População aprova renovação da frota, mas teme que medida não se concretize
Arenovação do sucateado transporte público do Distrito Federal trouxe uma nova esperança à população, que aprovou em ampla maioria a iniciativa. Segundo pesquisa do instituto O&P Brasil, 57% dos brasilienses consideraram a medida boa, e 27,4% acharam ótima. Mas, quando questionados sobre a possibilidade de o GDF efetivar ou não a proposta, o resultado mostrou ser menos promissor: enquanto 28,3% acham que a licitação sairá do papel, 31,9% não acreditam que ela será cumprida, e 35,4% responderam que dificilmente a medida se concretizará.
E os brasilienses sabem exatamente quais as melhorias que mais querem ver colocadas em prática: ônibus novos (48,6%) e concorrência nas linhas (40,5%). Na sequência, vem o GPS nos veículos para controlar o trajeto e horário, com 5,8%. Já o ar-condicionado é objeto do desejo de apenas 0,9% dos entrevistados.
Na avaliação do diretor do Instituto O&P Brasil, Fernando Jorge Caldas, a iniciativa para renovar completamente a frota gera grande expectativa na opinião pública, vítima do precário transporte há anos. Caldas, porém, ressalta que não foi uma surpresa a população ainda estar com o pé atrás. “Agora, é como se a nova promessa colocasse o GDF no fio da navalha. Se descumprida, pode tencionar esse grau de frustração a um limite extremo. Mas se cumprir, pode tornar a percepção sobre o governo mais razoável”, analisou Fernando Jorge.
Vontade política
De acordo com o subsecretário de Políticas de Transporte e Trânsito, Luiz Fernando Messina, as ações do GDF têm demonstrado a vontade política para implementar a reestruturação. “As medidas recentes comprovaram isso”, declarou.
O Grupo Amaral é uma das empresas que trabalha atualmente no transporte público do DF. Segundo Leonardo Faria, um dos diretores da entidade, a empresa mantém interesse em participar da concorrência. Entretanto, considera que as normas apresentadas no edital estão muito além da realidade do transporte atual. “Transportamos uma média de 250 milhões de passageiros e passaríamos para 450 milhões. Teríamos que ter pelo menos o triplo de micro-ônibus. É preciso algo razoável, ou uma prorrogação de prazos”, reclamou.
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