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Old Posted Sep 18, 2011, 10:15 PM
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O A-Life, private equity brasileiro com foco em entretenimento, entra nas casas noturnas Kiss & Fly e Buddha Bar e na rede de bares Eu, Tu, Eles
Quinhão do rústico-chic . Uma tina em forma de meia- lua de gelo com cervejas e champanhes para os clientes se servirem à vontade. Com propostas como essa, o bar Eu, Tu, Eles, que abre em maio em São Paulo, pretende agradar bem-nascidos que gostam de despojamento. O conceito da casa é do trio Tarcísio e Marcelo Mello (Porto Luna e Gardênia) e Armando Lara Nogueira (ex-Disco), mas 40% do capital aportado é do A-Life, o primeiro private equity de entretenimento criado no Brasil, como se definem.

"Esse é um setor que cresce 50% ao ano no país. No nosso modelo entramos para cuidar de tudo do balcão para dentro de casas noturnas, restaurantes e bares. São empreendimentos focados no público AA e com identidade bem definida", explica Gustavo Araújo, presidente e sócio do A-Life, que tem no núcleo de gestão moços de até 30 anos. Os demais membros são Alessandro de Ávila, Pedro Silveira e Rachid Sader. Criado em dezembro, o fundo tem 25% de capital suíço-americano. Na carteira já conta com participação de 10% na casa noturna Kiss & Fly e 10% no Buddha Bar, em São Paulo, e 40% do Eu, Tu, Eles. Nos próximos seis meses já tem comprometidos R$ 10 milhões em três projetos que Araújo ainda não revela as bandeiras: um club nova-iorquino com restaurante e deck numa praia da zona sul carioca; um louge-bar em Florianópolis; e um restaurante de alta gastronomia de um chef italiano três estrelas Michelin, em São Paulo. "Nesses negócios, por enquanto, somos minoritários, mas a estratégia para os próximos é sermos sempre majoritários. Nossa capacidade de investimento só depende de projetos alinhados com nossa proposta." Um dos sócios, por exemplo, viaja pela Europa e Estados Unidos prospectando negócios. "Já estamos em conversa com um chef francês com casas pelo mundo."

Quinhão I. O Eu, Tu, Eles foi criado para ser um modelo replicável. "O projeto é ter unidades nas principais capitais num prazo de quatro anos." A primeira vai funcionar na esquina das avenidas Faria Lima com Cidade Jardim e vai consumir R$ 3,5 milhões. A próxima será aberta ainda este ano no Brooklin ou Moema. "Em 2011 inauguramos no Rio e Beagá, e na sequência Brasília, Porto Alegre e Curitiba." Pelo projeto arquitetônico, a casa tem aspecto rústico com parede de taipa, forno à lenha para fazer pizza de burrata e grelha para churrasco. "A classe A acredita que o chic é ser simples. Não quer formalidade, mas exige cozinha e serviços impecáveis."

Quinhão II. Para Araújo, restaurantes e bares têm vida curta no país por problemas de administração. "No A-Life só entramos em negócios em que participamos da gestão. Isso significa ter um controller verificando todos os processos e medindo a qualidade das casas todos os dias." Outro problema, o alto turn over da categoria, ele acredita resolver com um sistema de remuneração proporcional ao desempenho. "Nossos garçons são cast members." No Brasil, diz ele, os talentos que saem da faculdade não enxergam no entretenimento uma área de atuação interessante. "Por isso, criamos um plano de carreiras e uma remuneração agressiva para atrair gente talentosa para nossas casas, como a Disney e Las Vegas fazem."

Fonte: http://www.valor.com.br/arquivo/820583/blue-chip

Last edited by pesquisadorbrazil; Sep 27, 2011 at 3:38 PM.
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