enfrentados pelos Noces, após se transferirem ao novo setor habitacional, contrastam com a qualidade dos empreendimentos da região e o preço dos imóveis. Eles só se mudaram para o ponte nobre depois que venderam o apartamento do Sudoeste e o proprietário de um imóvel em Águas Claras, que seria usado para uma transição tranquila ao Noroeste, o pediu de volta. A sorte é que o edifício onde moram hoje ficou pronto.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/01/16/interna_cidadesdf,344294/caro-noroeste-ainda-mostra-problemas-de-iluminacao-seguranca-e-pavimento.shtml

A foto diz tudo... :koko:

pesquisadorbrazil
Jan 16, 2013, 2:56 PM
Eu duvido, se o Noroeste fosse um bairro na cidade do Rio de Janeiro ou São Paulo teria tanta publicidade negativa. O povo iria encher a boca. Moro no Rio.

MAMUTE
Jan 21, 2013, 12:30 PM
'Não tenha pressa na compra, preços dos imóveis foram supervalorizados'



O professor de finanças Luís Carlos Ewald alerta sobre a pouca diferença no valor da prestação se o financiamento do imóvel for em menos tempo.


As novas taxas de juros para financiamentos de imóveis acima de R$ 500 mil já estão em vigor. Com essa iniciativa, a Caixa Econômica Federal deseja atrair a classe média alta.

O professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas Luís Carlos Ewald alerta sobre o tempo de financiamento que os órgãos governamentais sugerem aos clientes. “De fato, da parte do governo, que tem feito grandes incentivos e aplicando medidas que estimulam o consumo, está coerente.

O que eu acho é que os órgãos governamentais, principalmente a Caixa Econômica, fazem uma simulação para o cliente de 30 anos, e a diferença é muito pequena na prestação se diminuir para 20 anos. E o ideal é 15 anos. Esse negócio de aumentar é uma maldade com os pobres que não sabem fazer conta. É uma isca perigosa”, diz.

O professor dá um exemplo da pouca diferença no valor mensal da prestação: “Vamos fazer uma conta de 9% ao ano para R$ 100 mil. Se você fizer em 30 anos a 9%, a sua taxa mensal vai ser R$ 798. Se você fizer em 25 anos, vai ser R$ 832.

Ou seja, a diferença é R$ 34 e você economiza cinco anos de vida. Se você passar para 20 anos, economiza dez anos de vida, e a diferença é de R$ 95. É preciso mostrar isso para o povo porque a diferença não é na compra do produto, é nos juros, os juros pesam muito”, explica Ewald.

Ele ressalta ainda que não é preciso ter pressa na compra. "O preço dos imóveis está superavaliado, tem muita oferta no mercado, muita gente sem vender. Os preços foram supervalorizados, se pagou o que se quis para qualquer mão-de-obra, se pagou pela qualidade dos terrenos, e agora parece que está tudo vazio. Então, quem vai comprar, não tenha pressa.

Procure com calma, negociando, não adianta ter juro barato com preço de produto caro. Tenha calma para poder fazer um bom negócio”, orienta.














http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/01/nao-tenha-pressa-na-compra-precos-dos-imoveis-foram-supervalorizados.html

overmatik
Jan 22, 2013, 2:17 PM
Preços de imóveis desaceleram e financiamentos para classe média caem

As prestações dos financiamentos para a compra de imóveis, principalmente dos mais novos, não estão cabendo no bolso de parte da classe média. A quantidade de casas e apartamentos prontos financiados pelos bancos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) — em geral, para famílias com renda superior a R$ 5,4 mil — registrou queda em 2012, em relação a 2011. Com isso, os preços permanecem praticamente estáveis há mais de um ano, principalmente no Distrito Federal. No caso de imóveis novos, as construtoras foram obrigadas a reduzir os valores pedidos inicialmente para desovar as unidades na planta, além de segurar os novos lançamentos.

O Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra valorização média de 4% no Distrito Federal em 2012, mas com queda de preço em vários meses. O indicador reflete apenas a variação dos valores que estão nos anúncios classificados, não aqueles pelos quais os negócios são realmente fechados, em geral, mais baixos, segundo o mercado.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2013/01/22/internas_economia,345312/precos-de-imoveis-desaceleram-e-financiamentos-para-classe-media-cai.shtml

:notacrook::notacrook:

http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2013/01/22/345312/20130122081642843547o.jpg

MAMUTE
Jan 30, 2013, 10:28 AM
Apartamentos de luxo no Brasil já custam mais que castelos na Europa

O preço dos imóveis subiu tanto no Brasil que vários apartamentos de luxo estão bem mais caros do que diversos castelos europeus. Na França, é possível encontrar “châteaux” anunciados por apenas R$ 3 milhões, precisando de reforma, ou R$ 6 milhões, prontos para morar. Os apartamentos de luxo no Brasil atingem ou às vezes superam, e muito, esses valores. Veja alguns exemplos.

Alta aqui, queda lá

Enquanto no Brasil o mercado imobiliário se aqueceu, nos países ricos os preços baixaram. Na França, especialmente, ficou mais fácil pechinchar no segmento de luxo depois que o presidente François Hollande encampou a ideia de aumentar de 50% para 75% o imposto de renda para a faixa de ganhos superiores a 1 milhão de euros por ano.

Nós últimos meses, o preço dos castelos na França caiu cerca de 15%, segundo a corretora de imóveis Emile Garcin. “A crise e as medidas fiscais tomadas pelo atual governo provocaram a saída de numerosos afortunados, que se desligam de suas propriedades”, disse ao blog o diretor da empresa, Rodolphe Brault. Ele acrescentou, no entanto, que os preços “parecem ter se estabilizado agora”.

Na França, quem parece estar levando a melhor são os estrangeiros. Quem passar menos de seis meses por ano no país não precisará pagar o imposto de renda proposto por Hollande. “Estamos em negociações avançadas com uma dezena de clientes brasileiros”, revela Brault. “O número de compradores vindos do Brasil é cada vez maior. Eles procuram belas propriedades antigas ou uma segunda residência em bairros charmosos de Paris.”

De outro lado, corretores brasileiros defendem o valor anunciado dos apartamentos. ”Você sai na varanda e tem a cidade aos seus pés. Você vê a copa das árvores de um bairro tombado, onde não pode mais construir prédio. Então você tem uma vista permanente por todo o skyline de São Paulo, até as torres da Paulista. Em São Paulo, isso hoje é um privilégio”, afirma Jeferson Batah, da Imóvel A, sobre o imóvel de R$ 24 milhões (fotos acima). Segundo dele, o preço de um apartamento é justificado não só pela área útil, mas pela vista, pela segurança e pelo número de vagas na garagem, entre outros itens.

Luxo caro

Cabe aqui fazer uma observação para evitar conclusões incorretas. Primeiro, não é porque os castelos estão baratos na França que qualquer imóvel está. Um apartamento de alto luxo ao lado do museu do Louvre, por exemplo, está anunciado por R$ 49 milhões no site da Emile Garcin.

Em segundo lugar, também não se pode achar que qualquer castelo na Europa esteja barato. No site da Sotheby’s, por exemplo, uma propriedade medieval na Itália aparece por R$ 95 milhões.








http://achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/2013/01/30/apartamentos-de-luxo-no-brasil-ja-custam-mais-que-castelos-na-europa/

MAMUTE
Jan 30, 2013, 10:48 AM
Esse negocio de que a Europa está quebrada não cola, a renda por la é muito maior que aqui, então, os preços subiram muito por la e agora estão se ajustando, no caso do Brasil é uma bolha mesmo, quando chegar ao ápice não vai ter jeito "bum":dead:
No caso de casas e apartamentos de luxo, não há tanta demanda e a oferta é grande, apenas os especuladores estão comprando e inflando os preços artificialmente, claro que sempre tem os aventureiros pagando fortunas em "Ouro de Tolo" já o mercado de lotes em condomínios está aquecido com os preços ainda em alguns lugares até justo pelo custo beneficio...

overmatik
Feb 4, 2013, 10:18 PM
Mais caro que Jardins, novo bairro de Brasília é inaugurado com lama e problemas de infraestrutura

Em vez de ruas asfaltadas, muita lama. O lixo passa dias sem ser recolhido. A iluminação pública à noite não funciona. O transporte público não chega, assim como as correspondências. A descrição, que poderia se aplicar a um bairro de periferia das grandes metrópoles brasileiras, refere-se ao novo bairro nobre de Brasília, o Noroeste, inaugurado no final de 2012 em meio a um rol problemas urbanos.

A falta de estrutura, no entanto, não impediu que o bairro fosse um dos mais valorizados da capital – e até do país. Segundo a imobiliária Lopes Royal, que lançou vários empreendimentos no novo setor, o preço médio do metro quadrado no Noroeste é de R$ 11.160.

O valor equivale ao preço do metro quadrado do bairro mais caro de São Paulo, a região do Ibirapuera/Vila Nova Conceição, que, em dezembro, liderou o ranking dos bairros mais valorizados, com R$ 11.284 por metro quadrado, segundo o índice Fipe/Zap, elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) e pela Zap Imóveis. O valor é também superior ao tradicional bairro paulistano dos Jardins, onde o metro quadrado sai por R$ 9.814.

No entanto, nas unidades de alto padrão do Noroeste, com metragem acima de 250 metros quadrados, o valor sobe para R$ 13.300 por metro quadrado. Ainda de acordo com a imobiliária Lopes Royal, as unidades pertencentes ao segmento alto padrão apresentam 76% das unidades vendidas.

O valor só não é superior ao metro quadrado dos bairros mais valorizados do Rio de Janeiro, onde a região mais cara, o Leblon, chega a custa R$ 18.332 por metro quadrado, o mais caro do Brasil. A média da metragem em Brasília é de R$ 7.859, ainda segundo o índice Fipe/Zap.

De acordo com informações da Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília, estatal que administra as terras públicas do Distrito Federal ), até 2012, 129 imóveis já haviam sido comprados pelas construtoras, somando um valor de quase R$ 1,730 bilhão. No total, o Noroeste terá 20 quadras residenciais com 220 prédios e 24 quadras comerciais. A estimativa é 40 mil pessoas residam no local.
Bairro verde

Idealizado como "bairro verde" na proposta original, o Noroeste deveria ser um modelo sustentável. A lista de itens da "gestão ambiental" é grande e inclui a obrigação do uso de sistemas de aquecimento solar, a reutilização de água, o uso de materiais reciclados e estacionamentos com pavimentação permeável.

No projeto também constam três espaços verdes: a Aire (Área de Relevante Interesse Ecológico) do Bananal, de aproximadamente 100 hectares; e a Arie Cruls de 55 hectares (a mesma que está protegida pela sentença cautelar); e o parque Burle Marx, de 280 hectares. No entanto, o parque conta com apenas 4% da obra executada, tendo até o momento um valor gasto de mais R$ 1,341 milhão.

A principal reclamação relacionada ao bairro que pretende ser "o mais moderno do país" se refere, contudo, à infraestrutura disponível. Os moradores da quadra 110 já têm a carta de Habite-se (que autoriza a utilização efetiva das edificações) e outras seis quadras aguardam a Licença de Operação do Ibram para receber o documento. Porém, o Noroeste ainda não dispõe de serviços básicos como iluminação pública (à noite há segurança particular devido à falta de luz) e tem sofrido com a lama ocasionada pela falta de calçamento e pelas chuvas, frequentes nessa época do ano. Além disso, falta sinalização para diferenciar os endereços.

A Terracap afirma que os prédios podem ser entregues mesmo antes da conclusão total das obras de infraestrutura, pois as vias nas áreas ocupadas inicialmente estarão pavimentadas e os imóveis serão atendidos com energia elétrica (particular, disponibilizada pela Companhia Energética de Brasília), água e esgotamento sanitário.
Pioneiros do Noroeste

Mesmo com esse cenário pouco animador, o Noroeste já tem seus primeiros moradores. O único edifício habitado até agora está localizado na quadra 110 e tem cinco apartamentos ocupados. "Aqui o mais barato custa R$ 1,4 milhão, mas os preços variam com número de quartos e o andar", afirma Francisco Xavier, porteiro do edifício que mora em um bairro a mais de 25 quilômetros do trabalho e lembra que ainda não há transporte público para o local.

Morador do Noroeste desde o final de dezembro, Edeval Rodrigues da Matta diz não se incomodar com a infraestrutura precária nestes primeiros meses. Em meio às obras de reforma que também ocupam seu apartamento, o servidor público afirma acreditar no potencial bairro. Só reclama que o serviço que, apesar de já ter um CEP (código de endereçamento postal), não consegue comprar nada pela internet: "As empresas ainda não atualizaram essa informação", conta.

Outra servidora pública, Mariana Dantas, também tem uma visão otimista: "Acho que a estrutura é precária, mas é compreensível. Todo bairro novo é um canteiro de obras que vai se acertando aos poucos. O que atrasa tudo é a burocracia. Trabalho setor público e sei que às vezes tudo caminha dentro do prazo, mas se algo falha em algum momento, muitas vezes o processo deve ser iniciado de novo", argumenta. Como a maioria, Mariana ainda aguarda pela entrega do apartamento.

Diferentemente dos "vizinhos", um outro comprador, que está se preparando para mudar e não quis se identificar, discorda: "O governo está cometendo exatamente os mesmos equívocos de antes. É um absurdo liberar o Habite-se, mas não ter iluminação pública, isso prejudicou inclusive o andamento das obras", critica. Para ele o GDF prometeu muita coisa que não será capaz de cumprir nem agora, nem depois. Morador da Asa Norte, ele afirma ainda que só está se mudando nessas condições porque não tem outra opção.

De acordo com informações da Terracap, toda a infraestrutura básica, exigida pela lei 6.766/79 (que regulamenta o parcelamento do solo urbano) está em execução e a prioridade é a execução das obras de infraestrutura nas quadras com imóveis vendidos e onde as empresas já estejam construindo. Esta norma abrange as redes de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem pluvial, energia elétrica, iluminação pública e pavimentação asfáltica.

Até o momento, foram executados 70% da rede de drenagem pluvial e da pavimentação asfáltica. As redes de energia elétrica, abastecimento de água e esgotamento sanitário estão em fase inicial de implantação, porém existem redes provisórias para atendimento às primeiras unidades. O prazo previsto para conclusão das obras de infraestrutura na primeira etapa é dezembro de 2013 e na segunda em dezembro de 2014.

Outro problema enfrentado pelos moradores é a ausência de comércio – ainda não há nenhuma quadra comercial funcionando. A previsão é de que a primeira seja inaugurada em dois meses. Os operários da construção civil que trabalham na região são obrigados a recorrer a vendedores ambulantes para almoçar ou fazer um lanche.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/02/03/com-metro-quadrado-mais-caro-que-jardins-novo-bairro-de-brasilia-e-inaugurado-com-lama-e-problemas-de-infraestrutura.htm

No link tem fotos do Norolama. Lembro como se fosse ontem o pessoal no outro fórum dizendo que o Noroeste seria diferente do Barroeste... :rolleyes:

pesquisadorbrazil
Feb 6, 2013, 5:51 PM
Eu morro de rir das matérias a respeito de Brasília, que era o 2o mercado em VGV do Brasil, que era o m2 mais caro do Brasil e por ai vai. Vimos tudo como na verdade, pura mentira para vender imóveis. E pior, com bolha estourada o que mais se vê na cidade, é apartamentos a venda ou para alugar.

E claro, tudo VAZIO, e vão continuar assim por muitos ANOS, isso mesmo, anos.

MAMUTE
Feb 10, 2013, 12:14 PM
DF tem 214 construções: total de 53,7 mil unidades residenciais



Quantidade será suficiente para abrigar 175 mil pessoas. Valor de venda total beira os R$ 20 bilhões



A capital do país se acostumou com os canteiros de obras. Espalhados por oito localidades, há 214 empreendimentos residenciais em construção no Distrito Federal. Quando entregues — e levando em conta o número médio de moradores por domicílio —, as 53.768 unidades poderão abrigar 175 mil pessoas, pouco mais de cinco vezes a população do Lago Norte. Os dados, obtidos junto ao Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), compõem o mapa do mercado imobiliário local.

O valor geral de vendas (VGV) das obras em andamento chega a R$ 19,2 bilhões. Os imóveis em estoque representam 30,7% do total, segundo o levantamento. Águas Claras, embora apresente um crescimento muito menor se comparado a anos anteriores, se mantém no topo do ranking de empreendimentos e unidades lançadas. A região administrativa responde por mais de um terço de toda a movimentação do mercado.









http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/02/10/interna_cidadesdf,348849/df-tem-214-construcoes-total-de-53-7-mil-unidades-residenciais.shtml

MAMUTE
Feb 10, 2013, 12:19 PM
:previous: Os imoveis em estoque que eles falam são os não vendidos, isso não leva em consideração imoveis comprados pra especular né:sly: eu creio que a ocupação fica em torno dos 40 a 45% isso por muito tempo ate alugarem os que não conseguem revender o ágio:notacrook:

pesquisadorbrazil
Feb 11, 2013, 7:45 AM
Agora aqui o sintoma da bolha imobiliária estourada em Brasília...

http://i1293.photobucket.com/albums/b596/pesquisadorbsb8/bolhabsb_zpsc0e467d2.jpeg

Os dados não mentem, e pior, sabe quando teremos o mercado em Brasília nos mesmos níveis de anos anteriores, nunca mais. O mercado vai ficar inflado por muitos anos. Acabou a era dos escupeculadores e pessoas afoitas em faturar no ágio. Praticamente estão vendendo pelo preço que compraram. E tem residencial com serviços da HPLUS que está encalhando. Pois comprador de verdade não tem, e quem está comprando são os próprios corretores. Que estão com o pescoço na força. E agora, o Alphaville veio dar o tiro de misericórdia no mercado especulativo. Quando começarem a lançar apartamentos mais barato que Águas Claras com melhor planejamento, o mercado irá se virar para esse lugar. Ainda mais com mega shopping Bosque dos Pinheiros.

Detalhe, mora em Alphaville quem não é funcionário público e não dependem do governo pra nada.

MAMUTE
Feb 20, 2013, 1:46 AM
Venda de imóveis recua 78% em Brasília



A retração no setor imobiliário atingiu os principais mercados do país.

Houve queda nas vendas e nos lançamentos em Salvador, Recife, Porto Alegre, Brasília e no Rio, segundo a empresa de pesquisas Geoimovel.

Na capital baiana, o número de novos apartamentos caiu 56,5% no ano passado em relação a 2011. As vendas, por sua vez, recuaram 73,6% (veja quadro ao lado).

No caso de Brasília, a retração foi ainda mais intensa: de 78% nas vendas e de 61,3% nos lançamentos. Porto Alegre e Recife também apresentaram recuo nas duas frentes.

No Rio, foi apurada queda de 16,5% nas unidades lançadas (12.993) e de 44% nas comercializadas.

Mesmo com o desaquecimento do mercado, os preços subiram em Porto Alegre (2,1%), Recife (26,7%), Salvador (15%) e no Rio (31,3%).

Em Brasília, dona do metro quadrado mais caro do país (R$ 10.206), os preços caíram 5,3%.

João Teodoro da Silva, presidente do Cofeci (Conselho Federal dos Corretores de Imóveis), diz que a queda nos lançamentos no ano passado ocorreu para equilibrar o mercado após "exageros".

Segundo ele, devido ao estoque precedente, mesmo com a redução de novos projetos, a oferta de imóveis permaneceu grande em 2012. Quanto aos preços, afirma que tendem à estabilização neste ano, assim como o número de novas unidades.

Celso Amaral, diretor da Geoimovel, também atribui ao excesso de lançamentos o tombo do mercado imobiliário no ano passado. E aponta os atrasos na entrega das obras como um sinal do nível elevado de projetos.

Amaral diz que, mesmo com a queda no número de imóveis lançados, os estoques continuam altos. Para ele, o preço em expansão e o endividamento das famílias impediram que as vendas fossem melhores e que o setor atingisse o equilíbrio.

Nesse cenário, recomenda que os clientes negociem descontos com as incorporadoras com estoque elevado: "Os preços se acalmaram e até podem diminuir significativamente em algumas negociações. O consumidor pode sair ganhando".

Ele acrescenta que, se não ocorrerem novidades relevantes no cenário econômico, haverá maior velocidade de vendas e lançamentos ao longo do segundo semestre deste ano.









http://www1.folha.uol.com.br/fsp/imoveis/93091-venda-de-imoveis-recua-78-em-brasilia.shtml

MAMUTE
Feb 20, 2013, 1:51 AM
:previous:
http://opequenoinvestidor.com.br/wp-content/uploads/2013/02/wonka.jpg

MAMUTE
Feb 21, 2013, 4:47 PM
Imóvel grande desvaloriza 30% em apenas cinco meses



Preço de imóveis com 4 ou mais quartos tem queda forte entre agosto de 2012 e janeiro de 2013



O preço dos imóveis com quatro ou mais quartos no Distrito Federal caiu 30,8% entre agosto do ano passado e janeiro de 2013. No mesmo período, o valor dos imóveis em geral caiu apenas 1,4%, e os de um quarto aumentaram 10,8%. Os dados são do índice FipeZap, que monitora os preços do mercado de imóveis em capitais brasileiras.

O presidente da Comissão da Indústria Imobiliária do Sindicado da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Paulo Muniz, diz que a queda nos valores dos imóveis maiores no DF é normal, já que o mercado teve muitas altas desde 2009. Segundo Muniz, a redução nos valores acompanha uma tendência das empresas que atuam no mercado imobiliário, hoje mais voltadas para suprir a demanda por imóveis mais baratos e menores. "Mas a procura por moradia é muito alta e a oferta ainda está muito aquém do esperado. Por isso, os imóveis vão continuar se valorizando por uma necessidade do consumidor", pondera.

Menos otimista, o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia, diz que o mercado imobiliário como um todo deve crescer menos em 2013. Para Pompéia, os preços atingiram um patamar no qual devem se consolidar, permanecendo estáveis pelos próximos meses.

Segundo dados da Embraesp, o ritmo do crescimento já foi menor em 2012. Em Brasília, o preço do metro quadrado no ano passado, R$ 6.732, ficou pouco acima da média nacional. Uma alta de 8,6% em relação ao ano anterior, metade do crescimento registrado entre 2010 e 2011.









http://www.destakjornal.com.br/noticias/brasilia/imovel-grande-desvaloriza-30-em-apenas-cinco-meses-180919/

MAMUTE
Feb 22, 2013, 10:12 PM
Um ano para afastar o fantasma da bolha



Setor imobiliário quer acabar com as especulações sobre a existêcia de uma bolha no País e aposta em bom desempenho das vendas em 2013



O setor de imóveis iniciou 2013 com uma meta: acabar com as especulações de bolha. Segundo dados apresentados pelo Sindicato da Habitação (Secovi) nesta semana, o aumento no número de lançamentos e vendas vai ajustar o mercado e fazer com que o preço tenha uma variação leve, já percebida no último ano.

Segundo Celso Petrucci, economista chefe da Secovi, o aumento esperado no número de lançamentos é de 10%, enquanto o da venda é de 5%. Com a oferta e demanda em um patamar similar, o aumento do preço dos imóveis não deve descolar da realidade do mercado. "Vamos observar um arrefecimento dos preços", afirma o economista.

http://content-portal.istoedinheiro.com.br/istoeimagens/imagens/mi_2666413716128597.jpg
Lançamentos devem registrar alta de 10% em 2013


Para ele, a especulação sobre bolha já era infundada em 2012, pois, apesar de nos anos anteriores o aumento dos preços estar em um patamar elevado, as compras eram efetuadas, em sua maioria, por pessoas que estavam adquirindo seu primeiro imóvel. "Elas não compram casa para especulação, e sim para moradia", diz.

Apesar de positivo em suas previsões, o Sindicato levantou pontos considerados cruciais para que o ano tenha um bom desempenho. De acordo com a entidade, é necessáio desonerar a folha de pagamento das construtoras, rever o plano diretor da cidade e aumentar o teto de empréstimos do Sistema Financeiro Habitacional - que está em R$ 500 mil desde 2009.

O ano de 2012

O setor imobiliário permaneceu aquecido durante 2012, mas caiu em comparação com 2011. As vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo atingiram 26.958 unidades. Em termos de lançamentos, houve retração de 27% ante 2011. O valor movimentado em vendas no ano passado foi de R$ 13,6 bilhões, 4,3% menor que o do ano anterior.

O segmento de dois dormitórios destacou-se com 13.371 unidades vendidas em 2012, 49,6% do total comercializado e crescimento de 0,5% em comparação com 2011. Os imóveis de três dormitórios tiveram participação de 26,9%, com 7.263 unidades vendidas no ano passado.










http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/112722_UM+ANO+PARA+AFASTAR+O+FANTASMA+DA+BOLHA

pesquisadorbrazil
Feb 23, 2013, 11:32 PM
Me desculpe, querer espantar o medo da bolha como? Sabe quando Brasília terá um crescimento dos últimos anos? Nunca mais, acho que o período de vacas gordas acabaram para as construtoras, imobiliárias e corretores.

Conheço vários que estão procurando outras profissões, pois não tem mais espaço para tanto corretor. Tem mais corretor do que comprador.... kkkkk

pesquisadorbrazil
Mar 1, 2013, 1:37 PM
Ontem conversei com um corretor, ele todo feliz. Fala com a boca cheia, que o mercado está reagindo.. Meu DEUS, me desculpe, reagindo como. Praticamente nos 3 primeiros meses do ano, somente houve 2 lançamentos, e foram da Broofield em Águas Claras, o Trend e o Refinatto. Só.

Enquanto isso, enquanto a alguns anos, nos primeiros meses, no mínimo teriam ocorrido 10 lançamentos. Se 2 lançamentos, o mercado está aquecido. Então a bolha já explodiu de vez.

MAMUTE
Mar 5, 2013, 1:09 PM
Imóveis valorizam 0,9%, mas 5 cidades perdem da inflação



Recife viu desvalorização, e Distrito Federal e cidades do ABC Paulista tiveram alta modesta; valorização média foi puxada por Fortaleza e Florianópolis


Foto: Wikimedia Commons
http://exame0.abrilm.com.br/assets/images/2012/12/75682/size_590_fortaleza.jpg?1354810997
Fortaleza foi a cidade que mais valorizou nos últimos 12 meses

O Índice FipeZap Ampliado, que acompanha o preço dos imóveis usados anunciados em 16 cidades brasileiras, teve em fevereiro alta de 0,9%, a mesma cifra do mês passado, quando foi lançada a nova versão com mais cidades. No ano, a alta é de 1,9%. Apesar da valorização, diz o relatório, cinco cidades tiveram aumento de preços do metro quadrado anunciado inferior à inflação oficial esperada para o mês.

Foram elas Recife, onde o preço médio do metro quadrado caiu 1,0%; Distrito Federal, São Bernardo do Campo (SP) e São Caetano do Sul (SP), onde os preços subiram apenas 0,1%; e Santo André, onde a alta foi de 0,2%. A inflação pelo IGP-M, que reajusta os aluguéis, foi de 0,29% em fevereiro, enquanto a inflação oficial pelo IPCA foi projetada, pelo Banco Central, em 0,48% para o mês.

A alta do índice foi puxada principalmente pelas valorizações do preço do metro quadrado anunciado em Fortaleza (+2,8%) e Florianópolis (+2,0%). Em São Paulo e Rio de Janeiro a alta também teve fôlego, fechando o mês em 0,8% e 1,3% respectivamente. Dentre as cidades que já têm dados suficientes para a apuração dos preços nos últimos 12 meses, Fortaleza foi a que teve a maior valorização, de 16,7%, seguida de Niterói (+15,7%), São Paulo (+14,8%) e Rio de Janeiro (+14,7%).

O Índice FipeZap Composto – indicador inicial, com apenas sete cidades – também fechou fevereiro com alta de 0,9%, sendo 12,9% no acumulado dos últimos 12 meses. Veja na tabela a variação dos preços do metro quadrado anunciado nas 16 cidades do Índice FipeZap Ampliado. As cidades que aparecem em negrito são aquelas que compõem o Índice FipeZap Composto.

http://i856.photobucket.com/albums/ab122/mamutemamute/Semtiacutetulobv_zps4d0ad356.png

O Índice FipeZap também acompanha o preço médio do metro quadrado anunciado nas 16 cidades. Veja na tabela a seguir:

http://i856.photobucket.com/albums/ab122/mamutemamute/Semtiacutetulonnnnnnnnn_zpsf9948261.png

O FipeZap tem dados disponíveis sobre São Paulo e Rio de Janeiro desde janeiro de 2008. Para Belo Horizonte, a série histórica começa em maio de 2009. Para Fortaleza, em abril de 2010; para Recife em julho de 2010; e para Distrito Federal e Salvador, em setembro de 2010. Já entre as novas cidades, incluídas no Índice FipeZap Ampliado, as cidades do ABC Paulista e Niterói têm dados disponíveis desde janeiro de 2012. Vitória, Vila Velha, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba têm as séries históricas mais recentes, iniciadas em julho de 2012. O FipeZap Ampliado foi lançado em janeiro deste ano.

O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290.000 unidades todos os meses. Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice neutraliza os efeitos da repetição de anúncios, bem como as grandes disparidades de preços. De acordo com Eduardo Zylberstajn, coordenador do projeto na Fipe, de fato há diferença entre os preços anunciados e os preços transacionados (que costumam ser menores), mas, segundo ele, no longo prazo, ambos os valores seguem a mesma tendência.





http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/imoveis-valorizam-0-9-mas-5-cidades-perdem-da-inflacao?page=2

MAMUTE
Mar 12, 2013, 12:27 PM
Imóvel com marina em Miami vale o mesmo que usado no RJ e SP



Usado em bairro de luxo em São Paulo e no Rio custa o mesmo que um imóvel em um condomínio de luxo em Miami, com marina privativa, mordomo e piscina de borda infinita



Com os altos preços dos imóveis em algumas regiões do país, brasileiros têm se sentido atraídos por imóveis vendidos no exterior. A cidade de Miami, na Flórida, é um dos principais focos de atenção. Um condomínio de luxo na cidade com uma marina particular e com previsão para inauguração em 2015 já teve 25% de suas unidades compradas por brasileiros, o equivalente a 120 apartamentos. Os preços dos apartamentos no condomínio partem de 600 mil dólares (1.174.200 reais pela cotação do dia 11 de março de 2013), que é o valor de um apartamento de dois dormitórios com 177 m². Nesta faixa de preço seria possível comprar um apartamento usado de 110 m² em Ipanema, no Rio, ou um de 155 m² no bairro de Higienópolis, em São Paulo.

Além do preço de um imóvel antigo em um bairro luxuoso do Rio de Janeiro ou de São Paulo se equiparar ao de alguns novos em Miami do mesmo tamanho ou mesmo maiores, a atração pelos imóveis americanos também pode ser atribuída ao fato de a estrutura de lazer nos imóveis brasileiros mais antigos deixar a desejar em relação à de imóveis como os do condomínio Marina PalmsYacht Club & Residences.

Além da marina particular, o condomínio terá serviço de mordomo, piscina de borda infinita, jardim e extensa área verde com vista para os barcos que entram e saem do canal. Serão duas torres com 234 apartamentos e cada uma terá uma academia de ginástica, salas de massagens, estúdios para aulas privadas, café, sala de brinquedos, além de acesso seguro e manobristas 24 horas. Além disso, os apartamentos já vêm com armários na cozinha e banheiros, eletrodomésticos e granitos e mármores nas bancadas.

E se aqui no Brasil o serviço de marina deve ser pago à parte, no condomínio em Miami o serviço está incluído na taxa de condomínio mensal e oferece supervisão do deck central onde funcionará o concierge, serviços de preparação dos barcos e de manutenção, e outras facilidades como serviço de abastecimento, loja de conveniência e wi-fi nas docas.

O condomínio no Marina Palms terá um custo de 50 centavos de dólar por pé quadrado. Ou seja, um apartamento de 1.904 pés quadrados (ou 177 m²), terá condomínio mensal de 952 dólares, taxa que no Brasil, em muitos casos, equivale apenas ao valor do condomínio, sem contar os custos de marina, que em território nacional costumam partir de 460 reais.

Confira na tabela abaixo a comparação entre os imóveis na faixa de 1,2 milhão de reais no condomínio Marina PalmsYacht Club & Residences, em outros imóveis de Miami, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Vale ressaltar que a comparação foi feita com bairros luxuosos do Brasil, para que fossem estabelecidos paralelos entre imóveis buscados pelo mesmo perfil de comprador.

Localização Área Valor*
Miami: 17201 Biscayne Boulevard, North Miami Beach (Marina Palms) Imóvel de 177 m² com 2 dormitórios R$ 1.174.200

Miami: Sunny Isles Beach*** Imóvel de 156m² com 2 dormitórios R$ 1.096.200

Miami: Downtown Miami (Opera Tower**) Imóvel de 97m² com 2 dormitórios R$ 1.203.555

Miami: Sunny Isles Beach (St Tropez**) Imóvel de 150 m² com 3 dormitórios . R$ 1.330.760

São Paulo: Avenida Miguel Estefano/ Higienópolis Imóvel de 155 m² com 3 dormitórios R$ 1.200.000

Rio de Janeiro: Rua Gomes Carneiro / Ipanema Imóvel de 110 m² com 3 dormitórios R$ 1.100.000
*Conversões feitas com base nas cotações do dia 11/03/2013

**Apartamentos anunciados na imobiliária Elite International Realty

***Apartamento anunciado na RE/MAX

Perfil do comprador

Segundo Leo Ickowicz, presidente da Elite International Realty, imobiliária sediada em Miami, o interesse dos brasileiros por imóveis em Miami ganhou força depois da crise imobiliária nos Estados Unidos, em 2008, que ocasionou uma queda nos preços. “Apesar dos preços terem subido nos últimos anos, ainda se encontram por volta de 10% abaixo do valor pré-crise", afirma.

Ele explica ainda que, diferentemente do que ocorreu no final da década de 1990, quando a compra de imóveis era especulativa, hoje muitos brasileiros têm comprado imóveis nos Estados Unidos para morar e para lazer.

Segundo dados da Elite, os brasileiros que adquirem imóveis para alugar nos Estados Unidos costumam gastar entre 250 mil e 300 mil dólares em um apartamento de 80 a 90 m². Este perfil de imóvel corresponde a 40% das compras de brasileiros na imobiliária.

Aqueles que compram imóveis para lazer e frequentam o imóvel esporadicamente pagam entre 300 mil e 1 milhão de dólares em residências de 140 a 150 m² (30% dos clientes da corretora). E os que pagam mais de 1 milhão de dólares, costumam comprar imóveis de 500 m² para morarem por alguns meses. Geralmente são empresários ou aposentados.

No geral, segundo a imobiliária, os clientes brasileiros que mais compram imóveis na cidade são empresários bem sucedidos e aposentados com alta renda que compram casas e apartamentos à beira da praia e vivem entre o Brasil e os Estados Unidos. Ainda segundo a Elite, alguns brasileiros também estão descobrindo outro nicho do mercado imobiliário local, que são os imóveis comerciais, que oferecem taxa média de rendimento de cerca de 7% ano.

Os brasileiros que compraram imóveis do condomínio Marina especificamente, segundo George Helmstetter, diretor executivo do The DevStar Group, grupo responsável pelo empreendimento em parceria com o The Plaza Group, possuem alto poder aquisitivo. "E entre todos os compradores, brasileiros e de outras nacionalidades, cerca de 90% estão comprando o apartamento para uso próprio e 10 % para investimento. E a maioria deles tem barcos”, afirma.












http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/imovel-com-marina-em-miami-vale-o-mesmo-que-usado-no-rj-e-sp?page=2

overmatik
Mar 12, 2013, 3:27 PM
Pois é, mas aí depois vem um tal de fulgêncio da vida dizer que a qualidade de vida no Rio ou em SP é bem melhor que em Miami e tal... :yuck:

Realmente, quando imóveis em um país subdesenvolvido como o nosso no qual o cidadão comum é tratado como lixo pelo Estado está mais caro que numa das melhores cidades litorâneas da terra é sinal que alguma coisa está errada... :yes:

pesquisadorbrazil
Mar 12, 2013, 5:55 PM
Pois é, mas aí depois vem um tal de fulgêncio da vida dizer que a qualidade de vida no Rio ou em SP é bem melhor que em Miami e tal... :yuck:

Realmente, quando imóveis em um país subdesenvolvido como o nosso no qual o cidadão comum é tratado como lixo pelo Estado está mais caro que numa das melhores cidades litorâneas da terra é sinal que alguma coisa está errada... :yes:

Concordo contigo. O Rio e São Paulo tem melhor qualidade de vida do que Miami? Acho que ele não sabe, que conta como QUALIDADE DE VIDA. A relação entre impostos cobrados e serviços públicos OFERECECIDOS.

E Miami GANHA DISPARADO do Rio e São Paulo. Se eu for fazer um cidade vs cidade, até mesmo a melhor cidade brasileira, pareceria cidade de interior em relação a Miami. Agora se fosse comparar com Cingapura, nossa, todas nossas cidades seria uma cidade perdida no meio da floresta.:shrug:

overmatik
Mar 13, 2013, 5:16 PM
Concordo contigo. O Rio e São Paulo tem melhor qualidade de vida do que Miami? Acho que ele não sabe, que conta como QUALIDADE DE VIDA. A relação entre impostos cobrados e serviços públicos OFERECECIDOS.

E Miami GANHA DISPARADO do Rio e São Paulo. Se eu for fazer um cidade vs cidade, até mesmo a melhor cidade brasileira, pareceria cidade de interior em relação a Miami. Agora se fosse comparar com Cingapura, nossa, todas nossas cidades seria uma cidade perdida no meio da floresta.:shrug:

Imagina em que cidade do Brasil você encontra um bairro só de mansões sem grades com porsches e maseratis estacionadas na frente... :haha:

MAMUTE
Mar 19, 2013, 11:57 PM
Descompasso entre preço de imóvel e renda afeta mercado


Nos últimos anos, o valor dos imóveis cresceu muito acima da renda, criando um descompasso entre a capacidade de endividamento das famílias e o financiamento imobiliário. Enquanto a renda média do trabalho do brasileiro subiu 43% entre 2007 e 2011, o valor médio dos financiamentos de aquisição de imóveis feitos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) aumentou 83%. As novas regras de financiamento anunciadas ontem pela Caixa Econômica Federal tendem a facilitar o acesso de novas famílias ao crédito.

Em 2007, o empréstimo médio concedido pelo SFH era de R$ 82 mil, com parcela inicial que comprometia 42% da renda de um casal médio brasileiro, considerando prazo de 30 anos. No ano passado, o financiamento médio atingiu R$ 150 mil, com as parcelas iniciais equivalendo a 52% da renda do casal.

http://www.bolhaimobiliaria.com/wp-content/uploads/2012/06/arte06esp-101-abre-a14.jpg

O valor do financiamento médio pelo SFH tende a subir ainda mais neste ano e no próximo, dado que os empréstimos tomados ao longo de 2011 estão ligados a repasses de lançamentos mais antigos das incorporadoras, e não capturaram toda a alta dos imóveis. Por esses valores, a linha de crédito voltada para a classe média, que é o SFH, se mostrava viável apenas para menos de 20% da população. A ampliação do prazo do financiamento de 30 para 35 anos amplia, assim, o número de famílias capazes de comprar imóveis no país.

Antes, tendo como base a taxa de juros de 10% ao ano (mais TR e custos com seguro), praticada em boa parte dos bancos, a parcela inicial para um financiamento de R$ 82 mil em 30 anos era de R$ 949 por mês, equivalente a 42% de R$ 2.285, a renda média de um casal (duas rendas médias mensais de R$ 1.142) em 2007. Já um financiamento de R$ 150 mil gera parcela mensal inicial de R$ 1.692, que compromete 52% da renda média de um casal em 2011, de R$ 3.278 (duas rendas de R$ 1.639). Com juros menores e mais prazo, essas parcelas vão cair.

Algumas das principais incorporadoras imobiliárias do país indicaram, nas últimas semanas, que estavam cancelando contratos assinados há alguns anos, durante o boom do mercado imobiliário, porque os clientes não teriam condições de passar pelo crivo de análise de crédito dos bancos no momento do repasse do financiamento da construtora para o mutuário final, que ocorre na entrega das chaves.

Antes mesmo no anúncio das novas regras, porém, as empresas informaram que estavam conseguindo encontrar novos compradores para os imóveis, e até estavam lucrando com a venda dos apartamentos a preços maiores. Mas como há um volume enorme de entregas de imóveis, previstas para 2012 e 2013, o mercado começou a se questionar sobre o tamanho do problema.

Na avaliação dos bancos, a parcela do financiamento não deve ultrapassar 30% da renda disponível do casal (ou das pessoas que compuserem a renda). Isso significa que, para tomar o financiamento pelo SFH em 2007, era preciso que a renda disponível fosse de R$ 3.163 mensais. Em 2011, o valor subiu para R$ 5.640 por mês.

Se o brasileiro médio já não conseguia se financiar pelo SFH em 2007, ficou ainda mais difícil em 2011 – restando para ele as linhas do FGTS, para imóveis de custo menor e com taxas reduzidas. As novas regras da Caixa – de mais prazo e menos juros – devem facilitar o acesso ao crédito imobiliário.

O Valor procurou o Secovi e a Abecip para saber se eles fazem estimativa de quantas pessoas ou casais no Brasil possuem o nível de renda necessário para tomar empréstimos nos valores atuais, mostrando o público-alvo potencial total desse mercado.

Por meio da assessoria de imprensa, o Secovi, que representa as incorporadoras e construtoras de São Paulo, disse que esse tipo de estudo nunca foi feito pelo órgão. A Abecip informou que é muito difícil fazer essa conta, porque faltam estatísticas oficiais e existem muitas combinações possíveis para a composição de renda. Pesa ainda a possibilidade de o trabalhador usar o FGTS para pagar parcelas.

Com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009 e nos números da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE, é possível calcular que o 1% mais bem remunerado da população nas seis regiões metropolitanas pesquisadas (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife) ganha R$ 21 mil por mês. Aqueles que compõem os nove pontos percentuais seguintes têm renda média de R$ 6 mil. O segundo decil (entre 10% e 20% mais ricos) possui renda média individual de R$ 2,6 mil.

Com base nesses números, e considerando casais da mesma faixa de renda, um pouco menos do que os 20% mais ricos da população que trabalha é capaz de comprar imóveis no Brasil. Nas seis regiões pesquisadas pelo IBGE, os 20% mais ricos são 4,5 milhões de pessoas, ou 2,2 milhões de casais de mesma renda.















http://www.bolhaimobiliaria.com/2012/06/07/descompasso-entre-preco-de-imovel-e-renda-afeta-mercado-valor-economico/

overmatik
Mar 22, 2013, 4:00 PM
Mais uma da série "Desespero dos agionários":

Apartamento pronto para morar à venda no Noroeste com o valor total de 812 mil e ágio de 320 mil. Aí é que vem o desespero:

"Aceita troca por imóvel com valor similar ao ágio"

O cara foi financiando pela Construtora e quando chegou na hora das chaves ele provavelmente não teve renda para financiar o resto... :goodnight:

Anúncio: http://www.wimoveis.com.br/imovel/venda-apartamento-brasilia-df-2-quartos-sqnw-613642

pesquisadorbrazil
Mar 22, 2013, 7:47 PM
Mais uma da série "Desespero dos agionários":

Apartamento pronto para morar à venda no Noroeste com o valor total de 812 mil e ágio de 320 mil. Aí é que vem o desespero:

"Aceita troca por imóvel com valor similar ao ágio"

O cara foi financiando pela Construtora e quando chegou na hora das chaves ele provavelmente não teve renda para financiar o resto... :goodnight:

Anúncio: http://www.wimoveis.com.br/imovel/venda-apartamento-brasilia-df-2-quartos-sqnw-613642

Isso que estamos falando a anos, a bolha em Brasília são várias, principalmente de ÁGIO.

pesquisadorbrazil
Mar 24, 2013, 1:05 AM
Alguém leu hoje no jornal da comunidade? Falando que Brasília poderá perder o 2o maior mercado imobiliário do Brasil, para ...... Belo Horizonte. Nossa eu estou pasmo, pois, seria natural perder o 2o lugar para o Rio de Janeiro. Pior, os empresários estão temerosos, devido a falta de alvará e licenciamento, e querem que o governo abranda as leis. Meu deus, se eles fizessem tudo dentro da lei, os projetos seriam aprovados. Os empresários em Brasília aprovam um tipo de projeto e depois no meio do processo mudam de idéia e alteram o projeto.

Conheço o caso famoso da Faenge, que tinha um projeto de hotel Mercure na Asa Sul, com apartamentos de 56 m2. O diretor veio com papo, de diminuir o tamanho dos apartamentos, para o hotel ficar mais RENTÁVEL. Aí claro, o cara sabe que já está dificil aprovar projetos, e alterar um projeto já aprovado é demais. E depois reclamam do GDF.

pesquisadorbrazil
Mar 24, 2013, 1:11 AM
Brasília: uma cidade travada pelo excesso de burocracia

Demora do Governo do Distrito Federal em aprovar licenciamentos faz Brasília despencar do 2º para o 5º lugar no ranking das cidades brasileiras que mais investem no setor, causando desemprego e prejudicando a economia

Ineficiência administrativa, incompetência burocrática e desconfiança entre os gestores públicos. Soma-se a isso a falta de incentivos públicos. Uma combinação que não tem como dar certo. E não deu. Esse é o retrato do setor produtivo do DF. A culpa é de políticas equivocadas praticadas pelo governo local.

A construção civil é a área que mais sofre. O setor era, há quatro anos, o 2º mercado brasileiro. Hoje está em quinto, ameaçado de perder a posição para Belo Horizonte, que vem crescendo graças ao apoio de políticas governamentais. Brasília está atrás de São Paulo (SP) e foi ultrapassado por Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE) e Recife (PE).

Exemplos da ineficiência não faltam. O setor Noroeste é o mais visível. Foi anunciado como o primeiro bairro ecológico do Brasil, com alta tecnologia e infraestrutura de primeiro mundo. “Isso proporciona a união perfeita para quem quer a comodidade da cidade e o prazer de morar em uma ecovila”, foi o argumento do governo à época. Logicamente, as vendas iniciaram a mil por hora.

A questão é que o GDF vendeu as projeções para construção dos prédios, mas não entregou nada do que prometeu em infraestrutura. Entre os diferenciais nos quais o Palácio do Buriti falhou estão o recolhimento do lixo a vácuo, lixo tratado e canalizado, parque Burle Marx, água reciclada, ruas largas, ciclovias, transporte público inteligente, pistas de cooper, jardins e muito verde.

A não implantação da infra-estrutura fez o preço do metro quadrado cair de R$ 12 mil para R$ 7,6 mil. Além disso, o problema de licenciamento para construção de novos prédios está emperrada na burocracia do GDF.

O mercado funciona assim: a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) vende a projeção através de licitação pública. A construtora vencedora faz o projeto arquitetônico e, após receber a aprovação e o licenciamento do governo, começa a construir o empreendimento. Antes, esse processo demorava de quatro a seis meses. Hoje, a média é de 20 meses.

A burocracia não mudou, apenas os atores que a operam. Para se conseguir os alvarás a via crucis tem início em uma administração regional, que não possui poder total de liberar a obra. O próximo passo é a Coordenadoria das Cidades, órgão que funciona dentro da Secretaria da Casa Civil do Palácio do Buriti.

O pedido ainda passa pela Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano (Sedhab) e pela Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGDF). Se o imóvel estiver em área tomada pela Unesco, ainda tem que ser analisado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Se um processo não for aprovado, ele faz o trajeto de volta: Iphan-Sedhab-PGDF-Casa Civil-administração regional, casa por casa. Resolvida a pendência, são reiniciados todos os passos da burocracia.

Para piorar, há uma desconfiança mútua entre os gestores de cada um dos órgãos. Na Coordenadoria da Cidades, por exemplo, existe uma determinação de ser analisada minunciosamente a documentação vinda de algumas administrações regionais. E, em muitos casos, a ordem é não liberar. A questão política também atrapalha. E quem sai prejudicada é a sociedade.

A demora na liberação dos alvarás causa vários tipos de transtornos. Um deles é o desaquecimento do mercado. As construtoras demoram a ter retorno do dinheiro investido com a projeto das projeções na Terracap. O custo é, em média, de 18%. Esse valor, é claro, é repassado ao preço dos apartamentos a serem vendidos. Como passam cerca de 20 meses esperando a burocracia liberar a construção de um prédio, o desemprego é inevitável. O setor vem demitindo a mão de obra por falta do que fazer.


Problema de todos
Empresários do setor da construção civil afirmam que o problema é generalizado. A carta de habite-se, documento necessário para formalizar a finalização do empreendimento e liberá-lo para que possa ser habitado, é uma das dores de cabeça do setor. O documento, que antes levava em torno de dois meses para ser emitido, agora pode chegar a oito. E a principal consequência da burocracia é o atraso na entrega das unidades aos compradores.

Marco Antônio Demartini, diretor executivo da Lopes Royal Investimentos Imobiliários, ressalta que o volume de empreendimentos a serem aprovados é alto e não houve um acompanhamento eficaz por parte do Governo do Distrito Federal e da sua equipe técnica para acompanhar a demanda. “Isso gera um problema para Brasília. E as consequências são visíveis: sofre o incorporador, que com a demorar para a aprovação demora a ver o empreendimento ir para o mercado; o comprador também sai prejudicado, já que com a demora haverá um número menor de produtos sendo ofertados, e sofre a cidade, que terá diminuição na arrecadação de impostos”. A oferta de empregos também é outro ponto que acaba sendo prejudicado com a demora nas liberações. A construção de um empreendimento gera cerca de 400 empregos diretos e 800 indiretos.

Tião Carvalho, presidente da HC Construtora, considera inaceitável a situação vivida pela construção civil: “Projetos que poderiam demorar um dia para a liberação com o trabalho de pessoas especializadas, acabam sendo finalizados em 15 meses. São absurdos que nos levam a um gasto maior”. Além disso, o peso para a economia da cidade é bastante significativo, visto que os empreendimentos passam meses emperrados esperando o início da construção: “ Já imaginou ter uma obra e só poder começar um ano e meio depois. O governo precisa ser mais ágil pois essa demora atrapalha mais do que se imagina”, finaliza o empresário.


Empresas começam a desistir da capital

Nas principais cidades brasileiras o prazo de liberação para a obra não passa de seis meses. As grandes empresas da construção civil que apostaram em Brasília e montaram escritórios na capital do país, estão, aos poucos, indo embora. O desestimulo do setor é grande.

Recentemente, dois levantamentos foram feitos no DF para avaliar as consequências do trânsito nas ruas: o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e o Relatório de Impacto no Trânsito (RIT). O primeiro é um instrumento público de planejamento instituído pela Lei nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade) que define que os municípios devem promover sua regulamentação através de lei específica, definindo os empreendimentos passíveis de apresentação de estudos.

O RIT, por sua vez, integra as atividades do EIV e estabelece o impacto do empreendimento em função do aumento da população na circulação de pedestres, no sistema viário e nos transportes públicos. A qualidade dos estudos apresentados para os órgãos públicos que os avaliam, pode definir desde as medidas mitigatórias ou compensatórias a serem implementadas no caso de impacto, como também podem comprometer o projeto, e até mesmo a viabilidade do empreendimento na área estudada.


Prejuízos

Júlio César Peres, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) e proprietário da incorporadora e construtora Ipê-Omni, enxerga prejuízos distintos nas paralisações de obras para o EIV e para o RIT. “O primeiro tem a situação mais encaminhada. Avançou no Setor Park Sul e no Gama, ficando agora a cargo da Sedhab. O RIT é problemático, acho que não há outra palavra para descrevê-lo. No Detran são apenas cinco técnicos para dar andamento aos processos de autorizações relacionadas ao RIT”, reclama.

Peres assegura que o erro em relação ao RIT é burocrático. “Os terrenos outrora adquiridos no DF, mesmo que não tivessem sua destinação de uso modificada, passaram a ser alvo da exigência de um RIT. Como? É certo tratar de maneira igual os impactos de um shopping e de um prédio com trinta apartamentos?”, indaga.

Em reunião realizada na terça-feira (19) na sede do Sinduscon-DF, com participação de dirigentes das instituições da construção civil e mercado imobiliário do DF e do presidente da OAB local, Ibaneis Rocha, uma das questões levantadas pelos representantes das entidades e que preocupam o setor foi o RIT. O relatório é um instrumento de avaliação dos impactos no tráfego no DF. Ele estabelece as medidas que provocam grande atração de pessoas e veículos, gerando interferência no tráfego de seu entorno, além da grande demanda por vagas de estacionamento e garagem. A falta de servidores nos órgãos e a demora na concessão do RIT são alguns dos obstáculos que impedem as obras a saírem do papel.

Para o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), Adalberto Valadão, mesmo com a discussão avançada, o setor, juntamente com os órgãos competentes, ainda não conseguiram chegar a um senso comum. “Estamos há dois anos tentando resolver este impasse. Hoje, já existe a regulamentação. Porém, embora regulamentado, o governo não tem suporte de funcionários suficiente para fazer essa avaliação. Leva-se um ano para obter o RIT, sem citarmos as outras burocracias”, ponderou.

Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2013-03-23/economia/6153/BRASILIA:-UMA-CIDADE-TRAVADA-PELO-EXCESSO-DE-BUROCRACIA.pnhtml

pesquisadorbrazil
Mar 24, 2013, 1:13 AM
Que empresas são essas que estão desistindo do mercado? MRV só pode né, a empresa não paga os tributos, não entregam em dia, entre outros, e outra, essas empresas que vieram e foram embora, não irão fazer falta.